Duke’n’Duke – RW 2013, 1ª edição

Volta a cidade o festival democrático da gastronomia, o Restaurant Week! Entre os dias 25 de fevereiro e 10 de março, você poderá provar um menu degustação nos melhores restaurantes de BH por R$34,90 no almoço e R$47,90 no jantar! Para clientes Mastercard Black e Platinum, haverá uma pré-week, do dia 18 ao dia 24 de fevereiro. Faremos um estilo de postagem especial, como de costume durante festivais, e daremos as melhores dicas para que você saiba aonde ir durante essas semanas. Caso você deseje que visitemos algum restaurante específico do festival, deixe seu recado ou mande um e-mail para ondecomo@gmail.com, e não se esqueça de falar qual menu (noturno ou diurno) você gostaria que fosse avaliado. 

NOTA GERAL: 2.8/5

Menu ALMOÇO

Sobre o Duke’n’Duke:

O Duke’n’Duke é uma hamburgueria e um pub irlandês, localizada perto da Savassi, com um cardápio completamente irresistível de sanduíches e cervejas. Já visitamos a casa várias vezes e voltamos em todos os festivais, já que o Duke costuma lançar novos hambúrgueres a cada edição do Week. Para conferir nossas impressões à respeito da localização, ambiente e atendimento, clique aqui.

Gastronomia:

Como falamos, o Duke serve hambúrgueres dos mais diferentes tipos, com carnes tradicionais, modelos dupla-face (duas carnes fundidas), pães (de hambúrguer, francês, australiano) e outros ingredientes bem diversificados. Existe até uma versão vegetariana, em um hambúrguer feito com legumes. Os sanduíches vêm acompanhados de batatas, que podem ser customizadas pelos clientes (que escolhem o formato – chips ou fries – e o tipo de sal utilizado – cítrico ou apimentado). O pequeno local também serve pratos, além de petiscos e sobremesas deliciosas.

Entradas:

Espetinho de frango crocante com guacamole: 3/5

Espetinho de frango crocante com guacamole

Durante os weeks que visitamos, as entradas nunca foram o forte do Duke, sempre muito sem graças e, normalmente, muito pequenas. Essa edição foi uma agradável surpresa, com porções não tão reduzidas e bem mais criativas. Os simpáticos espetinhos são servidos em copos de dose que, por mais bonitos que sejam, pecam um pouco no quesito da funcionalidade, transformando a ação de se molhar o frango no molho em um moroso processo. Facilidades de lado, seu franguinho estava super tostado, talvez até tostado de mais, atribuindo um pouco do paladar da farinha queimada no óleo em cada uma de suas mordidas. Ainda assim sua camada externa era inegavelmente crocante, enquanto seu interior se mostrava satisfatoriamente macio. Para acompanhar os espetinhos, uma guacamole por demais benzida no limão, uma boa solução para suavizar o gosto do abacate e distancia-lá do padrão tradicional das guacamoles geralmente mal aceito pelos brasileiros. O resultado então eram espetinhos queimados de frango muito bem acompanhados de um creme de abacates com gosto de limão, que para completar eram finalizados por cubinhos de tomate, uma excelente escolha para combinar com o cítrico das frutas sem mascarar em nada o resultado final do prato.

Creme de abóbora com carne seca: 3/5

O creme tinha uma textura boa e bastante firme, combinando muito bem com a carne. A clássica combinação tinha um toque mais adocicado o gosto característico da abóbora, que trazia certa leveza ao conjunto com seu aveludado maravilhoso. Para completar, seu contraste com a carne se mantinha um pouco abaixo da expectativa, afinal, a carne estava ressecada, dura, e completamente dessalgada, deixando que seu tradicional gosto forte, tão perfeito para ir de encontro com o igualmente forte tom da abóbora, se tornasse completamente ignorado pela fruta.

Prato principal:

Hermeto (Pascoal) Burger de Picanha recheado com queijo Bel Paese, creme de cogumelo funghi e alface americana no pão com gergelim preto: 4/5

Hermeto (Pascoal) Burger de Picanha recheado com queijo Bel Paese, creme de cogumelo funghi e alface americana no pão com gergelim preto

O hambúrguer era alto e farto, com batatinhas fries bem gordinhas e salgadas, montadas de uma maneira bem especial. Na primeira mordida, sentimos a diferença na nova carne da proposta, e, de fato, o hambúrguer de picanha em si era delicioso! A picanha é um pouco mais dura do que a carne de hambúrguer padrão da casa, trazendo um toque um pouco mais firme e muitíssimo bem impactado pela quantidade farta de queijo e de molho do exemplar, que contrastavam idealmente com o conjunto elaborado. Tudo era acompanhado de um molho de funghi que simplesmente não tinha defeitos, de gosto forte e textura variando do aveludado do molho ao gelatinoso dos cogumelos. No entanto, e como nem tudo são flores, suas quantidades poderiam ser alteradas, o exagerado volume de molho transformava o Hermeto em uma das mais enjoativas criações da casa, que apesar de saborosíssima se tornava praticamente intragável em seus momentos finais. Ah! E não podemos esquecer do sabor exótico do queijo, que também merecia muitos pontos, amenizando o paladar forte do conjunto e tornando tudo muito mais harmônico.

Sobremesas:

Torrone Duke de amendoim com sorvete de creme: 2/5

O nomeado torrone era uma amostra grátis disfarçada pela grande bola de sorvete que o acompanhava. Deixando de lado que aquilo servido não era muito um torrone, se assemelhando mais a um pé de moleque fresco, a sobremesa ainda assim tinha seus defeitos. A combinação deste com sorvete era débil e desleixada, mostrando que o empenho estava completamente voltado para a criação de um novo sanduíche, e não para a elaboração de uma sobremesa. Sua montagem no prato era digna de lágrimas e seu descaso com a nomenclatura no mínimo decepcionante, o torrone Duke era, especialmente depois de um sanduíche daqueles, completamente dispensável.

Mini burger fry de sorvete de limão com ganache de chocolate: 2/5

Mini burger fry de sorvete de limão com ganache de chocolate

A sobremesa criativa do Duke esse ano era como um tempura de sorvete de limão, com um nome mais voltado para o negócio da casa. O burger fry era então uma bola de sorvete empanada e frita, que assim como a outra sobremesa, havia sido debilmente decorada com uma deslocada calda de chocolate. O resultado aqui era tão decepcionante quanto o previamente vivenciado, servindo uma bola de sorvete de limão simples desacompanhada de qualquer coisa que poderia ser nomeada de ganache. Talvez a solução para casa seria de unificar ambas as sobremesas, servindo o pé de moleque, digo, torrone, com esta bola de sorvete empanada, e não com uma bola de sorvete de creme padrão, criando não apenas um toque cítrico que acompanharia muitíssimo bem o doce do chocolate, como também transformando duas sobremesas medíocres numa composição no mínimo, inovadora.

Dicas:

O Duke’n’Duke serve realmente um dos melhores hambúrgueres de BH, se não o melhor. Então você tem que provar. Lembre-se que, no horário de almoço, existem promoções e combos mais acessíveis, e o atendimento é bem mais personalizado. Para à noite o ideal é se preparar para um valor final muito mais elevado, provando os chopps e cervejas da casa com amigos e companheiros.

post and review by Eduardo Boaventura e Path Tôrres

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