Duke’n’Duke – RW 2013, 2ª edição

Em sua segunda edição nesse ano, o Restaurant Week traz 29 opções para almoço e 47 opções para jantar em uma seleção de variadas casas da cidade. O festival acontece entre os dias 26 de agosto e 8 de setembro, mantendo seu menu degustação (entrada, prato principal e sobremesa) com o preço de R$34,90 para a opção diurna e R$47,90 para a noite. Vale lembrar que esse ano, sabe-se Deus porque, existe um tema na Week: “Frutas e Flores”, portanto os menus deverão ter sua criatividade um pouco mais canalizada para cumprir este novo desafio. Durante o festival, nos manteremos dentro de um modelo mais simples de publicações para que vocês possam conferir o maior número possível de casas. Caso vocês desejem que visitemos algum restaurante específico do festival, deixe seu recado ou mande um e-mail para ondecomo@gmail.com, e não se esqueça de falar qual menu (noturno ou diurno) você gostaria que fosse avaliado.

NOTA GERAL: 2.4/5

Menu ALMOÇO

Sobre o Duke’nDuke

Como a badalada hamburgueria lança um hambúrguer a cada edição do festival, é de praxe voltarmos todas as vezes para conferir o que há de novo. A casa apresenta ambiente intimista e a luz baixa, combinando muitíssimo bem com sua proposta e se tornando uma excelente opção de almoço mais calmo, satisfazendo MUITO bem para aguentar a correria do dia a dia. Vale lembrar que o atendimento no almoço – principalmente em dias de semana – é bem mais especial que o padrão decadente que o estabelecimento vêm mantendo durante sua janta, com menos pressa e muitos, muitos sorrisos para os clientes.

Gastronomia:

O Duke é uma hamburgueria pub, com sandubas gourmets grandes e elaborados, alguns pratos e uma bela carta de cervejas. Para o week o estabelecimento optou por uma entradinha básica, com pequenas brusquetas clássicas acrescidas de calabresa, ou um creme de milho com frango. Para o prato principal um sanduba novo, com carne de costela, ou um dos clássicos da casa, com picanha. Para encerrar, a casa oferece a refrescância da mousse de coco ou o adocicado de uma trufa de chocolate.

Entradas:

Brusqueta romana (baguete francesa, linguiça calabresa, tomate com manjericão e alho): 3/5

Brusqueta romana (baguete francesa, linguiça calabresa, tomate com manjericão e alho)

A brusqueta era simples,  com um pão fino e pouco torrado, muito bem sobreposto de um recheio bastante presente. Seu recheio era feito à partir do famoso home sauce da casa, acrescido de alguns pequenos pedaços de linguiça calabresa. O resultado era então apenas uma fatia de pão não muito relevante, decorada por um formidável amontoado de tomates temperados que perderiam toda a sutileza do seu sabor quando combinados com a linguiça. Sobrava então nos pratos uma releitura de um clássico, a tradicional brusqueta de tomates, que, devido a um pão não tão crocante, uma ausência de azeite e, é claro, uma infeliz escolha de carnes, não conseguia atingir o prazer correto deste formidável prato. 

Creme de milho com cubos de frango salteados: 2/5

Apresentando um creme de milho que, certamente, já saía um pouco do quadrado, a casa mostrava uma certa vontade de se criar algo novo que, até então, nunca tínhamos visto em nada além de seus sanduíches. Seu agradável creme, muito semelhante àqueles utilizados para rechear os famosos risoles, acompanhava um temperado frango desfiado numa combinação simples e geralmente eficiente. O prato então revelava uma textura de fato interessante, saindo do creme levemente gelatinoso e caindo diretamente na carne desfiada e macia. Seu único pecado era apenas de cair no esquecimento, se tornando algo pouco relevante durante os passos do menu e fazendo com que ao final de sua experiência, as pessoas se perguntassem o que afinal tinham comido de entrada.

Prato principal:

Coltrane (John) (burger de costela, maça caramelizada no vinho tinto, creme de gorgonzola, alface americana e pão francês redondo): 1/5

Coltrane (John) (burger de costela, maça caramelizada no vinho tinto, creme de gorgonzola, alface americana e pão francês redondo)

O primeiro hambúrguer da casa que podemos chamar de decepcionante. O Duke’n’Duke foi diversas vezes a casa que batizamos como uma das melhores da cidade, e um dos melhores hambúrgueres que conhecíamos. No entanto, o hambúrguer que nos foi servido não parecia fazer parte do mesmo arsenal. A opção é acompanhada das clássicas batatas fries que, sempre eficientes e sensacionais, tornavam-se com facilidade a melhor coisa do prato. Já para o sanduíche, feito à partir do conhecido pão francês redondo, o Coltrane começava de forma ok, com algumas nuances do gorgonzola, e um gosto muito leve e adocicado da maçã. No entanto bastavam poucas mordidas para constatar uma triste realidade: o hambúrguer, ingrediente principal e mandatório do prato, estava duro como a mais vagabunda das carnes, além de muitíssimo mal moído e, finalmente, praticamente cru. O resultado do prato deixava claro que sua carne, além de mal preparada, estava congelada, resultando em um exterior bonito e perfeito, mas num interior não apenas avermelhado, mas sim roxo. Uma enumerado de ingredientes que geralmente se dariam muito bem juntos resultavam num conjunto exageradamente pesado, que pecava, e muito, no excesso.

Sobremesas:

Trufa de chocolate frita com coulis de morango: 3/5

Trufa de chocolate frita com coulis de morango

Para remediar uma possível indigestão frente ao Coltrane, uma bela esfera de chocolate frita e decorada com um suave crocante era servida como sobremesa. Sua crosta feita daquilo que acredito ser um mix de sementes era leve e agradável, abafando o gosto da fritura e deixando o toque do chocolate impecável. Chocolate inclusive que era incrível, denso, de sabor presente e fundo agradavelmente amargo, prevenindo este de se tornar por demais enjoativo. A trufa derretia na boca, e sua combinação com o azedinho do coulis (que poderia estar um pouquinho mais consistente), apesar de boa, era talvez desnecessária, já que o chocolate fazia sozinho toda a festa da sobremesa e deixava a sensação de que aquele molinho estava ali apenas para cumprir um certo tema imposto pelo festival.

Mousse de coco: 3/5

Servido de maneira quase débil, o potinho extremamente pouco convidativo surpreendia por um sabor enriquecido e eficiente. Sua mousse era então boa, com sabor presente do coco e textura agradável de mínimos fiapos da fruta, deixando apenas como um questionamento, além de sua apresentação, uma textura por demais gelatinosa. Uma opção eficiente para uma sobremesa vendida numa esquina no centro da cidade que, sabe-se Deus porque, o estabelecimento decidiu trazer para dentro de um festival teoricamente de alta gastronomia.

Dicas:

Se for ao Duke’n’Duke – e acredite, se você ainda não conhece você tem que ir – vá num dia de semana, no horário de almoço ou de jantar, FORA DO FESTIVAL. Existem no cardápio opções deliciosas de hambúrgueres e entradinhas (como o magnífico fish and chips) que certamente superam a experiência aqui oferecida.

post and review by Eduardo Boaventura e Path Tôrres

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Uma resposta para “Duke’n’Duke – RW 2013, 2ª edição

  1. Ótima resenha, justa e contundente, e dando um voto de crédito a um restaurante que já fez fez muito melhor anteriormente. Continuem assim!

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