Hermengarda – RW 2012, 1ª edição

Excepcionalmente nos próximos dias, entre 30 de janeiro e 19 de fevereiro, a equipe do ONDEcomo cobrirá a Restaurant Week! Confiram então o site regularmente, teremos um diferente estilo de atualização sempre que visitarmos algum estabelecimento da week. Caso você deseje que visitemos algum restaurante específico do festival, deixe seu recado ou mande um e-mail para nós, e não se esqueça de falar qual menu (noturno ou diurno) você gostaria que fosse avaliado. Nessa edição, os valores para o menu degustação com entrada, prato principal e sobremesa são R$31,90 no almoço e R$43,90 no jantar.

NOTA GERAL: 5.0/5

Menu JANTAR

Sobre o Hermengarda:

O local é muito bem localizado, próximo à parte mais nobre da Savassi, porém ainda distante das principais, e extremamente mais movimentadas, avenidas da região. Uma estreita e simpática rua abriga a fachada discreta (porém ainda assim imponente) do Hermengarda que, numa agradável varanda, dispõe algumas mesas externas para a espera. O ambiente interno é lindíssimo, apesar de extremamente simples, mostrando que nada como uma pitada minimalista para fazer de uma velha casa um elegante restaurante. A casa se tornou bastante aconchegante com sua suave decoração, além de por vezes estilosa.  Esse toque de estilo se vê por exemplo na cozinha, parcialmente desnuda para atiçar os mais curiosos, criando um contraste em vidro fosco com o símbolo do restaurante. O atendimento é bom e ágil, porém um pouco assimétrico. Entre o quadro de garçons que nos atenderam, alguns se mostraram muito simpáticos, outros bastante sérios, e alguns mais esquecidos, criando uma gama de atendentes bastante heterogêneos. Mesmo assim, fomos bem atendidos por todos, inclusive pelo gerente, que, muito simpático, conversou um pouco conosco ao final da noite.

Gastronomia:

Finalmente um menu mais exótico e, porque não, criativo. Infelizmente, com o passar dos anos, os restaurantes parecem estar se aproximando mais e mais de um padrão, deixando de lado a ousadia dos ingredientes e buscando atender uma fatia maior de mercado com a teoria de não se arriscar. O Hermengarda – graças a Deus – rema contra essa maré. Mantém seu cardápio com ingredientes muito brasileiros, e nem tão tradicionais em suas combinações. Para o menu do week as 2 opções de cada passo eram bem diferentes entre si, agradando – ou surpreendendo – gregos e troianos. Por fim o ritmo entre os pratos foi bastante ideal, permitindo uma agradável estadia ao longo de toda uma noite.

Entrada:

Rolinho de abobrinha, carne de sol e queijo coalho ao pesto de manjericão: 5/5

Certamente uma das melhores entradas que já comi no festival. Sua carne idealmente refogada e com um gostinho residual de gordura combinava maravilhosamente bem com o queijo corado, tudo isso enrolado numa simpática e finíssima fatia de abobrinha que dava um toque especial no sabor sem encobrir nenhum dos outros ingredientes, nem mesmo o pequeno palito de queijo coalho. Perfeito, simples e maravilhoso! Um prato de tirar o fôlego, que permitia a cada componente da obra a devida abertura no espetáculo principal, especialmente quando tudo isso ainda era soberbamente besuntado num azeite com ervas e sal grosso moído que faziam da entrada uma tentação! O resultado? Era apenas possível reclamar de seu volume, afinal os três pequenos tubinhos podiam, mesmo, ser quatro (ou cinco, ou seis, ou, dezessete unidades do quitute).

Prato principal:

Nhoque de Porcini ao creme de cogumelos e castanhas: 5/5

Um prato singular, que jogava maravilhosamente bem com as texturas, seguindo a estrada dos prazeres no cremoso aveludado do nhoque, passando pelo toque único e um pouco gelatinoso dos variados cogumelos até chegar ao crocante das castanhas de caju. Isso tudo sem esquecer os sabores também bem escolhidos que buscavam seduzir através da suavidade, com seu molho de cogumelos – que infelizmente abusava um pouco do creme de leite – dando gosto à massa enquanto os próprios forneciam agradáveis picos de sabor ao longo das mordidas, tudo isso acompanhado das castanhas que traziam uma adocicada neutralidade ao prato.

Sobremesa:

Nêmesis de chocolate com sorvete e farofa de banana: 5/5

A textura da nêmesis, bolinho, ou seja la como você prefira nomeá-la, meu Deus, era espetacular!!! Era algo firme, porém estupidamente aerado, que se dissolvia com a menor das pressões e se transformava em algum tipo de liga ridiculamente maravilhosa. Sensações de lado, a combinação do sabor amargo desta iguaria complicada de se descrever com o sensacional, e adocicado, sorvete de banana era algo no mínimo especial. Uma sobremesa que deixou de ser apenas um passo dentro de um menu degustação e se tornou uma experiência, deveras, única.

Dicas:

Para variar, você terá que reservar. As casas participantes ficam extremamente cheias durante o festival, principalmente para o menu do jantar e, ainda mais, durante os finais de semana. Nossa experiência com o Hermengarda foi gastronomicamente perfeita! Algo que é extremamente incomum. Minha dica então é simples: não percam a oportunidade, reservem uma das noites desta última semana do festival para conferirem os sabores da casa. Além disso, deixo uma outra dica, provem o nosso trio (rolinho, nhoque e nêmesis), afinal, mesmo sem termos degustado os outros pratos, estes nos tocaram de forma tão especial que só nos resta recomendá-los cegamente.

post and review by Eduardo Boaventura e Path Tôrres

Anúncios

Uma resposta para “Hermengarda – RW 2012, 1ª edição

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s