Rock & Dog

NOTA GERAL: 3.2/5

Rua Vitório Marçola, 203, loja 1 – Cruzeiro Belo Horizonte – MG | Tel: (31) 3225-0557

Localização e Ambiente: 3/5

O Rock & Dog é uma lojinha relativamente nova, inaugurada no Cruzeiro, de fachada singela e simpática. Localizada numa esquina movimentada bem no centro comercial do bairro, a pequena casa ocupa uma avantajada parcela da calçada em sua frente, aproveitando muitíssimo bem sua posição recuada e expandindo seu espaço de forma muito funcional. Sua decoração interna é uma graça, ilustrada com fotos do tema que obviamente vai de encontro ao nome. São pequenos quadros dos Beatles, Elvis e ACDC, para citar algumas das figuras do rock que vimos por ali, todos em preto e branco, coloridos apenas pelas molduras e mobílias em tons de sangue. Para completar o tema, seus apoios (meio desnecessários já que os pratos são servidos numa bandeja a la fast-food) são substituídos por vinis clássicos, dando um toque muito divertido à mesa e deixando, novamente, claro o porquê do nome da casa.

Atendimento: 4/5

Quando visitamos a casa sua equipe estava incompleta, prejudicando sutilmente seu ritmo, mas jamais sua qualidade no atendimento. Com muito jogo de cintura e avantajadas porções de bom humor e simpatia, os membros presentes conseguiram segurar bem a onda, mantendo seus clientes satisfeitos e acolhidos. Como o lugar ainda é novidade, é de praxe uma breve apresentação da casa, falando um pouco sobre o funcionamento e o carro chefe da casa, os cachorros-quentes. Por fim, um atendimento educado e pontual que, mesmo sobrecarregado, soube demonstrar um bom  profissionalismo.

Gastronomia: 2.5/5

Como sabem, a casa é especializada naquele belo hot dog no digníssimo estilo paulistano de ser, ou seja, acrescentando tudo que se vê pela frente. Sendo assim não se espantem ao ver ingredientes como chilli, cream cheese, purê de batatas e milho. Seu cardápio portanto apresenta combinações que para nós podem parecer ousadas e estranhas, mas que algumas vezes podem surpreender. São cerca de 10 diferentes cachorros quentes servidos em 2 tamanhos, mega e baby, todos contemplados pela opção de um combo onde são adicionados à escolha um refrigerante e um churro de sobremesa.

Faroeste Caboclo (pão, molho de tomate, muçarela, bacon wrapped na salsicha Viena, barbecue): 3/5

faroeste

O atrativo cachorro, que pedimos tamanho mega, prometia mais que cumpria. Para começar pelo descritivo de sua salsicha, “bacon wrapped” (enrolado no bacon), que imediatamente se remete ao clássico criado pelos americanos onde a carne é envolta por grossas fatias de bacon e posteriormente frita por imersão, criando um deleite de gordura pura que certamente seria o bastante para nausear os mais saudáveis; o sanduíche prometia mas não cumpria, servindo sua linguiça apenas acompanhada de fatias da iguaria mais gordurosa levemente queimadas. Para completar a montagem, uma parcela ignorável de um queijo fraco que jamais conseguiria seu destaque, um par de molhos adocicados que em união ao pão resultavam quase num sabor predominantemente doce, além de empaparem por demais seu invólucro tornando-o impossível de se comer com as mãos, e finalmente um mundo de batata palha, que, para começo de história, nem constava na descrição. Um sanduíche mediano em sua formação, com ingredientes demais e combinações pouco elaboradas, que se sustentava como aceitável exclusivamente por conta de sua maravilhosa e muito bem feita salsicha.

Sargento pimenta (pão, 1 salsicha picante, muçarela, chilli moderado – carne moída com molho levemente picante -, molho de tomate, cheddar, nachos – Doritos): 2/5

sargento

O cachorro quente mexicano promissor era de fato picante, tornando-o uma das opções mais quentes da casa. Ainda assim, e apesar de picante, seu resultado não era nada exageradamente quente, permitindo uma degustação apropriada e certa abertura aos demais ingredientes. Diferente de seu descritivo, o que havia de picante ali era exclusivamente a salsicha, que gostosa e bem temperada era novamente o ponto alto do prato, sendo então completada por acompanhamentos que, novamente, se tornavam discrepantes da qualidade do ator principal da peça. Começando por um molho chilli (tradicional mexicano com carne moída) nada picante que apenas embebia seu pão em líquido, para atrapalhar sua degustação, passando para o novamente inexistente queijo, neste caso cheddar e muçarela, e sendo finalizado por um punhado de nachos (doritos) moídos.

Homem primata (pão, molho de tomate, calabresa defumada fatiada, carne moída, milho, batata palha, muçarela, bacon, requeijão): 3/5

primata

Mantendo o padrão da casa, o prato consistia numa excelente salsicha disposta sob um enorme amontoado caótico de ingredientes. Se de um lado toda aquela história de um pão por demais molhado e impossível de se comer com as mãos se repetia, por outro sua salsicha já era devidamente fatiada e misturada ao mar de acompanhamentos (quase formando uma pasta), deixava claro que isto é mais um prato e menos um cachorro quente. A calabresa defumada era simplesmente um delírio, levemente apimentada, muito macia e com aquele gostinho de fumaça inconfundível, sendo muitíssimo bem acompanhada de uma pequena quantidade de milho. Para completar o conjunto, uma massaroca composta de mussarela, molho de tomate, carne moída, bacon e requeijão criavam algo de sabor indeterminado, pouco elaborado e pesado, que mais servia para aliviar a fome que para agradar as papilas gustativas.

Churros de doce de leite ou creme de avelã: 2/5

churros

Churros que são nada mais que churros. Feitos a partir de uma massa comum e recheados de um doce de leite e um creme de avelãs genéricos, os churros da casa são uma boa opção para se finalizar a noite, todos devidamente polvilhados de açúcar e canela – o que ressalta o gosto da massa frita – e muito bem recheados. Começamos então pela opção de doce de leite que, gostoso como só ele, imediatamente se tornava uma alternativa infalível, com uma textura deliciosa e um gosto que – sim, somos suspeitos – agrada a qualquer mineiro. Por outro lado, para a opção de creme de avelã o resultado já não era o mesmo, a pasta escolhida pela casa era, digamos, insatisfatória. O recheio engrossado com amido de milho derretia de forma débil ao menorcontato com a massa morna, se tornando líquido e com pouco paladar, retendo apenas um gostinho de avelã sintética por demais sutil.

Custo Benefício: 4/5

Os combos valem muito a pena, seu preço fica entre os R$17-25 (sendo que a lenda diz que este mais caro chega a pesar 1kg!) e são perfeitamente capazes de satisfazer até os maiores delinquentes. A casa, é claro, utiliza de inúmeras maneiras para manter o baixo valor financeiro na conta de seus clientes, da ausência de talheres (sim, vocês terão que comer seu sanduíche com aqueles garfinhos de plástico que ferem os lábios) à inexistência de pratos, se mantendo naquele clássico estilo fast-food de ser, onde tudo é descartável exceto as bandejas de plástico. O resultado então é uma excelente opção de fim de noite, barata, bem servida e ainda com boa música e cadeiras para se sentar.

Dicas:

Nossa dica fica por conta da simplicidade, procure opções onde os acompanhamentos não ofusquem as salsichas que sinceramente são ótimas.

post and review by Eduardo Boaventura & Path Tôrres
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