Via Cristina

NOTA GERAL: 3.5/5

www.viacristina.com.br
Rua Cristina, 1203 – Santo Antônio – Belo Horizonte – MG | Tel: (31) 3296-8343

Localização e Ambiente: 3/5

No coração do Santo Antônio, o bar fica em meio às ruas movimentadas do bairro, próximo a vários outros estabelecimentos com defesa semelhante à do Via Cristina. Seu diferencial, no entanto, é um enorme acervo de cachaças, evidenciado pela decoração que preenche com alegres garrafas do líquido transparente todas as longas e incrivelmente altas paredes do estabelecimento, compondo uma verdadeira perdição para os amantes desta quente água. Ao longo do amplo salão, mesas tradicionais e muito funcionais agrupam todos os nichos da cidade, desde os mais velhos que buscam degustar uma boa cachaça até os mais novos que procuram butecar em dias e noites regados à cerveja gelada.

Atendimento: 3/5

Nossa visita se estabeleceu em um momento de extrema calmaria, ao final de uma noite de domingo. Por esse motivo, tivemos um atendimento mais que exclusivo, com garçons se mostrando consideravelmente atenciosos e um pouco distantes. Com uma interação mínima, ficando basicamente na intermediação cliente-cozinha, a casa não surpreende nem desaponta no quesito, apenas perde a grande oportunidade de uma simpática interação com sua clientela, algo sempre tão bem visto pelos mais tradicionalistas da capital mineira.

Gastronomia: 3.8/5

O bar é especializado em petiscos, combinados para almoço e jantar (compostos de carnes e guarnições variadas) e nos muitos, muitos rótulos de cachaça. As opções são infinitas, atendendo realmente desde os mais restritos até os mais exóticos.

Mini-pastel de mandioca (Raulzito e Napolitano):  5/5

Mini-pastel de mandioca (Raulzito e Napolitano)

Mini mesmo. Os pasteizinhos pareciam uma porção coquetel daquelas servidas em festas com buffet escasso, como um minúsculo risole de dois diferentes sabores. O primeiro e tradicional da casa, o raulzito, era composto de carne de sol, uma combinação infalível para a massa de aipim, e que é capaz de enlouquecer quase qualquer mineiro. Notem no “quase”, ali posto devido ao fato do pastel não conter queijo, e, como todos já sabem, queijo por essas bandas é considerado o tempero ideal para tudo. Ainda assim, um soberbo pastel de carne de sol, muito bem dosado com sua massa. Já nossa segunda opção, o não tão tradicional napolitano, era uma combinação de tomate, queijo, orégano, azeitona preta e passas, colocando o pézinho para fora do ordinário e criando uma combinação que ouso dizer superar o estupendo, repleta de sabores e texturas maravilhosos, extremamente bem dosadas e ainda com um toque extra de salgado – proveniente das azeitonas – que, além de criar uma sutil contrapartida com as passas, ia de encontro à perfeita neutralidade da mandioca. Ah sim, e para finalizar, a massa, que em ambas as opções era deliciosa, bem crocante e fresquinha, podendo estar somente um pouquinho mais seca para atingir a perfeição.

Coração de Leão (coração de galinha empanado recheado de provolone):  4/5

Coração de Leão (coração de galinha empanado recheado de provolone)

A generosa porção de coraçõezinhos era uma excelente demonstração do cuidado e da criatividade da casa no preparo de seus pratos. As delicadas pecinhas de carne eram individualmente recheadas e empanadas, e chegaram à nossa mesa na medida do possível sequinhas e crocantes. A iguaria, para quem gosta, estava no ponto, tenra, macia e muito bem temperada. No entanto, o prato ainda deixara a desejar em alguns pontos, como em seu empanado que, por não conseguir a espessura desejada, acabou se tornando ignorável dentro do conjunto (além de não conseguir adquirir a textura ideal, atribuindo um infeliz sabor de óleo acumulado nas mordidas). Outra infelicidade foi seu relativamente apagado recheio, que, seja pela ínfima quantidade de queijo ou pela presença forte da carne, simplesmente não conseguia um destaque tão relevante como os corações. Ainda assim um excelente prato, novamente criativo e inusitado, que por si só já coloca o Via Cristina como um ótimo buteco para se degustar diferentes petiscos.

Super Via Cristina (500g de carne, fritas, vinagrete e farofa de torresmo):  3/5

Super Via Cristina (500g de carne, fritas, vinagrete e farofa de torresmo)

O descrito como grande – porém não tão grande assim – combo era uma porção média de carne, fritas, vinagrete e farofa de torresmo, compondo uma boa pedida para almoçar ou jantar. Estrelando uma excelente picanha, num excelente ponto um pouco tendencioso ao bem passado (mais ainda assim molhadinho e suculento), o prato era o bastante para garantir sorrisos em seus requisitantes. A carne era ainda agregada de uma fina capa de gordura, como é de se esperar de uma picanha, atribuindo mais sabor à peça sem influenciar muito em sua quantidade. Seu paladar era presente, salgado e seu corte fino era um delírio, ideal para acompanhar uma farofa de torresmo não mais que justa, composta por farinha de milho e nacos de crocante de porco, fazendo jus à combinação tão batida de carne, farofa e batatinhas. Uma porção saborosa e tradicional, que poderia alimentar bem (juntamente com uma prévia entrada) até 3 pessoas, mas que, indo contra a experiência de até agora, não se diferenciava em nada de qualquer exemplar servido por aí.

Banana assada com leite condensado e canela: 3/5

Banana assada com leite condensado e canela

A sobremesa básica das churrascarias era o que era. Uma banana levada ao forno (ainda na casca), temperada com canela e banhada por leite condensado. Obviamente a margem de erro era mínima, e a combinação foi um ótimo encerramento para a petiscagem. A fruta estava macia, bem quentinha e saborosa, com o toque acentuado e estupendo que só a canela poderia trazer. O leite condensado, no entanto, era digno de questionamentos, talvez pela marca suspeita que não nos foi informada ou por uma prévia diluição deste pela casa, o prato perdia a belíssima oportunidade de trazer sua textura única e cremosa ao conjunto.

Custo Benefício: 4/5

As porções são generosas, porém também custam mais do que o esperado e visto na região. Os combinados ficam por volta dos R$70, servindo no máximo três, e as porções de petiscos e aperitivos vão de R$10 a R$40. O ticket médio, sem bebidas, fica em torno dos R$30, porém ir numa cachaçaria ou bar e não beber é uma tarefa árdua para a maioria dos mineiros, que tendem a dobrar seu custo.

Dicas:

Excelente para grandes grupos, para provar os diferentes rótulos de cachaça e é claro, petiscar bastante com os amigos. O coraçãozinho, assim como os pastéis de mandioca, são exclusividade do lugar, então não deixem de provar!

post and review by Eduardo Boaventura & Path Tôrres
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