Albuquerque

NOTA GERAL: 2.6/5

Rua Antônio de Albuquerque, 619 – Savassi – Belo Horizonte – MG | Tel: (31) 3646-5745

Localização e Ambiente: 4/5

Extremamente próxima à praça da Savassi, com uma fachada bem pequena, a casa se torna visível graças ao elevado número de mesas e seus enormes ombrellones que se estendem por belos metros além de sua pequena portinha. Internamente, após atravessar seu esbelto corredor de entrada, a casa surpreende e muito, com uma área interna respeitável, uma cozinha aberta, mesas bonitas e bem decoradas com simpáticos sofazinhos e uma bela fonte sobre pedras que deixa tudo mais leve e relaxante. Definitivamente um belo local, que peca bastante em não explorar muito sua já simplória fachada externa e, é claro, em seus talheres estupidamente ridículos.

Atendimento: 2/5

O atendimento é, como a casa, novato. Os garçons são poucos, muito poucos, e perambulam entre as distantes áreas da casa, deixando, por vezes, algum dos enormes ambientes sem ninguém disponível para atender os clientes. Para completar a imaturidade na função, conhecem pouco sobre o cardápio da casa, que é extremamente, e acreditem quando digo extremamente, resumido. Por outro lado, o cozinheiro que nos atendeu, após alguns minutos, esbanjava simpatia, conversava alegremente e, acima de tudo, soube apresentar muito bem os pratos da casa. Simpatia à parte, durante nossa visita o estabelecimento estava relativamente vazio, não criando nenhuma abertura para qualquer justificativa do porquê de nossos pratos demorarem exageradamente muito, afinal, uma espera superior a 40 minutos para uma entrada e um par de crepes é, no mínimo, ultrajosa.

Gastronomia: 3.0/5

O Albuquerque é especializado em crepes, servindo como efeito colateral algumas entradas e petiscos. Por ser 24h, soube escolher uma comida mais leve, de preparo rápido, e ainda assim minimamente satisfatória. Seus crepes têm sabores bem variados e tamanho único, servindo – talvez – uma pessoa sem fome.

Carne ao molho de vinho e cogumelos com pães: 3/5

Com um molho apenas razoável a carne não surpreendia muito. Talvez por sua textura gelatinosa e seu sabor monótono, sua sensação, na verdade, era de um molho não muito fresco, ou, para piorar ainda mais, algo semelhante à aqueles molhos prontos de supermercado. Ainda assim, sua carne era saborosa e bem cortada, mas o verdadeiro brilho do prato ficava mesmo por conta de seus cogumelos e suas cebolas, simplesmente deliciosos e extremamente bem dosados, quebrando o monótono molho e oferecendo um saboroso complemento às garfadas. Para finalizar o prato seus pães eram gostosos e torradinhos, levados ao forno com um fio de manteiga correto, sendo apenas questionados pelo seu pequeno volume que, felizmente, pode ser incrementado com um gentil pedido ao garçom.

Crepe de mozzarella, tomate e palmito: 3/5

Sua massa era simples e saborosa, além de se encontrar numa consistência ideal. As proporções dos recheios eram muito boas, e o combinado destes igualmente, formando um simples e pouco criativo crepe que, felizmente, esbanjava sabor. Seu porém fica por conta de um volume deveras mínimo, já que sua combinação de ingredientes (cortados em cubinhos) deixava muitos espaços vazios em seu recheio, fazendo do pequeno crepe algo pouco conciso e desandado. A conclusão então era um prato muito pouco farto, transformando seu possível tamanho individual em uma dose insuficiente até mesmo para uma criança.

Crepe de carne seca e cheddar: 3/5

Diferente de seu irmão supracitado, suas proporções de tamanho aqui eram claramente individuais. Com um recheio menos sólido o crepe era muito bem preenchido, tendo todo seu interior bastante recheado. Ainda que sua carne estivesse apenas ok, se mostrando exageradamente dessalgada e sem qualquer tempero extra, o destaque do conjunto ficava, por mais incrível que pareca, com o queijo. Sim, o queijo cheddar, geralmente associado ao oposto de agradável, aqui dava o tempero que o prato não tinha, sendo cremoso mas não exageradamente molhado, mantendo sua textura consistente até o final. Acredito, na verdade, que a salvação deste era justamente ser oriundo de uma versão fatiada da iguaria, bastante diferente da pavorosa opção proveniente em bisnagas que muitas casas optam por utilizar. Outro porém era uma grave má distribuição deste pelo crepe, tornando a experiência uma montanha russa com seus altos e baixos. Por fim, um bom crepe que, apesar de mais farto, não surpreendia muito.

Custo Benefício: 1/5

Com uma ótima localização, um ambiente interno lindo, um preço deveras salgado e uma velocidade digna de slow-food a casa promete mais que cumpre. Sua comida era exageradamente simples para o valor agregado, seu volume extremamente inferior ao mínimo aceitável e seus ingredientes em nada brilhavam para justificar tamanha conta no final de uma refeição. Acreditem quando digo que, uma pessoa normal que buscasse se satisfazer com as reduzidas versões do crepe, pagaria um ticket superior a meia centena de reais. Valor inclusive suficiente apenas para satisfazer uma pessoa normal, sem considerar as bebidas, entradas nem sobremesas.

Dicas:

Talvez seja bom para ir de madrugada, quando restam tão poucas opções na cidade. No mais, recomendamos para os verdadeiros fãs da iguaria apenas um lanche, definitivamente algo mais focado em seu funcionamento 24horas, em sua bela localização e numa boa opção para um chopp, do que em sua questionável gastronomia.

post and review by Eduardo Boaventura & Path Tôrres
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2 Respostas para “Albuquerque

  1. Olá. Passei outro dia pela Creperia pensando em voltar. Já mudei de idéia…Boa dica de onde não ir…

    Você conhece um restaurante espanhol no Vale do Sereno chamado “A Fuego Lento”. É otimo e o preço bem em conta. Vai aí uma dica…

    Breno

    • Olá Breno!

      Obrigada pela dica! Não conhecemos ainda o A Fuego Lento, mas quem sabe um dia não prestamos uma visita a casa?
      Aproveito para dizer que, se você ficou curioso para conhecer o Albuquerque, vá correndo e prove!
      Nosso intuito não é o de boicote das casas, nem de jogar como alguém “do contra”, mas sim de nos portarmos como profissionais que estudaram a arte, experimentaram diversas casas e, portanto, são capazes de apontar elementos que passaram despercebidos ao consumidor comum. Nosso maior objetivo é contribuir ao máximo para uma evolução sensorial de todos os verdadeiros fãs da gastronomia, de maneira tal onde todos possamos aprender com as vivências, tanto as boas quanto as ruins, e assim compreender o porque de uma casa aqui dita fascinante ser realmente, fascinante.

      Esperamos que você possa sempre acompanhar nossas críticas e compartilhar conosco suas opiniões!

      Cordialmente,

      equipe ONDEcomo.

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