Bacon Paradise

NOTA GERAL: 2.9/5

Rua Montes Claros, 1004, Lj 4– Anchieta  Belo Horizonte – MG | Tel: (31) 3327-4333

Localização e Ambiente: 2/5

Em uma rua bastante popular para bares e restaurantes, o Bacon Paradise escolheu uma parte mais calma do caos geralmente aplicado à Montes Claros. Em meio a uma área puramente residencial, a esquina movimentada se destaca e ganha espaço entre as famílias e casais do bairro. O espaço é decorado de maneira muito simpática, defendendo de maneira muito bem humorada a proposta do local, com cartazes adaptados de Black Label para Bacon Label, e porquinhos de pelúcia sobre o balcão. Seu ambiente cheira tão quanto pode soar ofensivo para os vegetarianos, tornando praticamente impossível para os carnívoros passarem em frente sem ao menos dar aquela espiadinha.

Sua estrutura ainda pode ser considerada um pouco fresca, com um simpático deck, algumas mesas sobre a calçada e uma coleção de poréns. Começando pelo pequeno ou nenhum planejamento espacial do estabelecimento, que levou um dos banheiros da casa para seu andar superior – bem ao lado da cozinha -, passando para uma estranha e muito mal alinhada parede levantada para a privacidade do banheiro feminino, que, certamente feita às pressas, acabava por saltar aos olhos até daqueles clientes mais desatentos à respeito de seu acabamento e, finalmente, um inexplicável cano que, quando acionado, liberava uma abundância de água proveniente de seu andar superior em todo o seu deck externo, não apenas molhando completamente todo o ambiente, como sujando ainda mais o estabelecimento.

Atendimento: 2/5

Os garçons são estreantes, e, talvez por isso, não tenham sido suficientes para segurar o movimento louco do dia. No paraíso do Bacon vimos pessoas esperando, comendo em pé e até seus próprios colos, tamanha era a espera do estabelecimento. Se de um lado o movimento insano da noite atrapalhava, doutro, a talvez pequena até demais equipe da casa mantinha sempre o sorriso e bom humor para não afastar os clientes. Se no salão a casa se virava com o movimento, na cozinha o resultado não era tão agradável. Pratos demoravam, chegavam à mesa intervalados e até com ingredientes substituídos sem qualquer consulta com os clientes, um verdadeiro terror logístico que, certamente, deveria ser uma prioridade do estabelecimento.

Gastronomia: 3.3/5

O cardápio “experimental” da casa faz jus ao nome da casa, colocando BACON (sim, em caixa alta) em tudo. Eram entradinhas, hambúrgueres e até mesmo sobremesas com sua dose irresistível da iguaria, aguando os fãs da gastronomia gorda. As entradas contemplavam rolinhos, anéis de cebola e torresmo, enquanto os sandubas eram uma pilha de pura perdição, agradando a todos com originalidade e muito capricho.

Bacon Harumaki (tradicional rolinho primavera ao melhor estilo bacon paradise: recheado de bacon, cheddar e jalapeños. Acompanha molho barbecue): 2/5

Bacon harumaki

Ficamos em dúvida entre 2 ou 3 entradinhas e, sinceramente, acreditamos ter tomado a decisão errada. O que consistia no tradicional rolinho primavera chinês com um recheio ao estilo tex-mex acabou sendo uma boa dose de uma massa engordurada preenchida de forma blá. Seus jalapeños traziam um gostoso suspense à entradinha, e davam um gostinho muito agradável, porém não eram tão amigáveis quando mordidos inteiros, nem sequer contribuíam para o resultado final do prato. Seu bacon era diminuto, deixando ao encargo do queijo a missão de salvar um prato praticamente sem solução, que de maneira vacilante abria sem muitos suspiros a noite.

Monkey business (pão, hambúrguer, bacon, queijo prato, chutney de banana e alface roxa): 4/5

Monkey business

Nosso primeiro sanduíche nos trouxe de volta o bom humor que perdemos na fila por uma mesa. A adorável combinação do pão fresquinho com o hambúrguer extremamente macio era de se comer de joelhos, tendo seu queijo prato muito bem derretido se fundindo perfeitamente bem com os sabores da mistura. Seu destaque, é claro, fica com o contraste formidável do chutney de banana, muito bem feito, docinho e bem cremoso, com o BACON, em tiras fartas e muito crocantes, salgadinhas e muito bem fritas. O resultado era um sanduba direto e grande, com um ar criativo agradável e uma farta porção de carne que, apesar de relativamente distante do melhor hambúrguer da cidade, certamente será uma ótima lembrança da casa.

Burlesco house (uma das melhores pedidas da casa: pão, hambúrguer, queijo cheddar, rodelas de pimenta jalapeños, cebola empanada, bacon frito no açúcar mascavo e alface): 4/5

Burlesco house

A tal “uma das melhores pedidas da casa” foi realmente uma agradável surpresa. Seu pão era australiano, aquele feito com mel e cerveja, atribuindo um toque adocicado sensacional ao conjunto e servindo como meio termo para as sutilmente elevadas doses de jalapeños. O conjunto era ainda acompanhado de um bem dosado queijo cheddar, que não tomava a atenção do sanduíche, e uma soberba cebola empanada, de casquinha bem espessa e crocante. O resultado era um sanduíche onde o suposto BACON, aqui teoricamente frito no açúcar mascavo, se apagava meio às demais combinações, dando abertura àquele que de maneira harmônica combinava seus ingredientes extremamente bem, certamente merecendo o título de carro chefe da casa.

Nutella explosion (brownie de chocolate ao leite e chocolate branco, acompanhado de sorvete de creme e Nutella): 3/5

Nutella explosion

A verdade é que estávamos aguados na outra sobremesa do cardápio, o tal waffle com sorvete e farofa de bacon, mas quando fomos fazer o pedido ele nos foi negado, pois, adivinhem, tinha acabado. Resolvemos consolar nossa frustação provando do brownie, o que pôde encerrar de forma bem doce nossa visita. Um prato simples, discreto e justo, composto por um digníssimo brownie congelado, uma avantajada porção de nutella e uma simples bolinha de sorvete. Uma combinação , digamos, praticamente à prova de falhas.

Custo Beneficio: 4/5

Os preços são justos, principalmente considerando-se o quão bem servidos eram os pratos. Os sandubas ficavam entre 20 e 30 reais, mesma faixa das entradas, enquanto as sobremesas não chegavam nos 20 reais. O ticket médio para se comer bem gira na casa dos R$35 (com entradas e sobremesas rateadas), e sem contar a cervejinha original que parecia tão gelada.

Dicas:

Vá cedo! Primeiramente porque a casa enche, e depois porque seus ingredientes acabam, deixando vocês apenas com a vontade de experimentar aquele prato específico que agora, simplesmente não tem mais. Ah! E evitem qualquer sanduíche com mais de uma carne, além de impossível de se comer sem fazer uma verdadeira lambança, o resultado final do prato é decepcionante, transformando aquela que poderia ser uma excelente combinação num infeliz amontoado de carne.

post and review by Eduardo Boaventura & Path Tôrres
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