Café do Museu

NOTA GERAL: 4.0/5

www.cafedomuseu.com.br
Avenida Prudente de Morais, 202 (Mezanino) – Cidade Jardim – Belo Horizonte – MG | Tel: (31) 3291-5320

Localização e Ambiente: 5/5

O Café do Museu é bem localizado, considerando que fica em um bairro de bastante movimento, principalmente devido aos vários estabelecimentos comerciais e às várias escolas e faculdades. Ainda que seu público não seja exatamente esse, a visibilidade gerada é bem relevante para o sucesso da casa e seu posicionamento dentro do Museu Histórico Abílio Barreto é um charme a mais. Estacionar pode ser difícil em alguns dias e horários, mas devido à sua localização extremamente comercial, os problemas encontrados durante o intervalo de almoço são todos compensados pela facilidade de se encontrar uma vaga à noite. Montada no simpático mezanino do museu a decoração da casa é bastante aconchegante e íntima, permitindo um tom muito estiloso ao local, com cores quentes, além de uma meia luz muito agradável e romântica.

Atendimento: 4/5

Eram dois garçons, que, considerando o reduzido espaço, conseguiam atender o fluxo. Existiam sim momentos em que o atendimento deixava a desejar, algumas vezes passando reto das mesas, não olhando ao redor, e, consequentemente, não atendendo aos leves acenos, mas como estes eram poucos e nada constantes, criava-se apenas uma sensação de pequeno descuido. O resultado então era um atendimento bom, acima da média da capital, mas no geral era apenas suficiente. Ah, sim! É importante lembrar que os garçons souberam sugerir, opinar e explicar os pratos, o que sempre satisfaz num restaurante com gastronomia mais elaborada.

Gastronomia: 4.0/5

A casa é na realidade um pequeno bistrô com tendências de café. Suas opções de pratos (com carnes, massas, risotos e peixes) são variadas, mas nunca numerosas, permitindo a existência de uma maior qualidade naquilo que a cozinha oferece. A casa além do já citado menu tradicional disponibiliza também algumas opções de lanches, sanduíches e cafés. Tudo, ou quase tudo, feito na hora, e com muito cuidado.

Ravioli de mussarela de búfala com molho de tomates: 5/5

O prato – que é concorrente na categoria de prato mais feio que já vimos num restaurante tão bonito – foi surpreendente. Optamos por algo mais simples, vegetariano e com poucos ingredientes, para variar um pouco, e a maravilhosa execução do ravioli foi mais do que uma alegre surpresa. A massa vinha muito bem recheada, e seu recheio era algo sedutor. Não era somente uma mussarela de búfala que foi posta no lugar, era uma textura incrível, com uma liga perfeita, sabor bem pontuado e um sensível toque cremoso. Seu pesto era gostoso, porém estava mais para um creme de manjericão do que para um verdadeiro pesto, já que não havia queijo e nem abertura palpável para as nozes. Ainda assim, ele permitia um contraponto mais forte à mussarela suave, e era completado magnificamente pelo molho de tomates. Molho que foi extremamente bem feito, com algumas folhas de manjericão, tomates bem picados e corretamente preparados, evitando o excesso de água. Tudo feito com maestria, gerando uma combinação linda, mesmo num prato feio.

Linguado com manteiga de ervas e risoto de limão: 4/5 

O peixe estava simplesmente perfeito! Acompanhado de manteiga em quantidade reduzida o prato tinha seu toque excepcional sem se tornar enjoativo. As ervas também não eram exageradas, e davam um gosto muito bom, que completava o sabor mais suave do pescado sem em momento algum esconde-lo. Para completar o prato e acompanhar aquele belo e alto filé de peixe, um risoto,  pasmem, no ponto verdadeiramente ideal e consistência correta. Infelizmente nem tudo são flores e seu tempero pecava um pouco na demasia do limão, sobrepondo consistentemente o sabor do arroz e apagando a já não muito satisfatória quantidade de queijo deste. Detalhe que tornava óbvio a combinação de sucesso do prato com um pouco de queijo ralado oferecido à parte.

Mesclado de 2 chocolates com telha de amêndoas e creme inglês: 3/5

Nada mais do que um sorvete num estilo sorvetão com uma casca crocante por cima. O sorvetão – ou semifreddo – era apenas ok, parecendo um item industrializado e comprado pronto. Suas duas cores tinham sabores bem semelhantes, porém a preta parecia ter um leve toque alcoólico, possivelmente de licor, que contrastava com o sabor mais adocicado da parcial branca e do raramente encontrado doce de leite, que decorava o entre-partes, agregando muito ao sabor do conjunto. O brilho da sobremesa então ficava mesmo por conta do crocante, um tipo de caramelo de castanhas muitíssimo bem executado e, como era de se imaginar, maravilhoso.

Custo Benefício: 3/5

O local é super privilegiado, então isso seria obviamente repassado no valor dos pratos. Seu valor varia de R$30 a R$80, enquanto as entradas vão de R$16 a R$40. As sobremesas têm valor padrão, entre R$15 e R$20, portanto o ticket médio para um menu de 3 passos ficaria em R$80,00. Vale a pena para aproveitar o ambiente agradabilíssimo, namorar, e provar as delícias da casa. Ah, se houver música ao vivo, será cobrado o couvert de R$10 por pessoa, o que não é caro isoladamente, mas pelo estilo do lugar, deveria ser mais diluído.

Dicas:

O prato que era o mais simples foi o mais surpreendente, portanto a dica das opções mais minimalistas é valida para o local. Vá em casal ou casais, para aproveitar o ambiente romântico e tomar um bom vinho. Se de interesse de todos, busque ir um pouco mais cedo, visite o museu, e finalize seu dia no restaurante, tornando este um programa completo.

post and review by Eduardo Boaventura & Path Tôrres
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s