Sakê Japanese Fusion

NOTA GERAL: 3.6/5

Rua Marília de Dirceu, 170 – Lourdes – Belo Horizonte – MG | Tel: (31) 3292-4030

Atendimento: 4/5

O atendimento é rapido e eficaz, os garçons não sabem muito do menu ou preferem não indicar/auxiliar os clientes com opções de pratos. Tendo em vista que o cardápio não é bonito, elaborado ou sequer amistoso com o cliente, sua escolha acaba dificultada com o abandono dos garçons. Porém salvo a não-intromissão deles no seu pedido (aqui não considerado um defeito), eles são super gentis, rápidos e presentes, bastando um vigoroso aceno que você já é prontamente atendido.

Localização e Ambiente: 4/5

Com excelente localização e, dependendo do horário, relativa dificuldade para parar, a única coisa na qual o Sakê peca de fato é a decoração. Seu ambiente é bem definido e limitado, e até mesmo as mesas externas não são tão externas assim dando uma sensação de segurança extra aos clientes. Suas cadeiras são extremamente confortáveis e a grande janela redonda (que faz par com a porta) dá todo um charme especial ao restaurante. Pena que esse charme é destruído por um papel de parede tenebroso (que parece ter sido impresso em tamanho vastamente superior à resolução da imagem); pela grelha externa inativa em alguns horários (dando um ar de playground) e pelo não-revestimento do toldo externo, deixando aparente o detalhe deste estar visivelmente velho e sujo.

Gastronomia: 4/5

A culinária japonesa é prezada por uma elegante aparência e cuidado no preparo dos pratos. No Sakê, por mais bem preparado que sejam os pratos, não existe real preocupação com sua aparência. Os pratos são feios! Extremamente mal dispostos em louças igualmente feias e sem  nenhuma elaboração visual. E em momento algum eu considero polvilhar cebolinha picada ou jogar repolho branco no canto da louça também branca decoração. Outro detalhe importante notado foi o sabor do shoyu, que acabou sendo um molho preto que não se destacava em nada (e na verdade dava a impressão de ser um shoyu comum de sachês de supermercado).

Mini Harumaki de Frango com Catupiry: 3/5

Mini MESMO! Quase um “tubetes” salgado. Destaque importante é o presente gosto de frango e a distribuição do catupiry o longo do tubinho. Talvez devido ao seu tamanho mínimo não tinham muito como falhar na distribuição do recheio, mas, na verdade, o MINI harumaki tinha muito sabor. A massa era extremamente crocante e o molho agridoce que acompanhava milagrosamente não tinha o característico cheiro de chulé, ressaltando todo o sabor de nossa pequena entrada.

Hot Philadelfia: 5/5

Uma delícia. Aqui proponho uma teoria simples: pratos japoneses empanados são freqüentemente assimilados às pessoas que não gostam plenamente da culinária japonesa (especialmente quando apelam pra cream-cheese). Diferente do tradicional salmão e cream-cheese empanados, o Hot Philadelfia do Sakê vem acompanhado de Kani e não tem cebolinha. O  empanado é feito com farinha Panko (assimilada anteriormente à vitória) e decorado com um molho diferenciado delicioso, que dá um sabor ainda mais ocidental ao prato (reafirmando minha teoria). Outra peculiaridade foi o salmão previamente preparado, dando a impressão de ter sido cozido anteriormente (novamente, reafirmando minha teoria), e deixando seu gosto e textura mais suaves e diferentes do salmão cru tradicional.

Combinado de Sushis e Makis de Salmão: 4/5

Bem servido, com peças bonitas e relativamente proporcionais. Os makis economizavam visivelmente no arroz, verdade seja dita, o maki nada mais era que um tubo de salmão enrolado na alga. Não sou grande fã dos restaurantes que economizam no salmão, mas a completa ausência do arroz não é nem de longe um ponto vantajoso, a sinergia dos ingrediente é um dos pontos (se não o ponto) mais importantes no sabor final do produto. No geral o gosto do peixe estava muito bom, e com o corte bem feito (destaque para os sushis) mantinha o sabor e a textura ideal. Nos sushis o arroz foi bem dosado, porém aí conseguíamos sentir um gosto forte de conserva, privando-o do delicioso sabor adocicado que o arroz japonês deveria ter. Claro que não poderia faltar o wasabi e a conserva de gengibre, ambos fracos e sem sabor.

Custo Beneficio: 2/5

Considerando-se localização, ambiente e o tipo de comida que é servido, imagina-se que o restaurante seja caro. Não dá outra, o restaurante é caro! Seu valor agregado à comida é muito superior ao que ele deveria ter, o menu onde o sushiman escolhe as peças que vão chegar até sua mesa pode chegar ao exorbitante valor de R$3,50 a peça!

Dicas:

Se for com um grupo maior de pessoas, sente-se no tatame que fica na parte mais ao fundo do restaurante. É bem agradável, simpático, e mais adaptado à culinária japonesa, além de possibilitar uma diferente e divertida confraternização.

Aposte nos combinados, são extremamente bem feitos e vêm em tamanhos para qualquer apetite. Caso você seja inovador e (bem) disposto a gastar um montante mais elevado escolha os combinados chamado de “MIX” onde o sushiman escolhe o que irá servir. Caso goste muito dos acompanhamentos (wasabi, gengibre, shoyu, etc) peça para o garçom um capricho especial já que tudo é um tanto quanto sem gosto. E finalmente, cuidado com os focos de ar condicionado, você pode querer trocar de lugar após alguns minutos.

post and review by Eduardo Boaventura & Path Tôrres
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