Nonna Carmela

NOTA GERAL: 4.4/5

www.nonnacarmela.com.br
Rua Antônio de Albuquerque, 1.607 – Lourdes – Belo Horizonte – MG | Tel: (31) 3243-6754

Localização e Ambiente: 5/5

O Nonna Carmela é aquele tipo de restaurante que lembra a casa da vovó. Seu ambiente é aconchegante e gostoso, com toque quente e familiar, e sua decoração é extremamente elegante, sem ser em nada ostensiva ou luxuosa, já que não tem aquele tom pomposo e arrogante que alguns restaurantes gostam de esnobar. Para completar suas mesas são grandes e prontas para serem unidas, mostrando que a casa se prepara para receber grandes famílias ou grupos, quase que uma receita para qualquer bom italiano. Se visualmente a residência já agrada, sua localização serve como uma cereja para o bolo, situando-se bem próxima à grandes pólos gastronômicos porém com certa distância sadia do movimento muitas vezes exagerado desses.

Atendimento: 5/5

Para a nossa alegria, e de qualquer outra pessoa, o atendimento transmitia a mesmíssima sensação que o ambiente. Todo aquele toque familiar era fortemente transmitido pelos garçons que, esbanjando simpatia e atenção, conseguiam de maneira extremamente harmônica atender seus clientes, sempre tirando suas dúvidas a respeito dos pratos e, quando solicitado, ofertando boas sugestões sobre a carta da casa. Por fim, oss sempre educados atendentes definitivamente completavam o ambiente, fazendo do Nonna Carmela um perfeito restaurante de família.

Gastronomia: 4.0/5

A casinha italiana serve o que se espera dessa culinária. Dentre as opções temos carnes, peixes, risotos e, é claro, deliciosas massas sempre muito bem acompanhadas. Massas que, inclusive, são em sua maioria artesanais, como por exemplo o nhoque, a lasanha e os raviolis.

Entrada:

Bracioli di Pomodori (braciolas ao molho de tomate): 3/5

Bracioli di Pomodori (braciolas ao molho de tomate)

Nossa primeira entrada é quase um marco da especialidade italiana, as tradicionais bracciolas. São rolinhos de carne recheados com legumes preparados antecipadamente que, para sua finalização, ganham como incremento o molho de tomates da casa. Para acompanhar, uma cesta de ótimas torradinhas, bem crocantes, frescas, quentinhas e levemente amanteigadas. O resultado é um molho que combina muito bem com a carne, fornecendo certa acidez a esta e resultando numa boa combinação, especialmente quando pareado com seus legumes diversos e suas mais variadas texturas. Uma entradinha simples e direta, que não busca muito uma suavidade, não dando destaque para nenhum ingrediente em específico.

Pratos principais:

Gamberi crema di Minas (camarão ao molho de requeijão mineiro com arroz crocante): 4/5

Gamberi crema di Minas (camarão ao molho de requeijão mineiro com arroz crocante)

O camarão estava excelente, em um ponto perfeito, retendo certa textura al dente e sabor marcante. Para completar o sorriso daqueles que amam a iguaria, como se o ponto perfeito já não bastasse, a porção de camarões era farta ao ponto de surpreender até mesmo os mais exigentes, tornando todo o prato um maravilhoso e duradouro mar de prazeres. Para agregar ao peixe, um delicioso molho compunha muito bem o prato, e ainda que a mineiramente desejada parcela de queijo deste fosse por demais reduzida, o sabor geral do creme incrementava ainda mais a carne, sendo perfeito para fechar as pontas soltas deixada por seu arroz. Como nem tudo são flores, o teórico arroz crocante decepcionava, se mostrando inexplicavelmente empapado e perdendo a oportunidade de incrementar uma nova textura ao conjunto. Sua tentativa de nova dimensão poderia ser melhor desenvolvida se seus pedaços de pães misturados ao todo fossem melhores fritos na manteiga e, é claro, sua batata palha fosse adicionada apenas nos últimos segundos do preparo da iguaria.

Riso de Polpo (arroz de polvo com brócolis): 4/5

Seu arroz tinha um sabor ótimo, com presença marcante do grão e um gosto aceitavelmente ponderado de polvo. Servido num bom ponto – talvez apenas um pouco ressecado – o arroz era o mais português dos exemplares do cardápio, com tempero presente e infelizmente uma porção por demais reduzida do teórico ingrediente chefe, o polvo. Sua ausência deixava seu gosto meio apagado, fazendo com que o sabor destaque aqui fosse do molho de peixe, que não era de forma alguma ruim, mas não se igualava ao paladar único da carne.

Spaguetti Piemonte (spaguete com mini polpetones e queijo minas ao molho pomodoro): 5/5

Spaguetti Piemonte (spaguete com mini polpetones e queijo minas ao molho pomodoro)

Um maravilhoso prato, também acompanhado das belas torradinhas que provamos no início. A massa era uma das poucas não assinada pela casa, mas ainda assim igualmente maravilhosa às artesanais experimentadas. Portadora de sabor incrível e ponto não menos que perfeito, com aquele al dente que tanto procuramos nos italianos por aí, o valor impresso ao prato pelo espaguete era próximo ao inestimável, ainda mais quando maravilhosamente completado por um único molho de tomates frescos que era um verdadeiro delírio. Para finalizar com chave de ouro, pedaços de queijo minas levemente derretidos eram misturados ao todo, tornando o prato um justo abuso para qualquer mineiro, especialmente quando igualmente combinados com digníssimas mini almôndegas, ou devemos dizer, bolinhas de céu disfarçadas de carne, tamanha era sua maciez.

Sobremesa:

Tiramisu: 4/5

Tiramisu

 A clássica sobremesa italiana foi servida em uma bela e farta fatia, finalizada logo antes de ir à mesa com uma simpática folhinha e cacau em pó. Seu sabor não era muito forte, decepcionando, talvez, os fãs mas ávidos da iguaria, que esperam um sabor dominante de café. Por outro lado, a suavidade possibilitava que ela agradasse tanto a gregos quanto a troianos, já que conseguia se manter fiel ao tradicional tiramisu, usando de bons ingrediente e trazendo certa suavidade e leveza, com um toque um pouco mais adocicado e uma textura sem defeitos.

Custo Benefício: 4/5

Os pratos em sua maioria ficam entre R$40 e R$70. As massas puras, claro, são sempre mais em conta, e vão encarecendo à medida que seus acompanhamentos vão se elevando. O resultado final é um ticket médio de R$70 por pessoa (sobremesas e entradas divididas e sem bebidas alcoólicas), e um sorriso de satisfação de quem pagou um preço justo por uma culinária muito gostosa e uma experiência deliciosa. Além disso, destacamos o agrado na conta, algo altamente simpático e pouquíssimo utilizado. No nonna, cada cliente é “mimado” com uma palha italiana artesanal, gostosinha e extremamente cordial.

Dicas:

Não conseguimos entender porque você ainda não foi ao Nonna. Como ele é relativamente novo, muitos ainda não o conhecem, tornando essa uma excelente hora para provar da casa sem pegar horas de fila. Recomendamos, claro, as massas, uma refeição em família ou a dois, e um bom tempo livre para aproveitar a casa.

post and review by Eduardo Boaventura & Path Tôrres
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