Paladino – Circuito Gastrô Pampulha 2011

CIRCUITO GASTRONÔMICO DA PAMPULHA 2011 – 2ª EDIÇÃO

Entre os dias 06 de setembro e 20 de novembro, a equipe do ONDEcomo cobrirá o Circuito Gastrô da Pampulha! Visitem o site regularmente para conferirem as revisões dos restaurantes participantes. Postaremos em um estilo de atualização exclusivo de circuitos e festivais sempre que visitarmos algum estabelecimento do Circuito. Caso você deseje que visitemos algum restaurante específico, deixe seu comentário ou mande um e-mail para nós no ondecomo@gmail.com!

NOTA GERAL: 4.0/5

Sobre o Paladino:

O Paladino é muito bonito, e tem bastante classe. Com um amplo ambiente, muito bem decorado, e muito bem dividido a casa é ideal para todos os grupos, sejam eles de amigos, famílias, ou até casais. O estabelecimento oferece também uma programação cultural constante, dentre opções de passeios, trilhas, visitas às suas instalações, e shows. Ainda que num momento complicado, e com a casa cheia, seu atendimento não deixou a desejar, estando sempre presente e sendo bastante ágil, além de sua completa informação sobre o cardápio e o festival, se mostrando bastante flexível com as opções oferecidas pela cozinha.

Gastronomia:

O Paladino se empenha muito no preparo dos pratos, e na escolha de cada um dos ingredientes. As carnes (destaque em todos os pratos) foram feitas com muito cuidado, assim como os acompanhamentos e entradas. Tudo é servido bem quente e é bem apresentado. Para o circuito, pedindo o prato sugerido, o acompanhante pode escolher qualquer outra opção da casa, sendo o desconto final em cima do de menor valor, é claro.

Pratos principais:

Filé e o “lambari” (filé ao molho de vinho, acompanhado de “lambari da horta” recheado de gorgonzola e risoto de legumes): 4/5

Como já foi dito, o destaque do prato se deu por conta da carne. Carne que, no ponto perfeito, estava devidamente acompanhada de um molho excelente, não muito forte, nem perfumado, com um suave gosto de vinho. Ainda que a tendência da cozinha do paladino seja a de adicionar pimenta rosa em todos os pratos com filé, e que seu sabor seja extremamente enjoativo quando em grande quantidade, aqui a pimenta felizmente se manteve apenas como coadjuvante, não se sobressaindo aos demais sabores em momento algum. O risoto de legumes que acompanhava a carne estava no ponto ideal, e acabou se sobressaindo além do esperado, superando o outro acompanhamento que, em teoria, levava a criatividade do criador do prato. O “lambari” aqui não era um peixe, era a folha de uma planta empanada e recheada de gorgonzola. Apesar da boa ideia e do toque inovador dotado ao prato, o empanado não aderiu bem à planta e ficou suficientemente murcho. Seu recheio escasso acabou sendo excessivamente suave, e, um acompanhamento que tinha sua existência válida na composição do prato, acabou não encantando muito na execução.

Filé moça bonita (filé grelhado com molho de mostarda fresca e pimenta rosa, acompanhado de cogumelos frescos salteados na manteiga, molho shoyu, brócolis e arroz com alho poró): 3/5

Novamente um prato onde a carne, num ponto mais do que perfeito, se mostrou como um verdadeiro destaque. O grande problema do prato se deu por conta exclusiva do molho que, graças à pimenta rosa (tendência da casa), estava muito (muito) perfumado, chegando a ter não apenas um sabor mas também um cheiro bastante enjoativo. Ainda assim, quando devidamente isolado dos demais ingredientes e acompanhamentos, a ausência do molho dava abertura para os outros membros da peça. O brócolis, salteado na manteiga, combinava com maestria e dava uma textura mais firme às garfadas. Os cogumelos frescos, perfeitos no sabor (e novamente na textura), puxavam o conjunto para algo menos constante e mais exótico. Tudo isso enquanto o arroz (com alho poró na medida ideal), esbanjava sabor numa textura mais cremosa, lembrando bastante um piemontez.

Picanha brasileira (picanha servida na chapa, batata frita, vinagrete, farofa e arroz branco): 5/5

A picanha estava de comer de joelhos. Num estilo de ao ponto que beirava para o mal passado, a carne (impecável) deixava toda sua suculência aparente. Dotada de um toque firme, a sua textura estava ideal para seus acompanhamentos mais suaves, e é claro, seu sabor e cheiro tentavam todos aqueles que passassem por perto. A capa de gordura era bem fina, não atrapalhando os que não gostam dessa parte da carne, mas suficientemente grossa para manter as características de sua existência. Ainda que ao lado de tamanha execução perfeita, as batatinha não eram completamente apagadas, e completavam a carne com um sabor suave e um ponto macio sensacional. Os demais acompanhamentos estavam bons, mas não eram nem de longe o destaque do prato, servindo somente para compor e quebrar os vários sabores.

Dicas:

Vá ao Paladino assim que puder, e aproveite o festival para desfrutar de um preço mais em conta. A casa oferece boa comida, boa música, e um ambiente super aconchegante. Serve para diversos tipos de ocasiões, se encaixando como um lugar romântico, familiar ou de happy hour. O custo benefício é bom, as porções são muito bem servidas (o individual serve duas pessoas normais e o duplo serve três famintos), e é claro, seu preparo é extremamente cuidadoso.

post and review by Eduardo Boaventura e Path Tôrres 

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