Bar do Véio

NOTA GERAL: 2.7/5

www.bardoveio.com.br
Rua Itaguaí, 406 – Caiçara – Belo Horizonte – MG | Tel: (31) 3415-8455

Localização e Ambiente: 2/5

O Bar do Véio fica localizado em um lugar distante do polo gastronômico habitual, fugindo da rota Savassi-Lourdes que a cidade vem tomando como principal nestes últimos anos. Ainda assim, a casa sempre teve um destaque especial, especialmente após numerosas participações de bom desempenho nos festivais do Comida di Buteco. Graças ao seu point isolado, o estabelecimento é relativamente fácil de se estacionar, mesmo levando em conta que suas ruas próximas sejam estreitas e o próprio bar gere movimento suficiente para enche-las. O imóvel é constituído de uma casa e um galpão anexo, provavelmente adicionado depois da constatação da crescente demanda do lugar, ambos decorados sobre a linha da extrema simplicidade, se assemelhando bastante àqueles tradicionais bares interioranos onde os moradores da região se reúnem para falar alto e beber uma cerveja em pé no balcão.

Atendimento: 4/5

A casa oferece um modelo de atendimento clássico de bar, com um apelo simples para o público já fidelizado à casa. Seus garçons eram simpáticos, educados, presentes e espertos. Ainda que nenhuma sugestão tenha sido feita, provavelmente sabendo da fama do lugar e da consequente tendência dos pedidos não diferirem muito dos famosos pratos do festival, seus atendentes se esforçavam para manter um agradável relacionamento com seus clientes, sempre perguntando, oferecendo e checando sua constante satisfação.

Gastronomia: 2.3/5

Especializado em petiscos, o bar tem um cardápio variado, com opções de carnes, aves, peixes e bolinhos, compondo excelentes aperitivos para serem divididos. Existem, além disso, opções de carnes com acompanhamentos, ideal para 2 ou mais pessoas iniciarem um ótimo almoço em família. Para finalizar, pequenas mousses e pavês artesanais, muito gostosos e realmente diferenciados do padrão buteco belo horizontino.

Espetando bolinha (Almôndegas empanadas com queijo e espetinhos de frango com queijo): 3/5

Espetando bolinha (Almôndegas empanadas com queijo e espetinhos de frango com queijo)

Começamos experimentando o prato do Comida di Buteco desse ano, que em Minas teve como ingrediente principal o nosso querido e amado queijo. Nesse prato, realmente, todo o toque mineiro provinha desse queijo, já que o restante dos itens, com exceção de uma decorativa couve, não tinha nada muito típico de nosso estado. Iniciando então pelo empanado da almôndega, que era simplesmente sensacional, as bolinhas de carne eram individualmente revestidas de um igualmente excelente queijo que, junto com o empanado seco e sem sombra de dúvidas diferenciado, formavam por si só uma excelente dupla. Uma pena era sua carne deixar tanto a desejar, sem um sabor diferenciado e não tão macia quanto gostaríamos, as redondinhas não conseguiam nada além de um suspiro desapontado por sua contestável qualidade. Por outro lado, a execução do espetinho de frango era boa, com uma carne bem cortada e um queijo muitíssimo bem distribuído, mas seu empanado não brilhava como o da almôndega, se assemelhando muito a qualquer versão comumente encontrada em congelados. No geral um prato muitíssimo mal servido que, acompanhado de dois molhos, um tártaro e um de tomates, não era suficiente nem para uma dupla de pessoas já satisfeitas.

Cada um no seu quadrado (Bolo de carne recheada com queijo e bacon, bolinho de mandioca com parmesão): 2/5

Cada um no seu quadrado (Bolo de carne recheada com queijo e bacon, bolinho de mandioca com parmesão)

Um petisco simplesmente enorme!!! O prato, que foi vencedor do 3º lugar no Comida di Buteco 2009, levava uma carne que lembrava a da almôndega previamente descrita, mas num modelo recheado com bacon. O grande quadrado de carne era ainda mais decepcionante que suas irmãs, se mostrando seco, nada suculento e tornando-se intragável depois de algumas mordidas – o que era ainda agravado pela enorme quantidade de carne no prato. Numa possível tentativa de se disfarçar a contestável qualidade da carne escolhida pela casa, o enorme par de bolos era servido acompanhado de uma fatia de queijo e uma generosa porção de molho de tomate. Se para as almôndegas a proporção era agradável, aqui sua fina e única fatia de queijo era completamente ignorável, tendo apenas certa variação de paladar oriunda de seu espesso molho de tomate sutilmente apimentado. Para acompanhar, simpáticos bolinhos de mandioca (pequenos e escassos para a avantajada porção de carne) tinham sua correta degustação negativamente influenciada pela soberania carnívora.

Filé à Parmegiana (com arroz branco e purê de batatas): 2/5

A primeira das carnes com qualidade satisfatoriamente aceitável que, como dita o clássico, era acompanhada de um molho de tomate, presunto e queijo. Esta, que era a terceira versão diferenciada de molho de tomate servido pela casa, resultava numa iguaria muito semelhante à tradicionalmente observada nas pizzarias, com seu paladar leve muito mais focando na fruta e em sua textura sutil. Seu purê de batatas, por outro lado, não mantinha o nível de prazer até então descrito, com uma textura por demais amolecida e seu quase nulo paladar de batatas, o gosto final do prato era por demais amenizado pela combinação de arroz branco (uma péssima combinação para o parmegiana, mas também uma parceria inevitável se considerarmos o público alvo da casa) e seu questionável purê. Um prato infeliz que, apesar de muito bem servido, só merecia um semblante de destaque por sua boa, mas não mais que isso, carne.

Custo Benefício: 3/5

Enquanto os petiscos ficavam na faixa de R$20 a R$35, os pratos para 2 ou mais pessoas poderiam chegar aos R$60. Considerando o rateio desses custos, já que não existe nenhuma porção individual na casa, obtemos um custo/benefício extremamente válido,  alcançando um ticket médio de R$40 por pessoa para se comer, digamos, bastante. É importante notar que a inconstância do volume das porções servidas pode agravar a infelicidade (ou felicidade) de algumas pessoas que esperavam se saciar com determinados pedidos.

Dicas:

Vá num almoço de domingo, ou para butecar durante a noite. Dê preferência para visitar o estabelecimento acompanhado de vários amigos ou familiares, especialmente aqui onde a maioria dos itens da carta são projetados para se partilhar.

post and review by Eduardo Boaventura & Path Tôrres
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