Casa 2

NOTA GERAL: 4.2/5

Rua Antônio de Albuquerque, 1354 – Lourdes – Belo Horizonte – MG | Tel: (31) 2531-1142
 

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Localização e Ambiente:  4/5

Se lembram do B Bistrô, uma hamburgueria no Lourdes, que avaliamos aqui no site? Pois bem, ela foi dividida em dois ambientes, um deles que permanece servindo hambúrgueres, e outro que se tornou a Casa 2, com um menu mais tradicional de restaurante. Além disso, no andar superior se instalou a B de Brigadeiro, uma Brigaderia que segue a nova tendência de brigadeiros gourmet no Brasil. Estabelecida próxima ao Minas I, o Casa 2 se encontra numa posição privilegiada, de fácil acesso e pouco movimento. Estacionar pode ser um problema dentro do horário comercial, mas quanto mais se aproxima do intervalo reservado para o jantar, ou dos finais de semana, a extrema facilidade de se achar vagas chega à dar brilho nos olhos. Seu ambiente, mantendo o padrão das casas irmãs, é extremamente bem decorado, com longos sofás, mesas simpáticas e espaçosas, e paredes e colunas nas quais encontra-se opções do cardápio simpaticamente escritas em giz. Como se não abstasse o já simpático ambiente temos, completar a criação, um belíssimo quadro estampando a única parede da casa.

Atendimento:  5/5

Diferente de nossa visita ao estabelecimento que divide o ambiente da casa, o atendimento foi exemplar! Cada um dos garçons parecia realmente se importar com seu trabalho e não apenas com a gorjeta do final, oferecendo de forma simpática as mais diversas sugestões e uma exclusiva atenção. Nosso garçom, Felipe, soube explicar os pratos, sugerir e opinar, tudo isso com uma dose extra de bom humor e carisma. A cozinha, para completar a boa impressão, foi satisfatoriamente ágil, atendendo de forma ideal as demandas feitas por nossa mesa.

Gastronomia: 4.0/5

A Casa 2 serve vários pratos de culinária contemporânea, misturando carnes e guarnições, de uma maneira pouco ousada porém ainda assim criativa. O cardápio não é muito extenso e se divide em entradas (petiscos), pratos principais e sobremesas, algumas delas com ingredientes da B de Brigadeiro.

Entrada:

Filé crocante (tiras de filé fritos com farinha crocante): 5/5

Uma entrada que poderia ser facilmente encontrada em um restaurante japonês. As ditas iscas de filé são lindamente empanadas com farinha panko, oferecendo um resultado crocante, seco e de sabor único, semelhante a um delicioso biscoito quebradiço. Um prato simples que definitivamente ganhava destaque pelo seu preparo, desde suas iscas maravilhosamente cortadas no tamanho perfeito até seu empanado pouco gorduroso de crosta espessa. Uma combinação perfeita para o molho – conhecido como tonkatsu – feito a base de maçã verde, de sabor forte e com nuances levemente azedas, completando formidavelmente o pé nipônico do exemplar.

Prato principal:

Gnocchi artesanal ao creme de parmesão trufado: 3/5

O gnocchi esbaldava uma textura que se destacava ainda mais pelo seu extremamente suave molho branco. Molho inclusive que tinha um toque sutil ideal do trufado, não perdendo o sabor formidável da iguaria mas também evitando que este perfumasse todas as mordidas de uma maneira intragável. Novamente um prato simples, feito na medida para aquelas pessoas que acabam tendo muitas restrições alimentares, se tornando uma indicação perfeita para praticamente qualquer um. Ah, e é claro, as lascas de parmesão, assim como o queijo ralado servido à parte, completavam o prato de maneira única, gerando apenas uma breve lamentação, pela sua não tão bem servida quantidade.

Costeleta de vitelo empanada e risoto de açafrão: 3/5

Um prato simples de resultados não tão sensacionais como os demais pedidos. Seu risoto era apenas ok, um pouco passado do ponto, mas na cremosidade correta. O problema aqui ficou por conta dos temperos, da porção exagerada de açafrão depositada no arroz, deixando-o consideravelmente enjoativo, do toque além da conta de sal, e do sabor residual desagradável de fundo de panela. A surpresa, e salvação parcial do prato, fica por conta da combinação risoto/costeleta. Quando unidos, os sabores exagerados e além da conta do risoto eram consideravelmente apagados pelo empanado, aqui não tão seco como o das iscas, e da força considerável da costeleta de vitelo impressa ao conjunto, resultando num turbilhão de sabores fortes e felizmente, até agradáveis.

Espaguettii de pupunha negro e peixe do dia grelhado: 5/5

O pargo, peixe do dia, estava simplesmente perfeito. Seu sabor suave e sua textura ideal eram os parceiros perfeitos para a experiência única que é o espaguete de pupunha. Inclusive, espaguete que era um charme! Temperado de maneira sutil com a tinta, seja ela de lula ou polvo, o sabor final da massa era correto e em nada exagerado para o conjunto. Basta então uma simples garfada para que qualquer fã gastronômico exploda de prazer, passando pelo sabor suave do peixe, o gosto único e forte da tinta, até a textura exuberante da massa. Uma verdadeira experiência sensorial exclusiva da iguaria que é, convenhamos, perfeitamente capaz de transformar instantaneamente qualquer um num eterno viciado.

Custo Benefício: 4/5

É bom quando posso dizer que ele é extremamente válido! A maioria dos pratos não passava de R$35 e são quase todos são bem servidos, muito bem executados e com ingredientes muito bem selecionados. O ticket médio fica por volta de R$50, um ótimo preço para a nobreza da localização, a cortesia do atendimento, o belo ambiente e, é claro, para a cuidadosa gastronomia.

Dicas:

Recomendamos dividir uma entrada antes de se aventurar nos pratos principais, não porque estes sejam mal servidos, mas sim porque a especialidade da casa são os petiscos e os drinks, tornando seu pedido quase mandatório. Vá com amigos, curta o ambiente, o preço justo e a maravilhosa cozinha da Casa 2.

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Arquivado em Culinária Contemporânea

Koneteria Gourmet

NOTA GERAL: 3.5/5

www.koneteria.com.br
R. Antônio Aleixo, 592 – Lourdes – Belo Horizonte – MG | Tel: (31) 3879-9699

 
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Localização e Ambiente: 4/5

Na esquina de duas importantes ruas do Lourdes, próximo ao L’entrecôte e à Sorriso Risoteria, o restaurante está muito bem posicionado, com fachada discreta porém muito simpática e um totem com as bandeiras das nacionalidade culinárias do local, que realmente chama a atenção sem ser em nada extravagante. Na verdade o lugar instiga a curiosidade por servir japonês, mexicano e italiano, além de ser extremamente bem decorado e movimentado. Seu ambiente inicialmente é questionável, não pela simpaticíssima varandinha, mas sim pelo “não tão agradável assim” toldo de amarrados de bambu, ou seja lá o que for aquilo, que reveste a cobertura externa. Uma vez que o estranho acabamento escolhido pela casa é esquecido, ou ignorado, tudo começa a exalar certa simpatia. Seu ambiente interno é extremamente bem montado, mantendo uma decoração num estilo inca interessante, com estampas em preto e branco nas mesas, quadros e cores muito bem escolhidas. Outro ponto positivo é justamente o conforto, frequentemente ignorado por ambientes de alta rotatividade, das mesas espaçosas, dos belos sofás ou até mesmo de suas sólidas cadeiras e poltroninhas, detalhes que sem sombra de dúvidas deixam o ambiente interno com um ar mais amigável e passam a sensação de uma aconchegante casa.

Atendimento: 5/5

O atendimento foi, no mínimo, impressionante. Os garçons eram todos muito, muito, muito simpáticos, conversados, sorridentes e solícitos. Existem pelo menos 3 ou 4 garçons por ambiente, deixando os clientes bem servidos e tornando desnecessária uma espera longa para ser atendido. Além disso, os atendentes sabem falar sobre os pratos e são muito bem humorados, mesmo que, por vezes, estes tenham se abstido de fazer alguma sugestão.

Gastronomia: 2.8/5

Como falamos, o lugar tem 3 especialidades. Iniciando com o mexicano, que serve entre fajitas e burritos, passando pelo japonês, que oferece temakis, makis e combinados, e terminando no italiano, que oferece kones quentes – como pizzas enroladas – e outros quitutes em alta temperatura. Além disso a casa oferece também sobremesas mistas, usando um pouco de cada culinária, porém sem deixar de lado o detalhe de  que, na verdade, todos os pratos mantém: mesmo sendo uma casa de três nacionalidades todos os pratos são (bastante) abrasileirados.

Hot Filadélfia: 4/5


Surpreendente! O arroz estava delicioso, no ponto certo (sem estar muito solto e nem muito empapado) e com toque doce que acompanha o tempero oriental perfeito, neutro mas não ignorável, acompanhando bem qualquer outro ingrediente. Seu salmão era deveras gostoso e seu empanado sensacional. Executado de forma ideal, a fina casca oferecia sabor suave e textura crocante ao peixe de gosto tão conhecido por todos, tornando seus cubinhos uma excelente pedida. Outro ponto positivo foi sua alga que, num ponto assombrosamente bom, não oferecia dificuldade alguma para ser partida, facilitando a experiência e compondo os outros ingredientes com seu toque mais frio e minimalista.

Isca de filet de frango (isca de filé de frango empanado acompanhado de molho Gorgonzola e molho especial de gengibre): 1/5

Me desculpem o desdém, mas definitivamente, isso foi uma das piores coisas que já pedimos num restaurante. Por detrás do nome pomposo dado ao prato, a verdade era muito mais cruel, ele não passava uma porção de nuggets congelados de supermercado, mas não qualquer porção, definitivamente uma porção barata, terrível e incomível de nuggets congelados de supermercado. Seu sabor não era gostoso, o empanado não era bem feito, a combinação não era satisfatória e seus molhos não passavam do aceitável. Um prato vergonhoso que jamais deveria fazer parte do cardápio da casa, na verdade, um prato que jamais deveria fazer parte do cardápio de qualquer lugar, nem mesmo da residência de um homem solteiro incapaz de realizar com sucesso um macarrão de três minutos.

Especial salmão com cream cheese: 4/5


Um prato realmente muito bom, e muito bonito. O arroz, já descrito anteriormente, continuava sensacional, com o paladar agridoce agradabilíssimo e a textura deliciosa. Seu salmão, tanto no recheio quanto na cobertura, estava excelente, especialmente seu exemplar externo, que de textura perfeita e fibrosidade exemplar, servia de prova para os mais enjoados, como eu, de que o peixe tinha sido cortado na angulação correta. Um prato incrível que pecava apenas num pequeno detalhe, o cream cheese. Servido em demasia, e presente tanto internamente quanto externamente, o queijo encobertava as minúcias dos sabores, além de criar uma combinação deveras enjoativa. Problema esse que é facilmente resolvido com a correta remoção dos excessos, possibilitando o desfrute de um excelente prato.

Carne seca kone: 2/5


Muito bonito e com a casquinha muito bem feita, o simpático rolinho de massa era recheado duma pasta de carne seca e catupiry para, posteriormente, ser decorado com um aceitável crocante que se assemelhava a um crispy de alho poró. Servido muitíssimo quente, o aqui nomeado kone, vinha extremamente bem recheado da mistura enjoativa e exageradamente salgada. Ainda que sua massa estivesse bem crocante e neutra, conseguindo em algumas ocasiões abafar seu recheio, na maior parcela das mordidas o resultado era um conjunto entediante e, aparentemente, sem fim.

Brigadeiro kone: 3/5


Ou também chamado de casquinha de sorvete recheada. Diferente do visualmente esperado, o prato não era somente uma casquinha de sorvete recheada de brigadeiro. Na verdade, seu interior era revestido de um chocolate bem durinho e fino, impedindo que a casca entrasse em contato com seu recheio principal, mantendo-a crocante do inicio ao fim. O resultado então é uma sobremesa que, acredito, não ser de produção da casa, mas que agradava de maneira satisfatória, se tornando uma digna opção para se encerrar uma refeição.

Custo Beneficio: 3/5

É caro, e o valor vale a pena apenas para a parte de nipônica do cardápio. O prato principal da casa, os kones japoneses ou italianos, se mantêm na faixa de R$12 a R$17 a unidade, resultando num ticket médio para se comer uma quantidade aceitável de aproximadamente R$50 reais.

Dicas:

Vá com seu par ou com amigos, preferencialmente num grupo de quatro a seis pessoas, agilizando assim sua alocação. Evite o menu italiano e delicie-se no japonês. Ah! E ainda que não tenhamos experimentado a parcela mexicana da casa, pela experiência obtida na visita, acreditamos que a melhor dentre as opções continuará sendo as provenientes do menu nipônico.

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Távola Pizza & Vino

NOTA GERAL: 3.9/5

Avenida Luiz Paulo Franco, 301 – Belvedere – Belo Horizonte – MG | Tel: (31) 3226-9277


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Localização e Ambiente: 5/5

A principal rua do Belvedere tem um mix de estabelecimentos bastante variado, dentre os quais encontramos a Távola, uma linda pizzaria que, lógico, vive cheia. Existem algumas mesas logo na porta, mas considerando a estação de inverno e a altitude do Belvedere, é raro que elas sejam utilizadas, principalmente para o jantar. O restaurante fica abaixo do nível da rua e sua decoração é impecável. Sua iluminação meia luz deixa o ambiente mais intimista, além de passar uma impressão mais quente e aconchegante. A nobreza dos padrões das paredes , das mesas de canto e do balcão ao fundo fazem da pizzaria um lugar de encher os olhos, e não é a toa que é difícil encontrar um assento. De um lado, simpáticos sofás encostado à parede seduzem os casais, enquanto a cozinha entreaberta ao fundo exala cheiros de deixar qualquer cliente inebriado. O porém fica por conta do tamanho das mesas que, no exemplar de quatro lugares, não são nem capazes de comportarem a prataria de todas as pessoas, tornando complicado de se comer de maneira confortável e, certamente, impossibilitando que as pizzas fiquem à mesa. Contratempo que as obriga serem levadas de volta a cozinha, resultando num atendimento extremamente exclusivista, porém com um retrabalho de se chamar o garçom de tempos em tempos para busca-las, além de, devido a demora, resfriar excessivamente a iguaria.

Atendimento: 4/5

O atendimento é muito bom, o que é surpreendente quando comparamos a casa à sua irmã Vinícius (que colocamos no site há pouco tempo, e, sinceramente, nos decepcionou em questão de relaci0namento com o cliente). Todos os garçons são receptivos, e o maitre, que nos atendeu pessoalmente, é a simpatia em pessoa. Não faltam sugestões, opiniões e sorrisos, além da busca de extrema rapidez em levar os pedidos às mesas. Infelizmente, em se tratando de agilidade na cozinha, não foi obtido um desempenho igualmente agradável. A casa estava cheia, claro, mas nossas pizzas demoraram mais de 50 minutos para chegarem à mesa, intervalo extremamente exagerado para pedidos de rápida produção como os nossos.

Gastronomia: 3.8/5

Obviamente, a especialidade são as pizzas, mas também existem calzones e aperitivos variados. São muitas opções de sabores, alguns mais especiais, outros mais tradicionais. Existem também várias sobremesas, porém nenhuma, com exceção das pizzas doces, estava disponível no dia.

Di pollo (molho de tomate, mussarela especial, peito de frango desfiado e catupiry): 3/5

Começamos, tradicionalmente, com uma boa e velha pizza de frango com catupiry. Sua massa era um meio termo entre fina e pan, fazendo-se sensível ao paladar, porém ainda assim macia como uma focaccia bem assada. A quantidade de recheio que completava o curioso disco infelizmente decepcionava, sendo deveras ínfima, e as vezes insuficiente até para cobrir-lo de forma satisfatória. Seu sabor então era um padrão que não surpreendia, gerando apenas uma pizza como qualquer outra, sem nada para distingui-la de um exemplar proveniente de um estabelecimento deveras mais simples.

Portuguese (molho de tomate, mussarela especial, presunto cozido, ovo cozido, azeitona preta e cebola): 4/5

Outro exemplar tradicional. Compartilhando a mesma massa da casa, já descrita acima, a pizza era deveras gostosa e tinha em sua execução os pequenos toques que sua irmã falhara em obter. Acompanhada de um excelente presunto, a pizza se encontrava equilibrada e, sem sombra de dúvidas, deliciosa. Seus sabores eram fortes e leves bem dosados, seu ovo destrinchado de forma rudimentar se encontrava maravilhosamente bem temperado e por fim suas azeitonas “frescas” completavam o sabor de maneira agradabilíssima. Tudo se encontrava coordenado da maneira esperada para se formar uma boa pizza portuguesa.

Fantástica (molho de tomate, mussarela especial, queijo parmesão, lingüiça picante, presunto cozido, champignon e orégano): 5/5

Literalmente: fantástica. A linguiça estava de dar água na boca, e o presunto combinava muito bem com ela. Seus sabores se adicionavam de maneira verdadeiramente especial, do gosto mais ameno do presunto, criando a base perfeita, até os picos mais extremos da linguiça picante que curiosamente não exageravam ao ponto de encobrir qualquer outro ingrediente, mas se mantinham na medida correta para saltarem à boca criando um verdadeiro deleite momentâneo. Para completar a dupla, tanto o champignon quanto ambos os queijos acompanhavam de forma contida porém sem sair de cena, deixando claro que as carnes eram os reais atores principais do quadro. Uma pizza para se pedir sem ter qualquer medo de errar.

Esplêndida (mussarela, tomates cereja ao vinho branco, cebolas, pancetta, azeitonas pretas): 3/5

Boa, porém não esplêndida. A pizza que não é membro permanente do menu da casa, não brilhava em nenhum dos pontos destacados pela sua descrição. Com um mix de ingredientes geralmente associados a um sucesso certo, o exemplar não obtinha destaque de nenhum sabor além do gosto supremo, constante e enjoativo dos muito adocicados tomates cereja. Aliás, vale frisar que esses tomates não tinham nenhum resquício de vinho, seja ele branco, tinto ou sabe-se lá o que, criando um gosto residual forte apenas do característicos tomatinhos. O resultado então foi apenas uma pizza sem graça e de sabor bobo, onde todos os ingredientes não cooperavam para um resultado extremamente agradável, transformando o conjunto em apenas um exemplar ok.

Custo Beneficio: 3/5

As pizzas variam de R$35 a R50, servindo dignamente duas pessoas com pouca fome. Talvez, para aqueles mais famintos, uma entrada deixe as quantidades mais satisfatoriamente agradáveis. Seu preço é válido, porém muito alavancado pela localização, que garante a casa um público constante de extremo alto nível.

Dicas:

Delicie-se com as pizzas, em especial, para os menos tradicionalistas, da fantástica Fantástica! A casa é um bom lugar para pequenas e mais íntimas comemorações, oferecendo uma boa pizza, um lugar agradabilíssimo, um bom preço e uma boa carta de vinhos.

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Dirceu Botequim

NOTA GERAL: 3.8/5

Rua Montes Claros, 526 – Anchieta – Belo Horizonte – MG | Tel: (31)

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Localização e Ambiente: 4/5

O Dirceu fica na esquina da Montes Claros com Pium-í, ou seja, é mais um dos bares da longuíssima rua do Anchieta. E sim, ele é o antigo Marília de Dirceu, a pizzaria que recentemente se transformou num botequim, mas manteve todo o charme da decoração e ainda o local privilegiadíssimo. O toldo listrado que cobre o bar é puro estilo, dando um ar meio retrô, enquanto a decoração interna é mais moderna e um pouco menos estilosa, com TVs de plasma em todas as paredes e um banheiro em vidro escuro que parece parte de uma boate. As mesas são simples, porém confortáveis, e permitem uma funcional união para grupos maiores. Seu balcão de bebidas ao fundo ajuda no toque pub da casa, relembrando que mesmo num ambiente diferenciado na rua dos bares, ainda estamos dentro de um deles. Outro detalhe charmosíssimo, e que inicialmente pode soar meio estranho, são os pratos, recordando um pouco da composição de uma prataria dum presídio.

Atendimento: 4/5

O local é amplo e abarrotado de divisórias bem pontuadas feitas por paredes ou colunas. Tudo isso complica a vida daqueles designados para o atendimento, barrando sua visão e as vezes impedindo ávidos acenos de clientes em busca de mais um chopp. Mesmo com tal detalhe a casa consegue contornar os problemas, oferecendo um atendimento simpático e sem sombra de dúvidas diferenciado do experimentado em outras casas da rua. Outra conveniência, que ajuda a solucionar enormemente o problema de visualização, é a não há exclusividade de seus atendentes, permitindo que sua busca por alguém no salão seja, no mínimo, mais produtiva. Existem então sorrisos, risadas e sugestões de pratos, tudo na medida para deixar as atuais noites gélidas de Belo Horizonte muito, muito mais agradáveis.

Gastronomia: 3.5/5

Mantiveram-se algumas poucas pizzas da antiga Marília de Dirceu, num tamanho único de super-brotinho, capaz de quase encher um prato de sobremesas. Existem também, e agora são definitivamente o foco da casa, diversos tipos de petiscos, dentre os quais estão carnes com fritas, mandioca, tábuas, filés com torradas, costelas e etc, trazendo uma grande gama de boas opções para se comer com os amigos.

Moela “molhada”: 4/5

O estilo característico da carne e seu sabor presente de maneira bastante enfática, acabava tornando este um prato que provavelmente seria exclusivamente apreciado apenas pelos verdadeiros amantes da moela. Em contrapartida à carne que exagerava no sabor, seu molho estava delicioso e, agora sim, apenas com gosto residual daquela que tinha uma tendência de sobrepor os demais ingredientes. Sendo maravilhosamente bem dosado com sensacionais cebolas, cebolinhas, dentre outros temperos, o molho mantinha um gosto forte que não extrapolava, combinando extremamente bem com os pães. Inclusive, esses pães também estavam exemplares com seu sabor único e menos salgado, devidamente transformados em torradinhas excelentes, crocantes na bordas, macias no centro e bem quentinhas. Uma combinação simples que, se bem dosada nas proporções servidas com cada torradinha, certamente será capaz de agradar até mesmo gregos e troianos em sua forte, porém saborosamente agradável, mistura de paladares.

Picanha importada com fritas: 2/5

Servida bem quente numa chapa igualmente aquecida, a picanha pecava pelo seu preparo. Claramente, ela foi levada a uma panela/chapa não tão quente assim, perdendo em seu preparo inicial um pouco de seu caldo. Como a carne é servida ainda vermelha noutra chapa quente, esta não foi preparada nem unida de volta ao seu caldo perdido, sendo, antes disso, transferida para o novo recipiente e levada à mesa. Esse pequeno, porém grave detalhe, fez com que a carne desprendesse o caldo não recuperado na panela e perdesse ainda mais caldo graças à temperatura da chapa, dando um resultado simples e deveras infeliz: a picanha estava dura, pouco suculenta e sem muito sabor. Outro detalhe igualmente infeliz era o das digníssimas batatinhas congeladas, que provavelmente devido a um descuido de seu cozinheiro, não mantinham um padrão muito satisfatório de qualidade.

Feijão Tropeiro: 4/5

Enorme! Pedimos o prato esperando algo a mais para completar nossos petiscos e nos deparamos com uma grande pilha de ingredientes que, num dia normal, satisfaria facilmente 3 pessoas. Servido nas proporções ideais entre o feijão, a farinha e praticamente todos os demais ingredientes, o tropeiro brilhava pela variação de texturas e o ponto perfeito adquirido entre seu integrante principal, mais duro e seco, e um combinado de outros incrementos tradicionais que conseguiam saltar do molhadinho da farinha ao crocante do torresmo. Seu único defeito, e digo isso com certo pesar de um verdadeiro fã da iguaria, era o pouquíssimo gosto de linguiça atribuído ao prato, que, para piorar minha dor, não era um exemplar tão bom assim. O resultado então era de uma enorme torre de felicidade mineira, tendo disposta em seu entorno uma simpática, e igualmente deliciosa, couve crocante, além é claro do suculento ovo frito, jogado sobre o monte, que dava todo um charme artesanal ao prato.

Bolo búlgaro da Marília: 4/5

A sobremesa, para os que ainda não tiveram a oportunidade de experimentar, lembra um brigadeiro meio amargo feito em fogo baixo, levado à geladeira e enformado num padrão infelizmente pequeno para o desejo deixado por este nas pessoas. Sua textura era mais firme, puxenta, num estilo que lembrava até um caramelo de tonalidade extremamente escura. O bolo que, convenhamos, deveria ser chamado de qualquer coisa que não bolo, por si só já valia a sobremesa, transformando o sorvete num agregado completamente dispensável e, muitas vezes, capaz de arruinar o sabor do conjunto. Talvez o acompanhamento para tal iguaria devesse ser algum estilo de biscoito de castanhas artesanal, atribuindo além do sabor e das texturas maravilhosas do chocolate um crocante extra adocicado. Ainda assim um conjunto de sucesso que podemos recomendar para qualquer, qualquer pessoa não diabética.

Custo Benefício: 4/5

Os petiscos variavam de R$15 a R$50, sendo sempre servidos num tamanho justo comparado ao seu valor. As sobremesas variavam na faixa dos R$12, e no final o ticket médio deve se manter na faixa de R$40 por cabeça. Um valor mais que justo para a maioria dos pratos experimentados.

Dicas:

Comece bem com um petisco acompanhado de pãezinhos, fazendo uma boa entrada e dando abertura para um prato mais consistente. Caso gostem da iguaria, não deixem de provar a moela da casa. Também não se esqueçam do bolo búlgaro, uma obrigação antes de fechar a conta, e se preparem para uma textura maravilhosamente diferenciada. Ah, é claro, não se esqueçam de levar um bom grupo de amigos, tomar uma boa cerveja e escolher os petiscos que mais agradarem para se esbaldarem em uma noite no Dirceu.

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Verdinho Empório Grill

NOTA GERAL: 2.8/5

www.verdinhorestaurante.com.br
Av. Cônsul Antônio Cadar, 126 – Loja 6 – São Bento – Belo Horizonte – MG | Tel: (31) 3293-4049 
 
 
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Localização e Ambiente: 2/5

O Verdinho fica numa avenida de muito movimento, que dá acesso a diversas importantes ruas e avenidas dos bairros adjacentes ao São Bento. Teoricamente ele faz parte do shopping que leva o nome do bairro, porém, devido à sua posição avantajada com frente para a avenida, ele é muito mais evidente que os singelos comércios do estabelecimento, ganhando um destaque deveras especial. Seu ambiente é amplo e abusa ainda mais da gigantesca calçada, ampliando sua já enorme área consideravelmente. Para o almoço a casa oferece um buffet self-service, enquanto para o jantar as características originais de um bar são relembradas, o transformando num digno buteco belo horizontino. Sua decoração se mantém no padrão mínimo, sem absolutamente nada especial, somente um espaço funcional com mesas, cadeiras e suas paredes espelhadas.

Atendimento: 3/5

O atendimento era tão padrão quanto a decoração. Os garçons não eram muitos, perambulavam bastante pelas mesas e, em geral, não buscavam muito ou qualquer tipo de contato não profissional. Esses detalhes resumiam as interações com os clientes, extinguindo as sugestões e as opiniões que poderiam ter sido oferecidas a esses, além de ferir um pouco a boa e velha simpatia humana, transformando-a em algo que parecia ser verdadeiramente custoso de ser feito.

Gastronomia: 3.0/5

O bar tem em seu cardápio opções de espetinhos e petiscos, sempre ótimos acompanhamentos para um chopp ou alguma bebida mais exótica num fim de dia. O menu da casa na verdade aparenta ser extenso, mas é bastante simples, mantendo os temperos e maneiras de preparo dos pratos, porém variando a carne, como no caso do parmegiana, que existe na versão filé, peixe ou frango.

Queijo Pachá: 1/5

Um prato muito, muito, mas muito mesmo, engordurado. Além de individualmente banhados em óleo, o recipiente dos cubinhos não acompanhava nem mesmo um pequeno e salvador guardanapo para sorver um pouco do exagero, deixando o conjunto enjoativo e complicado de se saborear. Para piorar, o queijo parecia ser embalsamado em farinha depois do processo de fritura, deixando um sabor forte e diferente do esperado gosto de um agradável empanado, criando um residual infeliz para cada um dos, apenas visualmente agradáveis, cubinhos.

Iscas de peixe empanado com molho tártaro: 4/5

Muito bem empanadas, num padrão irregular bastante caseiro, as simpáticas iscas derretiam na boca. Cortadas num tamanho perfeito, ideal para petiscar a vontade com a mão, com um palito ou com um garfo, as iscas tinham proporção ideal para a fina camada de empanado e o pequeno tamanho do pedaço de peixe. Seu molho tártaro também era gostoso, e estava bem feito, mas infelizmente seus ingredientes foram cortados em pedaços demasiadamente avantajados, dificultando sua função de umidificador das iscas e criando uma sensação muitas vezes de um sabor predominante, oriundo dos grandes pedaços de algum vegetal específico do molho que, naquela garfada especifica, veio acompanhando seu peixe.

Filé a parmegiana à palito: 4/5

Realmente um prato muito bom, com um molho especialmente gostoso e um queijo sensacional. O lindo empanado tornou ainda melhor uma carne já muito saborosa e bastante macia, temperando-a de maneira robusta mas não exagerada. Tudo isso ainda vinha acompanhado de um espesso molho de tomate que emprestava todo seu sabor único à combinação, além é claro do queijo, que estava igualmente saboroso e bem gratinado! Um prato simples como todos já sabemos, mas de execução maravilhosa. Como nem tudo são flores, seu pecado, felizmente único,  foi referente à temperatura, já que nosso prato chegou à mesa beirando o morno, perdendo um pouco da exuberante suculência da carne e maciez do queijo.

Custo Benefício: 3/5

Um bom preço para petiscos bem servidos. Como servem muitas pessoas, o rateio de valores é muito válido. Os petiscos vão de R$15 a R$45, dependendo do tamanho e dos ingredientes. O queijo pachá, por exemplo, era R$26,90, contra R$44,90 do parmegiana.

Dicas:

Sinceramente, existem bares mais elaborados com um preço semelhante ou até inferior, porém isso não apaga a comodidade da localização do Verdinho para muitas pessoas, além da sua boa qualidade em petiscos. A indicação então fica para o filé a parmegiana à palito, que era realmente gostoso e deve ser experimentado. Como é de praxe dos bares, definitivamente é uma boa opção para reunir vários amigos e, claro, beber alguns chopps.

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Un’Altra Volta

NOTA GERAL: 3.2/5

www.unaltravolta.com.br
Rua Grão Mogol, 715 – Sion – Belo Horizonte – MG | Tel: (31) 3225-0403

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Localização e Ambiente: 3/5

A discreta entrada bem intimista e escura do restaurante Italiano é realmente um charme, ainda que ela não chame muito a atenção daqueles que passam pela rua de dia, basta o sol se por para que a fachada brilhe, com tons escuros e bastante aconchegantes. Estacionar pode ser difícil, especialmente durante horário comercial, mas todos os quarteirões próximos são recheados de vagas de ambos os lados, além da casa se manter um pouco afastada do caos noturno da região. Seu interior é bem agradável, reduzido e num estilo mais clássico, porém ainda assim simples. De um lado, sofás vermelhos compõem os assentos das mesas e os vinhos dispostos em estilos de prateleiras individuais montam uma simpática adega sem climatização, deixando o lugar bem caracterizado; doutro ficam a porta e mais mesas, além do pequeno caixa e mais algumas sutis decorações. Uma casa de ambiente simples e aconchegante.

Atendimento: 5/5

Fomos no intervalo de almoço, o que resulta numa casa com pouco movimento e consequentemente poucos atendentes. Dentro deste escopo o nosso garçom, William, era o único servindo no salão aquele dia. Ponto então para ele que, sozinho, soube administrar muito bem os pedidos, sendo sempre simpático e presente. Dotado de um carisma incomum, especialmente para os executantes de sua função, ele cativava os clientes de maneira extremamente eficaz, além de saber apresentar e dar toques perfeitos para cada um dos pratos da casa. Um atendimento surpreendentemente simples e assustadoramente eficiente que me permite dizer ter sido perfeito, afinal, atender às diversas solicitações sempre com um sorriso no rosto, não é para qualquer um, e convencer até os mais chatos – oi? – de que você realmente se importa com o bem estar deles, isso posso afirmar, é para pouquíssimos.

Gastronomia: 3.0/5

A casa se especializa em culinária Italiana, porém com uma forma de servir diferenciada, num estilo “monte seu prato”. Sendo assim você escolhe uma das variadas opções de massas e a combina com um dos diversos molhos oferecidos. A exceção fica com os risotos e gratinados que são minoria da carta, já tendo seus ingredientes completamente definidos.

Prato principal:

Gnocchi delícia (molho bolognesa temperado com molho pesto e queijo parmesão): 3/5

A massa estava muito boa e, ainda que com um gosto exagerado de farinha, dava a abertura correta para se sentir o paladar do molho sem que este iludisse completamente seu sabor. Os problemas no entanto começam justamente com o molho que, de sabor bastante heterogêneo, poluía as mordidas com um gosto pra lá de forte de folhas de louro, criando uma sensação residual bastante discrepante daquele esperado de uma mistura bolonhesa/pesto. O resultado então era uma boa massa, acompanhada de um molho que parecia ter sido feito de forma errônea, gerando um gosto final enjoativo e bastante distinto do prometido pelo nome.

Risoto de piamontês c/ açafrão e champignon: 2/5

Servido um pouco mole demais e com pouco sabor do arroz, o risoto tinha gosto presente de queijo e açafrão. Ainda que o champignon não seja o melhor dos cogumelos para se temperar um risoto, afinal, além de apagado junto do grão duro, seu sabor praticamente desaparece quando unido de um molho mais presente, vale ressaltar que tanto seus pedaços extremamente bem picados, como seu sutil gosto, se mantinham presentes de forma homogênea em todo o prato. Sua liga estava perfeita, mantendo o queijo bem derretido e puxento, o que poderia estar ainda mais perfeito se o arroz estive um pouco mais firme e se este queijo tivesse, digamos, um sabor mais distante da muçarela e mais próximo do parmesão.

Sobremesas:

Torta de Limão: 2/5

Uma de nossas sobremesas prediletas, e uma ligeira decepção. Acreditamos inicialmente que seria uma fatia de torta, mas, na verdade era uma tortinha individual. A surpresa boa fica pelo fato de ter sida montada na hora, proporcionando um sabor genuinamente fresco. A surpresa ruim ficou no resultado final. Não eram três camadas, como de habitual da torta (massa, recheio e suspiro). No exemplar da casa o pequeno quitute era apenas a combinação da massa com um creme de limão, tudo decorado por cascas da fruta cristalizada. Seu creme era bom porém exageradamente forte e em demasia quantidade, especialmente quando não acompanhado de uma porção de suspiro para criar um contraponto mais neutro ao conjunto. Sua massa, assim como as tirinhas, eram todas individualmente gostosas, mas tinham seu sabor subjugado pela mousse de limão e resultavam apenas numa sobremesa consideravelmente enjoativa e sem muitas combinações.

Tiramissú: 5/5

Um primor de doce! Assustadoramente sensacional! O exemplar era bom como poucos na cidade, e quando digo poucos, na verdade, me recordo apenas de um único tiramissú, de uma casa que ainda não comentamos aqui, que alcançava o mesmo nível de qualidade do servido pela Un’Altra Volta. Um pedaço de perfeição, dotado de um creme maravilhoso e de uma finíssima fatia de bolo estupidamente embalsamada num fraco, porém presente, café que aparentava ser de verdade. Definitivamente um sensacional exemplar de tiramissú capaz de me fazer praticar outras visitas à casa apenas para me deliciar novamente deste doce.

Custo Benefício: 2/5

Um custo que pede um restaurante um pouquinho mais vistoso. Suas massas variavam de R$30 a R$50, entre cozidas e também gratinadas. As sobremesas variam na faixa dos R$15, e as entradas vão até R$30. O resultado então é uma casa com o ticket médio de bairros mais nobres e ambientes mais pomposos que os oferecidos aqui, mas nada que realmente seja discrepante ou além da conta, especialmente devido à satisfatória quantidade servida nos pratos.

Dicas:

O tiramissú, como já falamos, é uma obrigação ao passar pelo Un’Altra Volta. No mais, escolha uma massa e seu molho, valendo confirmar se o “louro exagerado” supracitado é um membro do molho à bolonhesa ou do molho de pesto, cortando da lista a resposta obtida como uma válida opção. Ah! E em alumas massas, sua quantidade é suficiente para alimentar duas pessoas normais, ou, para aqueles mais gulosos, o par delas deve ser o bastante para uma trinca com fome.

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Salumeria Central

NOTA GERAL: 2.9/5

Rua Sapucaí, 587 – Floresta – Belo Horizonte – MG | Tel: (31) 2552-0154

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Localização e Ambiente: 4/5

A localização é num ponto distante do pólo gastronômico, num lugar de pouco movimento, porém de facílimo acesso, com vagas próximas e uma linda vista para a reformada Praça da Estação. O ambiente consegue passar a impressão desejada, num estilo de mercado, com um balcão ao fundo e uma porção de itens à mostra, além de sua simpática mobília com detalhes rústicos. Existem então alguns toques de muito bom gosto que ajudam a transferir a sensação proposta pela casa, sem deixar que o lugar se torne menos agradável, mantendo uma aparência limpa e mais elegante do que um mercado real. Tudo, ou melhor, quase tudo, trabalha em harmonia, das luzes nas paredes e da adega coberta por um acrílico vermelho até o pé direito duplo do ambiente. Esses elementos dão a casa um tom mais exclusivista, além de ampliarem o lugar e deixar o ambiente interno mais arejado, favorecendo a acústica – que ainda assim chega a incomodar – juntamente com o teto com isolamento.

Atendimento: 2/5

Disperso. O lugar tem um limite pequeno de reservas e vive abarrotado, detalhe que resultou numa boa hora de espera na porta da casa. Durante os longos minutos eram raros os garçons que sequer notavam a existência daqueles aguardando na porta, e mais raro ainda eram aqueles que chegavam à oferecer o cardápio ou algo para beber durante seu período de espera. Outro detalhe é a completa omissão da casa à respeito da não aceitação de cartões de débito e crédito, não informando para seus clientes nem por telefone durante a tentativa de reserva, e nem pessoalmente por algum garçom durante o atendimento, deixando o encargo para uma pequena nota no verso da capa do cardápio – que poderia ser facilmente ignorada por algum cliente mais desatento. De volta ao atendimento, quando finalmente estabelecidos em uma mesa, o padrão vivenciado durante a espera se manteve constante, não se encontrando garçons disponíveis, ou sendo descaradamente ignorado por estes mesmo após severos acenos.

Gastronomia: 3.2/5

A Salumeria, como o nome mesmo diz, serve vários tipos de carnes embutidas e curtidas, além de oferecer pratos de massas, carnes e risotos para compor um digno jantar. Os vinhos são muitos e as opções para acompanhá-los não variam tanto, sendo criativas, porém nem tão diversificadas.

Petiscos:

Cesta de pães produzidos na casa: 5/5

Todos os pães artesanais eram bons e beiravam o ótimo, principalmente a foccacia e o pão de sementes. Foram servidos em temperatura agradável, morna, favorecendo uma textura sempre macia e um inigualável frescor de pães que realmente foram feitos no dia. Um acompanhamento simples e perfeito para ser servido junto de praticamente todos os itens da carta, dando a correta abertura para qualquer outra opção da casa, da chapa de queijos aos embutidos, que seriam degustados junto dos pães.

Burrata com tomatinhos marinados: 4/5

Sem ter um nível cremoso esperado, a burrata ganhava destaque mais pelo seu sabor elegante e seus simpáticos acompanhamentos do que pela esperada textura especial do queijo. Servida em temperatura ideal o prato dava boa abertura para os simpáticos tomatinhos fatiados e para as pequenas pinceladas do pesto. Novamente um prato simples e que agradava, em especial, quando acompanhados de alguma das carnes da salumeria e de outra cesta de pães mais abarrotada desta iguaria, afinal de contas, apesar de boa, o exemplar de pães que acompanhavam o prato era, no mínimo, volumétricamente pouco satisfatório.

Gratinado de chevre a I’huil (queijo de cabra em azeite extra-virgem) com “pomodorini di collina” e basílico: 4/5

Uma entrada bem diferenciada do padrão burrata/carpaccio/bruschetta que normalmente figura em todos os cardápios de restaurantes. Resumindo em poucas palavras, eram potinhos de queijo de cabra, com molho de tomate e basílico, levados ao forno para serem aquecidos por dentro e gratinados por fora. O resultado era um sabor bem gostoso com um perfume de tostado realmente excelente. Servido numa temperatura escaldante o queijo de cabra se encontrava completamente derretido, numa textura que se assemelhava à um requeijão, e seu molho de tomates completava com maestria seu sabor amanteigado único, com picos adocicados e ácidos tradicionais à fruta. Definitivamente um petisco para ser dividido, porém unicamente por aqueles que são amantes do queijo de cabra, afinal, seu sabor é forte e sua demasia pode enjoar com facilidade aqueles menos acostumados com o quitute.

Salame tenro (uma semana de cura): 3/5

Servido num corte grosso e de característica mais artesanal o salame curado da casa era gostoso, mas jamais um prato que merecia influenciar o nome do estabelecimento. Seu corte avantajado facilitava a sensação da textura de carne do salame, que era gostosa, mas sutilmente diferenciada, muito semelhante a qualquer salame de qualidade comprado num grande mercado que se encontra no centro da cidade, se é que vocês me entendem. Um bom prato, especialmente para se pedir acompanhado de uma burrata, uma cesta de pães ou tábua de queijos, mas jamais um prato para ser degustado sozinho.

Pratos principais:

Risoto a parmegiana com codorna assada: 1/5

Concordo que um parmegiana é um risoto neutro, de tempero simples e sabor padrão, geralmente servido de forma à acompanhar uma carne, completando esta tanto na textura quanto no sabor residual do mix de arroz e queijos, que tanto agrada as pessoas. Porém aquilo que veio à mesa estava mais para um assassinato à família dos amantes da iguaria do que sequer um acompanhamento aceitável, servido completamente fora do ponto e sem nenhum gosto, nem mesmo do próprio arroz ou do queijo. Um risoto que não passava de uma massa enjoativa e sem graça, atrapalhando tudo aquilo que ela tocava, arruinando qualquer prato. O outro ator, a codorna, estava ok, cumprindo com o esperado; tenra, dourada, e em quantidade agradável. Ainda assim, nada neste ponto conseguiria salvar o tamanho da falta de compasso obtida pelo arroz, transformando o prato numa boa oportunidade de se ir dormir com fome.

“Spaguetti alla chitarra” com tomatinhos, rúcula silvestre e lascas de pecorino: 2/5

O prato trazia uma lembrança de fome de madrugada, detalhe que não é muito agradável para restaurante de alto padrão. Provavelmente porque assemelhava-se visualmente, e felizmente apenas visualmente, a um macarrão de três minutos. O servido aqui era uma massa de textura diferenciada, lembrando um pouco dos tradicionais macarrões chineses, abastada de um creme primordialmente de queijo de cabra e polvilhada com algumas folhas de rúcula, onde haviam poucos tomates e pouquíssima ou nenhuma abertura para qualquer gosto que não o tradicional amanteigado do queijo. Um prato diferente e, infelizmente, extremamente enjoativo.

Custo Benefício: 2/5

Os pratos variam de R$35 a R$55, não sendo o que chamamos de exatamente de caro, já que se mantém exatamente no padrão de preços dos restaurantes de média a alta gastronomia da cidade. No entanto, a salumeria ainda é uma salumeria, portanto a sensação de valor agregado nunca será a mesma de um estabelecimento nobre. Os petiscos têm um preço aceitável, principalmente se considerarmos que são a melhor coisa da casa, indo de R$15 a R$30.

Dicas:

O ponto é agradável e fresco, a vista é linda, e o restaurante é aconchegante, portanto vale uma visita. Vá com amigos, em grupos de 4 a 6 pessoas, e, sinceramente, mantenham-se APENAS nos petiscos, evitando os pratos. Ah! Cheguem cedo, ou, se preparem para mais de hora na fila de espera, e nunca esqueçam de fazer um belo saque antes da visita, afinal a casa não aceita nenhum tipo de cartão.

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