Cantina Piacenza

NOTA GERAL: 4.4/5

www.cantinapiacenza.com.br
Rua Aimorés, 2422 – Lourdes – Belo Horizonte – MG | Tel: (31) 2515-6092

Atendimento: 5/5

Personalístico, ágil e simpático. Graças ao ambiente reduzido, todas as mesas ficam bem à vista, deixando os garçons sempre próximos e à disposição. Vale ressaltar o carisma do chef Américo, que veio a mesa para perguntar sobre os pratos servidos e foi extremamente solícito e cortez, assim como o restante dos funcionários.

Localização e Ambiente: 4/5

Próximo ao Diamond, o restaurante é pequeno e aconchegante. A meia luz dá um clima romântico e quente ao lugar, todo decorado em verde escuro e madeira com simpáticos ladrilhos hidráulicos cobrindo o chão. Estacionar provavelmente será um problema tanto de manhã quanto à noite, porém vale cada minuto perdido.

Gastronomia: 4.6/5

Na Cantina Piacenza existem menus distintos para o dia e para a noite, dando um charme extra ao já simpático restaurante. Para o dia o menu foca em uma cozinha de almoços executivos, prezando agilidade, simplicidade e preço. Para a noite o menu de alta gastronomia toma novos parâmetros tais como criatividade, inovação e extrema elaboração. Como fomos à noite tivemos acesso apenas ao menu noturno.

Entradas:

Carpaccio de picanha defumada com sorvete de mostarda dijon (cesta de pães acompanha): 5/5

A cesta de pães era, em uma palavra, ordinária. Não era nada além de um pão francês de padaria que foi fatiado e requentado no improviso – ar rustico à parte, por mais que meu pão francês estivesse gostoso e no ponto certo, ele continuava sendo só um pão francês. Ainda assim seus acompanhamentos não foram o suficiente para ferir a imagem final do prato. O carpaccio tinha apresentação diferenciada com fatias um pouco mais espessas que o tradicional, deixando ainda mais presente o sabor forte de sua carne defumada (e como!). O tempero estava ideal, e combinava muito bem com a suave bola de sorvete de mostarda dijon, transformando o prato em algo pra lá de saboroso sem deixá-lo um pingo enjoativo.

Capeletti de frango com parma ao brodo: 5/5

É um dos pratos mais feios que já vi. Basicamente – para os que querem entender o que me foi servido – era como uma águinha quente e suja, mas uma águinha quente e suja divina! Apesar da infeliz escolha de recipiente para servir algo feio como um brodo (e aqui vai uma dica importante, nunca sirvam brodo em um recipiente transparente), o sabor estava incomparável. O capeletti -mesmo muito saboroso, com massa no ponto certo e recheio bem dosado – ficou por baixo perto da aguinha-suja-divina.

Pratos Principais:

Risoto de cabernet sauvignon com cubos de filé, castanha do pará e azeite de ervas: 4/5

O meu prato principal e a minha verdadeira decepção da noite. O risoto, muito bem servido, estava bem preparado e com ingredientes de primeira qualidade. Os pedaços de filé estavam perfeitos, o toque do parmesão e a presença do cabernet extremamente bem pontuadas. O prato transbordava em sabor mas pecava na textura, com o cozimento distante do ideal. O arroz estava mais para canja passando longe do prazer de um risoto “al dente”. Felizmente as castanhas amenizaram o trauma da experiência.

Risoto de brie com parma e geléia de damasco: 4/5

Simples e saboroso. O prato mantinha todos os defeitos de textura citados acima e todos os pontos fortes da qualidade dos ingredientes também. Sua harmonização estava impecável, com o parma dando o toque final ao sabor neutro do brie. Como foi optado pelo risoto sem a geléia, um pouco do seu charme provavelmente foi perdido, porém acredito que o sabor mais doce casaria muito bem com o prato e fiquei pessoalmente tentado a voltar o quanto antes para experimentar o risoto completo, desta vez chamando a atenção ao ponto do arroz.

Sobremesas:

Café aromatizado (com doce de leite): 5/5

No momento final fui ingênuo e ao correr meus olhos pela carta de cafés. Ao ver o meu ponto fraco, café expresso combinado com doce de leite, minhas opções eram: pedir imediatamente e beber como um louco desvairado, ou voltar para casa e pensar no café eternamente até sair da cama às 4 da manhã em busca de um café em Belo Horizonte. Como não queria sair de madrugada, pedi, e não foi surpresa meu deleite depois do jantar ao me deparar com o sabor de um bom café expresso, servido à temperatura ideal (nem quente para queimar minha boca, nem frio para perder o valor) em uma xícara embalsamada de doce de leite.

Custo Beneficio: 4/5

O valor dos pratos no menu noturno é um pouco elevado. Não digo caro, já que todos os ingredientes são de extrema qualidade e muito bem preparados.

Dicas:

Vá acompanhado! Por amigos, parceiros, família, não importa, mas não vá sozinho. O ambiente pede companhia, conversa, e tempo para saborear os pratos. Vá para o almoço e para o jantar,  cada um dos diferentes menus tem seus charmes específicos. Se existir alguma dúvida utilize da oportunidade de um atendimento mais personalístico e converse diretamente com o chef, afinal quem melhor que ele para te dar dicas sobre os pratos e as possíveis combinações?

post and review by Eduardo Boaventura & Path Tôrres 
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Uma resposta para “Cantina Piacenza

  1. Realmente o lugar é muito aconchegante,o chefe extremamente atencioso e a salada de folhas verdes, figo ,queijo brie e pesunto de parma (entrada do menu da noite) realmente boa. O risoto de cabernet para mim estava excelente e eu gostei do ponto (risoto muito ao dente nao me atrai). Adorei a dica do lugar!

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