Kei

NOTA GERAL: 3.6/5

Rua Bárbara Heliodora, 54 – Lourdes  Belo Horizonte – MG | Tel: (31) 3337-4000

Localização e Ambiente: 5/5

Localizado dentro do pólo gastronômico mais ativo da capital o bar/restaurante é uma fusão de gastronomia e lounge. Graças a seu ambiente descolado, seu público jovem de alto poder aquisitivo e certo funcionamento relativamente estendido comparado ao horário padrão belo horizontino, a casa se tornou uma excelente opção para se comer antes ou depois de uma festa. Sua decoração leva um toque oriental moderno, com pinturas nas paredes e uma paleta de cores bem escura. O estilo intimista mantém mesas próximas, sofás e ainda um deck baixo na parte externa, ideal para noites estreladas. Vale dizer, no entanto, que apesar de toda a atratividade, o grande porém fica por conta de estacionar, já que ali estão reunidos vários dos mais famosos estabelecimentos da cidade, tornando as vagas algo disputado a tapas. Para aproveitar a noite e poder desfrutar do belo saquê da casa, pegue um taxi, evitando stress e pelo menos 15 voltas no quarteirão.

Atendimento: 3/5

Pegamos um garçom estreante, num dia de movimento regular (ou seja, muitas pessoas, porém algumas mesas ainda desocupadas), que conseguiu se sair muitíssimo bem em sua função. A casa distribui suas mesas em pontos abertos e de fácil visualização, tendo atendentes exclusivos para cada um de seus ambientes, garantindo que sempre exista alguém de olho em qualquer aceno. Outro destaque fica por conta da cozinha que, mantendo boa relação com sua equipe de salão, conseguia agilizar seus pedidos frios e quentes e entrega-los num ritmo excelente. Por fim, um atendimento funcional e ágil.

Gastronomia: 3.5/5

O Kei serve pratos típicos da culinária japonesa com alguns toques brasileiros. O cardápio tem várias opções de combinados de sashimis, sushis e harumakis (entre outros), e também combinados de robata, permitindo que o cliente prove vários sabores sem ter que pedir porções grandes dos mesmos.

Hot Filadélfia (salmão, cream cheese e cebolinha, empanado): 3/5

Hot Filadélfia (salmão, cream cheese e cebolinha, empanado)

Iniciando pela porção clássica abrasileirada da culinária japonesa, tão frequentemente requisitada por aqueles que ainda estranham o paladar do cru por completo, a casa se mostra tímida. Ainda que muito bem feita, delicada e com um empanado bem crocante, a combinação da casa não conseguia surpreender em nada. Mantendo suas proporções num patamar interessante, especialmente do cream cheese que tende a ser super dosado, o prato não se enquadrava como enjoativo, tendo seu salmão agradavelmente rosado e de cerne ainda cru. Suas texturas se completavam como o esperado, trazendo pontos distintos ao longo de sua degustação, enquanto a alga e o arroz traziam certa neutralidade ao pequeno roll. O prato era bem servido – para uma entrada – e que não fugia muito do volume servido em praticamente todas as casas de culinária japonesa existentes.

Combinado Tirashi (15 fatias variadas de peixe, 1 kani): 4/5

Combinado Tirashi (15 fatias variadas de peixe, 1 kani)

Assustadoramente bem servido, o combinado era constituído de 15 fatias de sashimi, um kani e uma porção de gohan, todos separados e servidos para que o cliente montasse suas próprias peças, de maneira a dosar seu arroz e escolher seu peixe. Começando por um salmão extremamente questionável, de gosto não tão fresco e corte ridiculamente mal feito, a casa oferecia uma primeira impressão digna de dó. As fibras do peixe em questão não atribuíam a suavidade esperada ao corte e sua espessura exagerada não ajudava muito na experiência decepcionante de se degustar suas fatias. Se de um lado o salmão deixava uma péssima impressão, do outro, seu peixe branco não poderia ser considerado inferior ao delicioso, com textura e sabores ideais alem de uma tonalidade muitíssimo atraente. Ainda assim, quem realmente merecia protagonizar o prato era o igualmente clássico peixe arroxeado, o atum, que de sabor não menos que soberbo, chegava até mesmo a compensar todos os deslizes até então encontrados. Por fim, e para acompanhar as carnes, um arroz temperado com pedaços de nori e gengibre deixava margem para certo questionamento acerca de seu paladar, não tão agridoce quanto o esperado e de toque relativamente exagerado no vinagre. Um prato bom que, salvo deslizes, poderia ser considerado perfeito.

Robata I (salmão c/ queijo, Lula c/ shimeji e Acelga): 4/5

Robata I (salmão com queijo, Lula com shimeji e Acelga)

A teórica especialidade da casa foi servida em um combinado, juntando três sabores que poderiam ser pedidos individualmente. A primeira utilizava como base o tradicional salmão, muito diferente de sua versão supracitada. A carne se encontrava maravilhosamente selada, trazendo uma textura simplesmente sensacional, e um recheio muito bem dosado de queijo, atribuindo sabor correto sem massacrar o paladar suave do peixe. Passando então do tradicional para uma combinação relativamente negligenciada pela maioria de seus clientes, a robata de acelga com bacon era simples e, digamos, perfeita. Grelhada de forma extremamente eficaz, a hortaliça tinha suas extremidades sutilmente tostadas e seu interior ainda suculento, conseguindo ser temperada de maneira soberba pelo eventual toque do bacon que executava apenas o papel de um tempero, deixando abertura completa para o gosto forte e maravilhoso da planta. Para finalizar o conjunto a robata de lula com shimeji não mantinha o padrão até agora vivenciado, se tornando o integrante mais blasé do combinado. Com seus cogumelos muito pouco temperados e uma lula simplesmente fora do ponto, emborrachada e extremamente ressecada, o prato infelizmente não conseguia atingir a marca de perfeição até então apresentada.

Tempura de brigadeiro: 3/5

Tempura de brigadeiro

Uma exótica combinação muito bem servida e perfumada. O prato, que nada mais era que dois pirulitos empanados e recheados de brigadeiro, era uma das poucas opções diferenciadas e exóticas da casa. Com um recheio feito de um brigadeiro diferenciado, de consistência maravilhosa e tonalidade bastante escura, o prato não se portava como algo enjoativo. Seu porém fica somente por conta de um empanado muito distante daquele oferecido nos clássicos tempuras, com um sabor forte, uma textura engordurada e aroma muitíssimo perfumado de laranja. Ainda assim, uma FELIZ NOVIDADE, em uma sobremesa que serve no mínimo 2 pessoas.

Custo Beneficio: 3/5

Como todo japonês que se preze, o valor dos pratos é alto, porém diferente da massa, eles são realmente bem servidos. Os combinados vão de R$40 a R$100, podendo servir de 3 a 5 pessoas, e as porções de 8 peças de sushis, sashimis e harumakis, por exemplo, não chegam aos R$30, servindo para uma entrada partilhada ou como parte de uma composição individual.

Dicas:

Reserve ou chegue cedo, para não ter que fazer parte da relativa fila na porta. Vá com tempo e com várias pessoas, para que vocês possam desfrutar dos combinados e provar um pouquinho de cada especialidade da casa. Recomendamos, realmente, as robatas e, é claro, sua diferenciada sobremesa.

post and review by Eduardo Boaventura & Path Tôrres
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s