Café do Carmo

NOTA GERAL: 3.4/5

www.cafedocarmobh.com.br
Rua Pium-í, 695  – Sion – Belo Horizonte – MG | Tel: (31) 3221-9156

Localização e Ambiente: 5/5

A casa é deveras agradável em seus variados ambientes, mantendo uma pluralidade muito estilosa e simpática em cada uma de suas áreas. Externamente temos uma longa varanda em dois níveis, com decoração simples e funcional que, quase sempre abarrotada de clientes, chama bastante a atenção. Já em seu interior encontramos um ambiente que remete a uma sala de uma casa interiorana, com um longo banco de madeira, flores nas janelas, e alguns elementos pontuais (como uma TV vermelha) que dão um estilo todo retrô ao espaço. Ao lado existe um ambiente mais lounge, com mesinhas altas e muita gente em pé, e ainda ao fundo uma parede de desenhos fofos que dão todo um toque mais leve ao ambiente. Tudo isso é temperado com boa música (quase sempre), que, dependendo da posição escolhida dentro da casa, pode se tornar um ponto positivo ou negativo de sua noite.

Atendimento: 3/5

Para pedidos regulares, tais como petiscos ou bebidas, os atendentes são ágeis e bem dispostos. Porém qualquer outro requerimento diferente do padrão, tal como “uma cadeira extra” ou “uma mudança de mesas”, será, por vezes, prontamente ignorado. Por esse motivo, e para a infelicidade de qualquer pessoa nesta situação, o cliente terá que ser mais pró-ativo e correr atrás de seus desejos, caso contrário, vai acabar, literalmente, esperando sentado. O único alívio nesta infeliz constatação é a intervenção direta do dono que, muito simpático, também perambula pelo salão da casa durante toda a noite, sendo sempre super atencioso e solícito, resolvendo qualquer desejo (inclusive os que os demais atendentes ignoraram) rapidamente com um sorriso no rosto.

Gastronomia: 3.0/5

Carnes, aves, peixes, bolinhos e diversos aperitivos compõem a carta da casa. São várias as opções de petiscos e sanduíches, tudo na medida certa para acompanhar um belo chopp gelado.

Risotinho (risoto de espinafre com parmesão): 3/5

O tal do risotinho era na verdade um bolinho de risoto, ou seja, um arancine, frito e recheado. Seu empanado era normal, sem nada de mais nem de menos, estando crocante e deveras seco, detalhe que é sempre uma grande vantagem quando falamos de frituras. Com um sabor legal de espinafre (e por legal eu quero dizer não exagerado e nem por demais discreto), o prato pecava um pouco na ausência do prometido parmesão. A falta do sabor especial do queijo e de sua textura única criavam uma dependência quase que mandatória dos bolinhos por algum molho extra, preferencialmente servido à parte, que fosse capaz de realçar seus sabores e, provavelmente, transformar os bolinhos em uma verdadeira sensação das noites.

Italianinho (file à parmegiana à palito): 4/5

Com uma carne fininha, bem gostosa e bem limpa, o filé brilhava! Seu molho de tomate era bom, completava a carne e não deixava a combinação em nada ácida, fornecendo apenas aquele toque maravilhoso do fruto que qualquer fã de cozinha tanto preza. Admito sim, que ele poderia ser um pouco mais líquido, deixando o conjunto mais suave, e estar presente num volume considerávelmente superior, possibilitando um melhor aproveitamento de todos os distintos sabores que compunham o prato, mas ainda assim, também admito que ele era o suficiente para arrancar um suspiro de prazer de seus degustadores. Para completar, o empanado da carne, assim como a própria, foi extremamente bem executado, caindo muito bem quando em conjunto do queijo e do presunto que, devidamente preparados e em suas quantidades ideais, eram formidavelmente sentidos em todas as garfadas.

Filé ao molho gorgonzola (panhoca): 4/5

Existem duas opções com diferentes valores para esse prato: o filé ao molho servido dentro da panhoca (um grande pão redondo do qual retira-se o miolo) ou acompanhado de torradinhas. Optamos, claro, pela delícia que é a panhoca, um pão avantajado de cerne macio e uma casquinha mais crocante que, felizmente, compõe muito bem a função de uma barquete para o filé e seu molho. Sua carne estava muito boa, no ponto certo, cortada em deliciosos cubinhos de tamanho correto e muito bem imergida em seu molho de gorgonzola. O porém do prato fica justamente por conta de seu molho, onde o paladar do queijo poderia ter sido melhor dosado, deixando seu sabor final um pouco mais presente e sua textura mais cremosa, evitando uma possível necessidade de se adicionar um pouco de maizena (ou trigo) à já enfraquecida pasta, e permitindo então que esta cumpra seu papel com maestria, apenas retocando o paladar oferecido pela tão aclamada combinação de uma carne bem feita e um maravilhoso pão.

Mini torta Brownie Canachie: 1/5

Ordinário! Existe uma máxima simples que, cada vez mais, vem se mostrando realidade: Quem gosta de cerveja não gosta de doce. Bom, eu acredito que se é ruim, não deveria estar no cardápio, e esta é uma das opções oferecidas pela casa que me fazem perguntar se realmente valeria a pena estar lá. Era simplesmente uma vergonha o que nos foi servido, e igualmente vergonhoso chamar aquilo de brownie. Não era feito com castanhas ou nozes, não estava em um ponto diferenciado, nem parecia feito dentro da própria casa. O compacto bolinho com ares de industrializado tinha um gosto sem graça de chocolate meio amargo com damascos ressecados em seu interior, sua textura era um padrão de sobremesas danone e suas três bolas de sorvete, que já haviam derretido em algum outro momento de sua existência, agora conferiam uma desagradável textura de sorvete re-congelado à iguaria. Isso sem questionar a combinação de um tipo de chocolate refrigerado blasè sem muito gosto com as bolas de sorvete de creme igualmente geladas e identicamente sem graça. Uma sobremesa que, além de bem diferente do “brownie coberto com ganache de chocolate” explicado pelo garçom, deveria ser imediatamente expurgada do menu da casa.

Custo Benefício: 3/5

Os petiscos eram bem elaborados e de valor elevado. O filé com gorgonzola na panhoca, por exemplo, custava R$50, e poderia alimentar talvez 3 pessoas, ainda deixando espaço para algo mais. Na sua maioria os petiscos estão entre R$30 e R$60, geralmente elaborados para um correto rateio dos volumes e custos que, ao final, acabava resultando num valor agradável. O ticket médio fica em torno dos R$45, sem bebidas alcóolicas.

Dicas:

Se possível, afinal a casa quase sempre está abarrotada de pessoas, escolha uma mesa onde o volume dos auto-falantes do estabelecimento não prejudiquem uma boa prosa. Petisque à vontade e esqueça das sobremesas! A casa definitivamente é um excelente lugar para confraternizar com amigos ou colegas, comer um pouco de cada coisa e aproveitar para tomar um chopp gelado depois daquele dia de trabalho.

post and review by Eduardo Boaventura & Path Tôrres
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Uma resposta para “Café do Carmo

  1. Obrigado pelos comentarios e suas criticas construtivas, a respeito da sobremesa foi refeita ,aacredito que esteja agora de acordo, gostaria de convida-los para em outra oportunidade experimenta-la, Abraco cordial, Lincoln

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