Pizzarella

NOTA GERAL: 3.0/5

www.pizzarella.com.br
Av. Olegário Maciel, 2.280 – Lourdes – Belo Horizonte – MG | Tel: (31) 3292-3000
 

Localização e Ambiente: 3/5

A pizzarella se destaca pelo seu tradicionalismo e excelente localização, bem no início de uma avenida de enorme fluxo que, em seu quarteirão, transparece uma relativa tranquilidade, especialmente para se estacionar, já que além de mais calma, a casa oferece uma opção privativa de estacionamento para agradar ainda mais seus clientes. Sua área é enorme, dividida em alguns ambientes semi-externos e outros mais internos, e sua decoração, infelizmente, é imutável, desde sua inauguração em 1971. Mesmo assim, o Pizzarella é simpático e funcional, aplicando a teoria de abarrotar seu ambiente com o maior número possível de mesas por metro quadrado, criando um ambiente que dependendo do fluxo de clientes pode se tornar conturbado, mas que ainda assim consegue se manter agradavelmente aconchegante.

Atendimento: 3/5

Ninguém tem tempo! Visitamos a casa num momento suficientemente tranquilo, e ainda assim foi constante o número de mãozinhas com o sinal de “espere” recebidas. Durante toda a noite, qualquer garçom aleatório e aparentemente disponível preferia chamar outro atendente ao invés de simplesmente anotar nossos pedidos, o que gerou uma cadeia de eventos onde os garçons delegavam suas funções de uns para outros num processo aparentemente eterno. Além disso, não era incomum em alguns momento da brincadeira alguém simplesmente esquecer nossa existência nos fazendo novamente dar gatilho ao interminável ciclo. Porém vale frisar que, nos poucos momentos em que conseguimos trazer um garçom à mesa, ele soube ser simpático e cordial, anotando pedidos de forma bastante atenciosa e realizando comentários muito bem colocados. Detalhe que nos fazia praticamente esquecer da irritação inicial, ao menos até o momento em que você, mais uma vez, precisasse de algum dos serviços da casa.

Gastronomia: 3.0/5

O lugar é tradicionalíssimo em Belo Horizonte, e não só por causa das pizzas. Existem também o famoso filé a parmegiana e seu igualmente comentado “arroz sujo”, que nada mais é que um arroz finalizado na mesma panela onde é preparada a carne, temperando o acompanhamento de maneira sensacional. Para as pizzas, sua opções são inúmeras e seus tamanhos variados, recheando um belo portfólio da iguaria.

Lombo com catupiry (gigante): 2/5

Ou, o mar de catupiry. Nada se via além do homogêneo lençol branco, mostrando claramente um completo exagero do recheio. A verdade é simples, o pizzarella gosta de pizzas altas, bem recheadas e, logicamente, igualmente pesadas. Uma escolha de sucesso para o forno a gás utilizado pela casa, já que sua temperatura menos elevada permite que os recheios mais altos assem uniformemente com a massa, porém uma terrível opção para determinados sabores pouco elaborados. O resultado então é obvio: os dois principais ingredientes da pizza, que ditam seu nome, reinavam numa quantidade tal que bastava uma garfada para se enjoar do prato. A pizza em geral era uma overdose de lombo e catupiry que, sem nenhum tempero adicional, se tornava pesada ao ponto de ser capaz, em apenas uma fatia, solucionar a fome na Etiópia.

Frango com catupiry: 2/5

Uma pizza semelhante à de lombo que pecava nos mesmo pontos de sua irmã. A vantagem obtida aqui era que seu frango, não exatamente bem desfiado, tinha um tempero muito mais sutil que o lombo de outrora, permitindo que a pizza se tornasse minimamente menos enjoativa. Ainda assim, mesmo que este pequeno detalhe ajude favoravelmente a pizza, alguns pontos não podem ser negados. O exemplar continuava deveras enjoativo, só que numa proporção menos gritante, e é claro, seu recheio sem muito gosto gritava por qualquer tipo de tempero adicional, fosse este oriundo de um frango melhor preparado ou, quem sabe, até de uma bela dúzia de azeitonas pretas. Por fim, sua massa, espessa e característica da casa, ficou por demais molhada, tornando-se murcha e perdendo aquela agradável textura tão bem conhecida por todos.

À moda: 5/5

A pizza perfeita para o estilo de massa da casa. Vocês se lembram de quando eu disse que o forno se adaptaria melhor a pizzas de recheio bem servidos? Então porque não pedir uma pizza que é, naturalmente, demasiadamente recheada? Sem sombra de dúvidas isto facilitaria o trabalho da casa e evitaria um provável exagero de ingredientes. É claro então que o resultado não poderia ser melhor! A pizza tinha gosto presente, sua massa não se tornava ignorável com o mix de ingredientes e, felizmente, se mantinha com uma textura digna de palmas. O presunto, o salaminho e a calabresa compunham as garfadas com perfeição, dando abertura às demais verduras que, para a alegria de todos, apenas temperavam as maravilhosas fatias. Definitivamente uma pizza muito, mas muito diferente das anteriores, que se tornava equilibrada e retinha picos irresistíveis de sabor.

Pepperoni: 3/5

A única pizza de tamanho, digamos, normal. Seu recheio era presente e relativamente forte, temperando de forma agradável os pedaços, além de sua saborosa massa, que se mantinha perfeita ao longo de cada um destes. O pepperoni, bem apimentado como deveria ser, ganhava o destaque correto, combinando satisfatoriamente com o queijo mais suave e com sua massa igualmente deliciosa. O problema aqui é dado pela má distribuição do salame, que deixava frequentes ilhas de enorme concentração da iguaria para alguns espaços consideravelmente menos privilegiados.

Custo Beneficio: 3/5

Tivemos que pedir a pizza gigante, de 12 fatias, já que o cardápio da casa assinalava que sua versão grande, imediatamente antes da gigante, tinha apenas 6 fatias, e não 8, como de padrão. Essa estratégia torna, teoricamente, o tamanho grande pequeno demais e o gigante um exagero, obrigando por vezes seus clientes a deixarem sobrar para não faltar. Seu preço varia de R$60 a R$70 para o tamanho colossal em questão, valor que, quando rateado, se torna uma excelente opção para uma refeição volumosa e aceitavelmente barata.

Dicas:

Vá com a família, num domingo, preferencialmente no almoço (mas chegue cedo, porque mesmo sendo enorme, a casa ainda lota). Se forem de pizza a dica é optar por uma versão normalmente mais recheada, como a à moda ou a portuguesa, evitando assim desagradáveis surpresas.

post and review by Eduardo Boaventura & Path Tôrres

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