Chez Fumoir – RW 2014, 1ª edição

Nesse atribulado ano de 2014, começamos em março com um de nossos festivais favoritos da gastronomia nacional – e internacional, o Restaurant Week. Nessa primeira edição temos 61 restaurantes participantes, entre os tradicionais do festival e outros recentemente abertos que quiseram mostrar a cara com o menu especial. Portanto, entre 10 e 30 de março (sendo a primeira semana exclusiva para clientes Mastercard Black e Platinum) teremos opções de menu degustação para almoço e jantar, com entrada, prato principal e sobremesa, tudo no preço único de R$37,90 para a opção diurna e R$49,90 para a noturna. O tema dessa edição é Sabores do Brasil, por isso itens como queijo e goiabada, carne seca, mandioca e feijoada são bem recorrentes. Como vocês já sabem, fazemos um estilo de postagem mais compacta durante eventos como esse, e postaremos assim que visitarmos as casas. Caso queiram sugerir algum estabelecimento, deixem um comentário, postem no Facebook do ONDEcomo, ou mandem um e-mail para ondecomo@gmail.com, citando o nome do local e qual menu (almoço ou jantar) vocês gostariam que fosse avaliado.

NOTA GERAL: 2.5/5

Menu ALMOÇO

Sobre o Chez:

O antigo Chez Bastião, ao ser transformado em Chez Fumoir, adquiriu uma defesa bem mais boêmia e europeia, sendo um espaço perfeito para aqueles que desejam degustar não só de um bom vinho, mas também de um bom whisky acompanhado por um charuto, cigarro, cachimbo ou o que mais vier à mente. Sua decoração não variou muito, acrescida apenas de imagens mais temáticas, mais escuras e de um grande balcão de frios para acompanhar muito bem as bebidas.

Gastronomia:

Para o week, a casa optou por um cardápio bem abrasileirado, atendo-se ao tema do festival e oferecendo abóbora, carne de sol, galinhada e banana, adicionando, é claro, pequenos toques de uma culinária internacional.

Entrada:

Creme de abóbora com gengibre fresco: 4/5

Creme de abóbora com gengibre fresco

Um bom creme, de sabor distinto muitíssimo bem bolado. Iniciando-se por uma abobora adocicada, o encorpado creme era temperado por mínimos cubinhos de gengibre que refrescavam todo o contexto, adicionando uma não linearidade maravilhosa ao longo das colheradas. Para finalizar, um bom azeite temperado, que incrementava um toque mais pontuado de ervas e deixava tudo quase irresistível.

Pratos Principais:

Ravióli de carne de sol (massa fresca recheada com carne de sol): 2/5

Ravióli de carne de sol (massa fresca recheada com carne de sol)

A massa surpreendia mais por não ser uma segunda opção de entrada do que pelo seu paladar. Eram 6 pequenos quadradinhos de ravióli, uma quantidade digna de buffet, capaz de decepcionar qualquer um que considere o almoço uma refeição minimamente importante. Para acompanhar os pequenos, um molho de tomate apenas ok, com gosto forte da fruta e pouco (para não dizermos nenhum) trabalho em torno deste. Um prato simples, talvez até simples demais, já que sua combinação recaía exclusivamente sobre um molho incapaz de surpreender e um recheio de massa bastante sem graça, feito a partir de uma carne de sol completamente dessalgada e absolutamente sem sabor. Uma amostra clara de que a casa não cumpria com o combinado de “massa fresca”, congelando os quadradinhos uma vez que esses fossem montados.

Galinhada ao açafrão: 1/5

Galinhada ao açafrão

A galinhada era outra opção econômica que, apesar de melhor servida, passava distante da expectativa criada entorno de uma casa tão diferentemente posicionada. Aqui todos seus tropeços começavam cedo, do básico fato do prato ter chegado  à mesa frio, assim como todos os ingredientes nele postos; da completa inexistência do ingrediente que cria o nome da iguaria, a galinha; e de seu preparo insatisfatório gerando fiapos completamente sem sabor, ressecados e verdadeiramente infelizes. Continuava então para o arroz e seu açafrão (da terra) que, num ponto sem muito segredos, acabavam se tornando não apenas os ingredientes chefes do prato, como os únicos incapazes de gerar uma careta. Um prato bobo, recheado de legumes congelados em perfeita dessintonia com qualquer noção de qualidade, uma verdadeira vergonha.

Sobremesa:

Banana assada, doce de leite e castanha do cajueiro: 3/5

Banana assada, doce de leite e castanha do cajueiro

Uma sobremesa saborosa que conseguia encerrar a refeição praticamente tão bem quanto começamos com o creme de abóbora. Feita a partir de dois ingredientes básicos, o prato era simples e eficiente, de sua banana quente e muito bem assada ao seu doce de leite saboroso, o conjunto iluminava bem o menu e quase fazia você esquecer do completo desastre dos pratos principais. Para completar e dar um ar de elegância, um arco de caramelo coroava o prato deixando qualquer um imediatamente interessado em sua primeira mordida. Seu pequeno deslize fica por conta da escolha da semente, a castanha de caju, que apesar de trazer um formidável crocante também atribuía ao todo um salgado que não era bem vindo.

Dicas:

Não visitamos ainda a nova casa fora de festivais, mas provavelmente o Chez seja uma melhor opção fora do Restaurant Week, com pratos mais elaborados e dentro de suas teóricas especialidades.

post and review by Eduardo Boaventura e Path Tôrres

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