Seu Jorge

NOTA GERAL: 3.4/5

Avenida Fleming, 175 – Ouro Preto – Belo Horizonte – MG | Tel: (31) 3498-4373

Localização e Ambiente: 4/5

O Seu Jorge é um bar estilo carioca-copacabana-bossa-nova, com sua decoração litorânea, uma ampla varanda, múltiplos quadros e caricaturas nas paredes, além é claro, dos sempre bem vindos copos lagoinha. A casa oferece uma privilegiada localização, no centro do principal pólo gastronômico da Pampulha, numa avenida abarrotada de estabelecimentos para os mais variados gostos. Sendo assim, e graças a essa concentração de bares e restaurantes, estacionar próximo da casa escolhida se torna um verdadeiro caos, tornando frequentes as voltas pelos quarteirões da região e, provavelmente, uma inevitável e não tão bela caminhada. Conhecemos o Seu Jorge graças ao Circuito Gastronômico da Pampulha de 2011, e você poderá conferir nossas primeiras impressões à respeito de localização e ambiente clicando aqui.

Atendimento: 3/5

Nosso garçom parecia um pouco estreante, caracterizado por uma leve timidez típica dos novatos. Ainda assim, a casa conseguia imprimir um atendimento extremamente proativo, simpático e educado, sempre oferecendo sugestões diversas e boas explicações de seus pratos. Para completar sua cozinha imprimia um padrão ágil e muito satisfatório, principalmente se considerarmos o movimento absurdo vivenciado pelo estabelecimento durante nossa visita.

Gastronomia: 3.0/5

A especialidade da casa são os petiscos, com variados tipos de carnes e guarnições. Entre as sugestões, estavam a costelinha, as iscas de frango e as brusquetas, todas descritas nesse post. Além disso, haviam pasteizinhos, fritas, mandioca, carnes vermelhas, bolinhos e várias outras porções para não deixar ninguém com fome.

Frango Especial “Seu Jorge” (iscas de filé de frango empanado com mel e molho especial): 5/5

Não existe nada mais satisfatório que pedir um petisco degustado há mais de ano e validar que a casa mantém o mesmo apreço e qualidade no prato requisitado. O petisco era simplesmente delicioso, muito semelhante à versão experimentada durante o Circuito Gastronômico da Pampulha de 2011, um prato simples e encantador. Seu sabor e textura se mantinham perfeitos, com as iscas em tamanho e ponto mais que ideais, e uma carne macia e bem temperada. Sua capa crocante empanada ressaltava um ritmo bastante temperado de petisco e seus molhos, única real diferença do exemplar antigo, eram agora servidos separadamente, tendo o mel disposto à parte num potinho, juntamente com o estupendo barbecue da casa. Isso permitia então que seus clientes dosassem o toque agridoce do prato, possibilitando que, numa mesa dividida, as pessoas escolhessem individualmente como temperar suas simpáticas iscas.

Costelinha Defumada Seu Jorge (Costelinha suína defumada e grelhada, regada ao molho barbecue, acompanhada de batata frita): 2/5

Uma grande costela, cheirosa porém diferente da elevada expectativa que sustentada. Seu molho barbecue, o mesmo utilizado no frango supracitado, era simplesmente perfeito, digno de aplausos e razão suficiente para se visitar a casa sem se importar com possíveis distâncias elevadas de deslocamento. O molho por si só já se tornava razão suficiente para uma extremamente alta expectativa à respeito de uma costela que, geralmente, é defumada junto de seu molho, tendo então o paladar deste impregnado entre os liames de suas fibras. O porém aqui fica justamente por conta da opção da casa de temperar a costela com o famoso e tão bem falado ingrediente apenas instantes antes de ser servida à mesa, resultando apenas num mal aproveitado conjunto. Para completar, seu tempo de forno poderia ser contestável, sua carne não dissolvia na boca nem se encontrava macia ou desfiando ao toque do garfo, criando um exemplar de costela por demais decepcionante. Ao menos seu acompanhamento, as formidáveis batatinhas, eram de muito bom gosto, artesanais e fritas com muito cuidado, resultando num excelente complemento para um ator principal não tão excelente assim.

Brusquetas “Seu Jorge” (carne seca com catupiry ou tradicional tomate): 2/5

O prato era um caos! Tanto esteticamente quanto gastronomicamente. Pedimos as 10 brusquetas divididas entre os dois sabores existentes, e recebemos um turbilhão de ingredientes que pareciam um naufrágio de algumas fatias de pão em um espesso rio de queijo. Seu pão era muito aquém da expectativa de uma bela torrada, se encontrando por demais amolecido e aparentando não receber qualquer preparo em especial. Seu exagero de queijo, especialmente da mussarela, completava a textura infeliz do prato criando um grande amontoado de ingredientes sem propósitos. Para finalizar o já desandado prato, seus recheios eram simplesmente jogados sem muito esmero sobre as fatias, formando um conturbado conjunto de tomates fatiados e pouquíssimas folhas de manjericão e um igualmente confuso amontoado de catupiry com picos da carne seca e desfiada da casa.

Custo Benefício: 4/5

O Seu Jorge é um bar bem econômico, com chopp e cervejas em um excelente preço, e petiscos que variam de R$15 a R$50. Tudo pode ser rateado, afinal tudo é feito para mesas de 4 ou 5 que pretendem beber muito e comer aos poucos. O ticket médio, sem bebidas, fica em R$20, bastante justo para a qualidade e quantidade da refeição.

Dicas:

Vá cedo ou prepare-se para esperar em pé. Leve vários amigos, escolha um motorista e regue sua noite ao chopp da casa muitíssimo bem acompanhado de variados petiscos. Ah, e se possível, experimentem o charmoso molho de churrasco da casa.

post and review by Eduardo Boaventura & Path Tôrres
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