Bar do Antônio

NOTA GERAL: 3.6/5

Rua Flórida, 15 – Sion – Belo Horizonte – MG | Tel: (31) 3221-2099
 

Localização e Ambiente: 3/5

Muito bem localizado, num ponto chave de bares e botecos do Sion, o bar chama a atenção não pela fachada, mas pela lotação extrema que movimenta toda a entrada. O ambiente, na verdade, não é nada demais, condizendo com o típico look de buteco copo lagoinha. As mesas e cadeiras são de madeira crua, sem detalhes, estofados, ou toalhas. Mais ao fundo se tem balcão que, mantendo o estilo supracitado, é também onde ficam as carnes e, um pouco mais ao lado, se encontra a cozinha, com uma meia vista aberta aos mais curiosos e uma pequena passagem para os pratos. O máximo de foco na decoração oferecido pela casa são as garrafas de pinga dispostas nas prateleiras. Dotado de um longo ambiente e dois andares (além da área externa) o bar dá a impressão de ter iniciado suas atividades num modelo bem mais reduzido que o atual, e ter então crescido num estilo “fazendo um puxadinho”. Ainda assim não se engane com seu tamanho, pois este está sempre, sempre cheio, por isso é bom evitar a chegada durante os famosos horários de pico.

Atendimento: 3/5

É o atendimento apressado de todo buteco cheio. O garçom conversa com você com uma perna à frente, pronto para disparar para outra mesa assim que você terminar de falar, portanto, não se assuste. Apesar disso tivemos um garçom muito atencioso que, no primeiro momento, teve paciência de nos explicar todos os pratos que participaram dos festivais do “Comida di Buteco”, já que em sua maioria eles eram apenas listados na carta, não explicando seu conteúdo ou forma de preparo. Ainda assim o atendimento é padrão para um bar, as bebidas chegam à mesa praticamente de maneira instantânea, enquanto a comida demora um tempo básico, geralmente estipulado pela casa, para que você possa bebericar o máximo possível sem se sentir desconfortável, transformando sua estadia em algo pra lá de rentável para o estabelecimento.

Gastronomia: 4.0/5

O Bar do Antônio (Pé de cana, para os mais antigos) é conhecido por seus petiscos e por sua significante participação nos festivais de “Comida di Buteco”. O divino preparo de suas carnes e aperitivos deixa mesmo os mais ávidos por cerveja com água na boca. No cardápio, existem pratos para duas pessoas, sugestões do dia (sempre muito bem servidas) e petiscos. Uma das facilidades para aqueles não alcoólicos são as opções de refrigerante 2 litros, que podem baratear levemente a conta. Durante nossa visita experimentamos 3 dos pratos que foram criados especialmente para o “Comida di  Buteco” e que foram mantidos no menu tradicional da casa.

Tá no jiló: 4/5

Muito bom! O prato foi a solução encontrada para a edição do “Comida di Buteco” 2010, que decidiu complicar um pouco a vida dos bares ao escolher “Jiló” como ingrediente principal. O quitute era composto de três ingredientes: um bolinho de lingüiça empanado, um bolinho de carne de sol com mandioca, e os jilós recheados de queijo e bacon. O primeiro bolinho tinha um empanado maravilhoso, crocantíssimo, espesso e servido bem quente, um sabor suave e elegante, ainda com um toque levemente picante da linguiça. Já o bolinho de carne estava com o empanado um pouco mais firme e em uma camada mais fina. O gosto da carne era forte e presente, detalhe que deixava o quitute com um sabor linear e sem muitas variações. Talvez se esta tivesse sido mais temperada na manteiga os bolinhos teriam um sabor residual final mais distinto, possibilitando que as pessoas diferenciassem o gosto puro e simples da carne com algumas nuances de mandioca. E, finalmente, o ingrediente do festival – e o responsável pelo nome do prato – o jiló. A pequena lâmina do fruto vinha simpaticamente recheada do coringa do mundo, o bacon, e do queijo gratinado, formando um lindo conjunto muito bem apresentado e de sabor exoticamente único. A cobertura do conjunto encobria o extremo amargo do jiló sem eliminá-lo, mantendo assim suas características básicas de sabor e textura. Todos esses petiscos vinham acompanhados de um molhinho de tangerina que, apesar de muito ralo e pouquíssimo adocicado, completava os petiscos de maneira diferenciada.

Serenada no pé de cana: 3/5 

O prato era composto de carne de sereno, batatas recheadas, um pequeno molho, e uma farofa de pequi (ingrediente do “Comida di Buteco” 2011). A carne estava ok, simpaticamente fatiada e com gosto mais suave que o normal para uma carne de sereno. Seu molho acompanhante era tão ralo que se tornava difícil de identificar, e tudo isso era acompanhado de batatas cozidas (que passaram do ponto) recheadas com um molho de queijo bastante ordinário. A farofa de pequi, para aqueles que nunca a comeram, é uma farofa padrão, porém com um forte gosto residual que, para muitos soará estranhamente familiar e semelhante à um gosto de, acreditem, piscina. Ok, eu sei, é uma comparação estranha, e complicada de ser feita, mas ainda assim a mantenho, afinal é a pura verdade. Voltando ao prato, este era composto de um mix de ingredientes que, convenhamos, não combinavam muito entre si, e que para piorar ainda mais, vinham em uma porção mal servida. Um prato excessivamente simples que pecava, e muito, comparado à elevada criatividade da casa.

Carnoba: 5/5

O exemplar do “Comida di Buteco” 2009 (em que o tema circulava pelas bandas da comida mineira) vinha com enormes batatas compostas do mesmo empanado perfeito dos primeiros bolinhos, todas devidamente recheadas com uma fatia de presunto e um creme de queijo que acompanhavam extremamente bem o vegetal, além, é claro, de formar um conjunto lindo de se ver. A carne posta ao centro (por baixo das folhas de taioba) era maravilhosa, bem feita e acompanhada de um molho de carne muito bem pontuado, especialmente quando agregados às grandes folhas de taioba que combinavam estupidamente bem com todos os demais ingredientes. Um prato que faz jus a um festival tão apreciado como o “Comida di Buteco” e que deve fazer parte do pedido de todos aqueles que forem visitar o estabelecimento.

Custo Benefício: 4/5

Come-se muito bem por cerca de R$25 por pessoa, portanto, se seu pedido estiver muito distante deste valor, acredite, os volumes de comida que serão servidos certamente estarão muito acima do necessário para o número de bocas na mesa. Os petiscos do festival tem um preço bastante aceitável, entre R$20 e R$30, e os pratos e sugestões do dia costumam ser um pouco mais caros, porém não esqueçam de considerar seu enorme volume!

Dicas:

Se eu escolhesse uma palavra para expressar minha dica ela seria simples: Carnoba. Ok, brincadeiras à parte, recomendamos principalmente os pratos do “Comida di Buteco”, afinal, nada como criativas combinações gastronômicas feitas exclusivamente para um festival como este para acompanhar uma boa cerveja gelada. A casa mantém ainda sugestões do dia, que são boas opções, mas com um enfoque maior para aqueles longos almoços em família dum domingo.

post and review by Eduardo Boaventura & Path Tôrres
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