Oak Wine Bar – RW 2011, 3ª edição


Excepcionalmente nos próximos dias, entre 22 de agosto e 04 de setembro, a equipe do ONDEcomo cobrirá a Restaurant Week! Confiram então o site regularmente, teremos um diferente estilo de atualização sempre que visitarmos algum estabelecimento da week. Caso você deseje que visitemos algum restaurante específico do festival, deixe seu recado ou mande um e-mail para nós, e não se esqueça de falar qual menu (noturno ou diurno) você gostaria que fosse avaliado. Nessa edição, os valores para o menu degustação com entrada, prato principal e sobremesa são R$29,90 no almoço e R$39,90 no jantar.

NOTA GERAL: 4.7/5

Menu ALMOÇO

Sobre o Oak:

O ambiente é lindo, decorado em madeira escura, vidro, e pintado em tons pastéis. Ainda que a faixada não seja de meu agrado, a tipografia escolhida para a marca não esteja dentre as mais belas, e as mesas externas não tenham nenhum tipo de guarda-sol para serem efetivamente utilizadas durante o almoço, o ambiente interno do restaurante é impecável. Há um grande carvalho em uma das paredes (que justifica o nome do lugar), e a defesa estética se mantém desde os cardápios até os banheiros. O atendimento se mostrou extremamente capacitado, atencioso e ágil. Um ponto importante que exemplifica o bom atendimento é o cuidado em trazer e servir todos os pratos ao mesmo tempo, mostrando que existe uma forte sincronia entre a equipe do restaurante. Apesar de um único garçom ser designado à cada mesa, em momentos onde a interação se mostra necessária, dois ou três atendentes podem vir e cumprir a tarefa (no caso: nos servir, limpar a mesa, recolher algum material), e com maestria, proporcionando ao cliente a melhor das satisfações.

Gastronomia:

Com a casa cheia, tanto a cozinha quanto o atendimento conseguiram se segurar muito bem. A seqüência de pratos foi servida numa sincronia espetacular, sem muita demora mas também evitando atropelar o tempo individual das pessoas para a degustação. A mobilidade e flexibilidade do restaurante é sensível, quando seu prato está pronto um grupo de garçons se aproxima, um ou dois recolhem a mesa enquanto outro limpa, outra dupla deposita os pratos corretamente à frente de seus respectivos donos, enquanto um último oferece bebidas para acompanhar aquele passo do menu. Um atendimento impecável que se mostra assombrosamente capacitado ao conseguir executar tudo isso em dias de festival (movimento extremo) num momento de casa cheia. Os pratos são em geral simples, cuidadosamente preparados e criativamente pensados com combinações muito sinérgicas. Além, é claro, de uma disposição visual elegante – literalmente, de comer com os olhos.

Entradas:

Mini carpaccio recheado com rúcula, molho de mostarda e parmeggiano e torradinha de azeite ao alecrim: 5/5

O carpaccio era saboroso, o prato bonito, e a quantidade, para uma entrada, boa. O molho de mostarda estava estupendo, e combinava com tudo servido, fiquei me perguntando se, caso questionados incisivamente, eles forneceriam uma tigela extra do molho para meu deleite pessoal, mas acabei desistindo de tal investida. De volta ao prato, a rúcula, suavizada pelo queijo, pontuava com seu sabor amargo a carne enquanto a pequena decoração de mostarda puxava o conjunto para um sabor mais azedado. Para completar, as torradinhas triangulares davam o toque temperado que faltava, além daquele crocante momentâneo. Enfim, era um prato muito bom e bem elaborado, porém com uma quantidade de queijo que poderia ser melhorada, já que seu gosto salgadinho acabava sucumbindo frente ao amargo da rúcula.

Salada de mini folhas com figo glaceado, pecorino e balsâmico bianco: 5/5

Admito que não sou o maior dos fãs das salada, e são poucos os restaurantes de Belo Horizonte que me deixam salivando por causa deste quesito em específico. Aparentemente o Oak se tornou um deles. O figo estava PERFEITO, e o balsâmico bianco foi uma excelente opção de combinação mais suave, dando margem ao sabor (perfeito) da fruta. A salada estava muito bem preparada, o crocante de queijo (que veio decorando o prato) era bom e salgadinho, e o queijo picado extremamente pontual, sem ser pouca quantidade nem excessivo demais.

Pratos principais:

Medalhão de filé, farofa de feijão, fradinho e panceta, espuma de carazinho e redução de feijão preto: 5/5

O prato foi muito bem apresentado. Os feijões brancos torradinhos estavam realmente bons e num ponto extremamente crocante, mantendo um sutilíssimo (até demais) gosto de panceta. Sua textura aliada com a espuma, que desapareceu na foto, montavam o toque especial do prato e completavam o sabor da carne, já que, o outro ingrediente com gosto carregado (redução de feijão), acabou virando apenas uma pincelada decorativa. Ah! É claro que a couve “crispy” (que está na moda) estava uma delícia, e dava o adocicado que faltava ao conjunto. Do prato minha verdadeira tristeza foi o ponto da carne que, passada demais, deixava seu sabor um tanto quanto secundário. Ainda assim, ponto da carne de lado, a combinação estava maravilhosa e a disposição visual deslumbrante.

Tortelini de queijo de cabra e amêndoas, tomate confit e azeite de basílico: 4/5

O ponto da massa estava pra lá de agradável, e o molho de tomate excepcional. O tomate confit, quando feito com tomate cereja, ganha um tom mais adocicado que, contrastando com o queijo e amêndoas mais salgadinhos, muda o nível de experiência do prato. A quantidade e o tamanho do manjericão estavam ideais, dando oportunidade para que o experimentássemos pontualmente sem deixar o prato com o gosto excessivamente carregado. A consistência do molho estava perfeita, suficientemente aveludada e presente. A quantidade da massa era boa, nada excepcionalmente bem servido mas também nada em demasia economia, e seu recheio muito bem feito. O queijo de cabra, mais carregado, azeda um pouco no final, o que pode desagradar a alguns, mas nada preocupante, afinal a combinação é sem dúvidas saborosa.

Sobremesas:

Parfait de lichia, sopa de frutas vermelhas e caramelo de tangerina: 5/5

A lichia passou longe, e o parfait era basicamente um creme artesanal de chocolate branco. Ainda assim o gosto da sobremesa era excepcional, ainda mais com a sopinha de frutas vermelhas altamente gostosa e azedinha, combinando maravilhosamente bem com o creme (de chocolate branco e não de lichia) mais doce e enjoativo. Combinação ideal aliada à um visual, novamente, deslumbrante.

Seleção de brigadeiros da casa: 4/5

Uma sobremesa para todos os gostos! Eram todos muito gostosos, diferentes, e não lembravam brigadeiros por nada além da consistência e da apresentação. Pela foto, o mais afastado, de morango, remetia a um creme de morango com um pouco de iogurte. O do meio, de chocolate meio amargo, era o que mais lembrava um brigadeiro, num ponto mais puxento e com algumas frutas cristalizadas misturadas na sua massa, deixando seu gosto um pouco oscilante e delicioso (preciso dizer o meu preferido?). O terceiro, mais próximo, lembrava um brigadeiro branco misturado com castanhas, sendo o mais suave dos três. Novamente chamo atenção para a preocupação do Oak em apresentar pratos que além de gostosos são visualmente agradáveis.

Dicas:

Não perca a oportunidade, vá correndo ao Oak! Um menu extremamente bem bolado, num ambiente agradabilíssimo com um atendimento impecável. E tudo isso no menu do almoço que, convenhamos, é palpavelmente mais barato que o jantar. Todos os pratos estavam muito bem combinados, muito bem preparados e muito bem apresentados satisfazendo até a mais implicante das pessoas.

post and review by Eduardo Boaventura e Path Tôrres 

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