Ephigênia Bistrô

NOTA GERAL: 4.1/5

Rua Grão Pará, 20 – Santa Efigênia – Belo Horizonte – MG | Tel: (31) 2535-3065

Localização e Ambiente: 5/5

Logo na entrada do Santa Efigênia, próximo à região hospitalar, o Ephigênia Bistrô está bem posicionado, e num lugar de fácil acesso. A fachada não é muito imponente, sendo levemente recuada e com cores escuras, mas a simpatia do local realmente chama a atenção nos detalhes. Já no ambiente interno a decoração é de saltar aos olhos, tudo é extremamente simpático, com cores variadas, mais claras e bem vivas e decorações muito bem mescladas. O padrão listrado retrô que o bistrô aplica em seu balcão, cardápio e cartões é aconchegante, e deixa a ambientação muito bem pontuada. Na área externa, num estilo de varandinha, enormes latas de milho-verde, molho de tomate e leite condensado são utilizadas como vasos e fixadas à parede, deixando uma impressão interiorana muito agradável.

Atendimento: 5/5

Exemplar. Digamos que é uma das especialidades da casa. Fomos recebidos por uma garçonete super agradável, bem solícita e educadíssima, que nos apresentou ao maitre quando fomos perguntar sobre alguns pratos. O maitre, por sua vez, foi muito simpático, brincalhão e soube explicar lindamente cada um dos pratos, contornando com cuidado os vários pratos que estavam indisponíveis no dia sem de fato deixar uma marca de infelicidade pela ausência dos ingredientes. Por último fomos apresentados ao chef, que foi extremamente acessível e atencioso, arrematando de maneira sensacional a nossa impressão.

Gastronomia: 3.8/5

O bistrô tem várias opções de carnes, peixes, massas e risotos, com combinações exóticas e complementos muito bem selecionados. Os pratos são sempre bem pensados e vão desde opções simples para aqueles que não estão muito dispostos a inovar, até opções mais exóticas para os mais curiosos.

Entrada:

Couvert: 3/5

Os pães, apesar de quentinhos e super bonitos, pareciam ser de ontem. A exceção destes era a foccaccia que estava macia, saborosa e extremamente bem temperada, uma delícia! Junto dos pães tínhamos a excelente pasta de berinjela, assim como a igualmente saborosa pasta de tomate, ambas bastante cremosas e com sabor forte. Além delas ainda acompanhava a boa e velha manteiga que, convenhamos, é sempre uma combinação saborosa, mas nessa situação, não condiz muito com o ambiente e o perfil nobre do lugar. A última integrante do quarteto, feita de gorgonzola, num estilo pastoso de tonalidade esverdeada, tinha textura terrosa e um gosto um tanto quanto desagradável, não fazendo jus ao fabuloso sabor desse queijo.

Até então um Couvert bastante abaixo da média, especialmente para ser servido sem que os clientes o tenham pedido, que não se destacava realmente em nada e acabava decepcionando um pouco aqueles que tinham boas expectativas da casa. Detalhe que estava prestes a mudar pois, mais ao canto, e praticamente apagado pelos demais ingredientes, tínhamos um simpático potinho com algumas daquelas que, visualmente, relembravam batatas no estilo chips. Bastava um brevíssimo momento de encontro destas com a língua para desfazer toda aquela monotonia acumulada até aqui, as supostas batatas eram finíssimas fatias de maçã verde, crocantes e besuntadas no melaço, uma combinação que diga-se de passagem era excepcional! Seu sabor, sua textura, seu toque adocicado incomum numa entrada, definitivamente, e digo mesmo, definitivamente, um aperitivo que poderia ser encontrado em maior quantidade ou até mesmo ganhar um prato especial somente para ele.

Pratos principais:

Escalope de salmão no sauce dijonaise com arroz negro: 2/5

Um prato bem pequeno, com pouca quantidade, servido frio e sem sal. A apetitosa combinação que enche os olhos quando descrita acabou por decepcionar, o prato nada mais era que uma combinação assertiva de ingredientes mal colocados e acompanhados de maneira pouco criativa por uma pequena quantidade de legumes cozidos. O salmão era normal e a maionese de mostarda Dijon apenas um pouco acima da média, isso acompanhado de um arroz negro muito bom, mas em ínfima quantidade para o já quase inexistente salmão. Um prato bem feito, mas sem nada realmente maravilhoso.

Risoto de pato confitado na própria gordura com redução de açaí: 5/5

Uau, uau, uau e uau! Que prato, que ponto, que risoto. Um verdadeiro primor, digno de criar uma taquicardia nos fãs da alta gastronomia, nos fazendo até perder o ritmo das respirações de tanta euforia e prazer. Com o pato no ponto perfeito, o sabor do risoto não pecava jamais! O gosto único do arroz italiano, o sabor aromático do pato no ponto maravilhoso e as eventuais bolhas de açaí faziam o prato brilhar, e brilhava como poucas outras opções na cidade. Uma combinação que conseguiu extrair o máximo de todos seus ingredientes, em especial, do exótico gosto da fruta que, bem ponderado, não escondia os demais ingredientes, apenas, os completava.

Gnocchi de batatas ao molho ossobuco de panela: 5/5

Com a massa durinha e o molho suave, o gnocchi sobressaia mais pelo molho de ossobuco com funghi extremamente bem montado do que pela massa propriamente dita. Não que essa estivesse ruim, longe disso, o ponto da massa estava corretíssimo, cremoso com um toque de al dente, deixando a textura bem sensível, macia e incrível. Porém é complicado conseguir destaque quando vinculada a tal molho, extremamente bem temperado e com gosto presente da carne, ainda mais quando atribuído na quantidade ideal de pimenta, maravilhosamente suavizada pela textura dos cogumelos bem dosados. O sabor do conjunto não tinha um destaque relevante de algum de seus ingredientes, ainda que todos eles pudessem ser individualmente sentidos, tudo era perceptível, e tudo se tornava ainda mais maravilhoso quando polvilhado com o queijo ralado na hora. Um prato simples que surpreende devido a sua excelente execução.

Sobremesa:

Sucesso de castanhas brasileiras com calda de chocolate: 4/5

Com sua cobertura no ponto perfeito e extremamente crocante a sobremesa que era, de forma rudimentar, um grande suspiro recheado de uma pasta de castanhas, era (novamente) maravilhosa! Um prato simples, diferente, extremamente criativo e muitíssimo bem executado. Detalhe incomum de se ver em casas de alta gastronomia onde, geralmente, experimentamos pratos sensacionais ao longo da noite para, nos também nomeados “quarenta e cinco minutos do segundo tempo”, presenciarmos um deslize grotesco nesta igualmente importante etapa de uma refeição, a sobremesa.

Custo Benefício: 3/5

É um lugar caro, que justifica o valor em cada um dos detalhes; do atendimento, do ambiente e, finalmente, dos pratos. Pratos que vão de R$40 a R$90, porém se mantem com um ticket médio de R$50 e sobremesas que variam de R$15 a R$25.

Dicas:

Simples e eficiente, para os mais arrojados, risoto de pato, para aqueles mais conservadores, gnocchi. Ok, a casa oferece inúmeras opções e quase todas elas de dar água na boca, mas sem sombra de dúvidas, ao menos para os aventureiros, vale a pena experimentarem o risoto. Cuidado com as quantidades, alguns pratos foram suficientemente bem servidos enquanto outros (na verdade apenas o salmão) decepcionaram em sua quantidade, portanto, talvez dividir uma entrada que não o couvert seja uma excelente opção. Definitivamente uma casa para se conferir, seja com familiares, amigos ou pares.

post and review by Eduardo Boaventura & Path Tôrres
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2 Respostas para “Ephigênia Bistrô

  1. Não moramos em BH, mas temos filhos e nora por aí. Já conhecemos grande parte dos restaurantes da cidade. Queremos novidades, sempre.
    Não consegui o site desse bistrô, para olhar o cardápio. Pode me ajudar?
    Li com os teus melhores de 2011, porém já estamos fechando 2012. Alguma sugestão mais atual? Vecchio, Taste, Hermengarda, por exemplo, já estivemos. Fogo de Chão e assemelhados não seriam nosso objetivo.
    Muito obrigado pela atenção. Vou ao Osteria Mattiazzi um dos quatro dias que ficamos em BH.

    • Bom dia Fernando!

      Existem inúmeras indicações, mas seria interessante saber até onde vocês estão dispostos a se locomover (ou os bairros de preferência) e aquelas culinárias/estilos de comida que vocês simplesmente preferem. Acreditamos que a opção pela Mattiazzi é extremamente questionável (basta ler aqui), portanto desejamos que vocês tenham mais sorte que nós durante sua visita.

      A respeito dos nomes citados, recomendamos um pouco de cuidado. Todos os restaurantes nomeados por você são casas tradicionalíssimas da cidade, que há muito tempo estiveram em posição especial dentro do cenário gastronômico da capital mineira, porém, hoje em dia, nem sempre condizem com a fama atribuída. Das opções relacionadas nossa indicação fica exclusivamente para o Hermengarda, uma opção relativamente nova na capital que merece todo o brilho que vem obtendo. Ambas as outras casas são ótimas em sua especialidade, Risotos para o Vecchio Sogno e Suflês para o Taste Vin, mas não merecem uma relevância tão especial em seus demais produtos.

      Bom, chega de blábláblá e vamos as nossas indicações, lembrando que uma vez que você nos informar suas preferências essa lista pode se reduzir ou modificar para melhor adaptar a seus gostos:

      Restaurantes
      . D’Artagnan – Agradável bistrô no centro do Lourdes, a casa oferece uma simples e excelente gastronomia que realmente vale a pena ser conferida.
      . Casa de Abrahão – Culinária árabe afastada da cidade, destaque especial para seus maravilhosos pães-folha feitos na hora e suas almôndegas de cordeiro com ovos pouché.
      . Casa 2 – Culinária contemporânea extremamente bem executada, e o melhor, a um preço justo.
      . Domenico Pizzeria – Uma opção mais simples e muito mais acertada dentre os italianos da cidade. A casa está muito próxima do centro da Savassi e serve sensacionais pizzas (verdadeiramente italianas) e agradabilíssimas massas. Destaque para a pizza “Siena” e para seu “Parppadelle a Maremmana”.
      . Bistrô da Matilda – Também nas proximidades da capital a casa é um aconchegante bistrô com culinária franco-inglesa. Destaque para seu sorvete artesanal!
      . Café de la Musique – Uma das poucas casas de gastronomia de vanguarda da cidade. Destaque para seu soberbo gnocchi de semolino.
      . Café do Museu – No segundo andar do Museu Histórico Abílio Barreto a casa oferece pratos extremamente bem executados, uma opção perfeita para um almoço após se visitar o museu.
      . Demi Baguette – Excelente Francês no bairro de Lourdes. Destaque para seu simplesmente perfeito Couvert que acompanha a Baguete especial da casa e para seu surpreendente bife a café tradicional.

      Caso vocês queiram sair o circuito de restaurantes e visitar alguns bares:
      . Recanto da Macaca – Destaque para suas porpetas de picanha recheadas com queijo.
      . Barracão Butiquim – Outra opção de bar maravilhosa. A dica aqui são suas inúmeras batatas rostie e suas mini coxas de frango com chutney de banana.
      . Bomb Shell – Bar idêntico ao Barracão supracitado, porém com uma localização mais central (Savassi), um menu um pouco mais reduzido e um público um tanto quanto mais alternativo.

      Cafeterias
      Belo horizonte é sede de um excelente circuito de cafeterias, caso seja de interesse de vocês visitar alguns dos destaques da cidade, basta clicar aqui para conferir nossas indicações desta última edição do festival especializado. Nosso destaque especial fica por conta da Fusión du Chocolat e seu maravilhoso brownie de cappuccino, além de ser uma parada perfeita para se comprar presentes.

      Abraços e aguardamos seu retorno com suas preferências de bairros e culinárias para melhor ajudar,
      Equipe ONDEcomo

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