El Toro

NOTA GERAL: 3.7/5

www.eltorotapas.com.br
Rua Marília de Dirceu, 182 – Lourdes – Belo Horizonte – MG | Tel: (31) 2555-9966

chefs club

Localização e Ambiente: 3/5

Em busca de novidades na cidade (e com uma ajudinha do Chefs Club), encontramos algo diferente em um bairro mais que comum para nós. Em meio às “tradicionalices” do Lourdes, eis que surge o diferente El Toro. E não digo isso somente por causa do meu signo, porém não tem como passar na porta e não achar uma simpatia! Seu ambiente é decorado com cores quentes, dividido em uma compacta área interna, e uma também singela varanda. Apesar de parecer miúdo, o estabelecimento consegue atender a um número legal de pessoas, podendo ser uma ótima opção para uma festinha ou uma pequena reunião. Na varanda, uma grande parede negra com desenhos em giz (novidade, hein) que remetem a ideia gastronômica da casa. Internamente, um balcão escuro e uma parede estilizada em vermelho, onde são feitos os vários drinks da casa. Quando existe alguma decoração ela é agradável, colorida e divertida, arrasando no quesito, mas talvez a falta de mesas, a iluminação meio aquém e a não tão boa utilização do espaço do estabelecimento acabem deixando a casa com um ar abandonado, muitas vezes passando a impressão de vazia ou até fechada. Sua localização, como já citamos, é uma vantagem que chega acompanhada de certos problemas, como estacionar. Ainda assim, nada que um taxi ou uma boa caminhada não resolvam, especialmente para aqueles que pretendem curtir da boa e velha sangria.

Atendimento: 4/5

Com garçons animados que se mantêm o tempo todo em movimento, o El Toro já começa seu contato com o cliente super bem, se tornando ainda melhor pelo completo conhecimento de sua cara de pratos demonstrado pelos atendentes. Definitivamente são eles os mais indicados para dar recomendações do cardápio e/ou simplesmente animar o seu dia. Nosso garçom, em particular, era a simpatia em pessoa, e realmente nos convenceu sobre o que pedir. A comunicação com a cozinha era ótima, e, apesar de não estar cheio, imprimiu um excelente ritmo em nossa refeição.

Gastronomia: 3.8/5

A casa tem culinária de inspiração hispânica, com pratos clássicos como papas bravas, paella e sangria. Ainda assim tudo é muito bem regionalizado com agradáveis temperos latinos. Para nossa felicidade, o estabelecimento aqui corre do padrão de “sucesso” belo horizontino, saindo daquela insuportável caixinha fechada do filé ao molho de gorgonzola, um prato que, sinceramente, ninguém que preza pela criatividade aguenta mais.

Bocadillos d’arepa (sandwiches de arepa con queso provolone, abacaxi, picadillo de linguiça acebolada y salsa agridulce de sangria): 5/5

Bocadillos d'arepa (sandwiches de arepa con queso provolone, abacaxi, picadillo de linguiça acebolada y salsa agridulce de sangria)

Os simpáticos sanduichinhos eram servidos num avantajado grupinho de quatro. Diferentemente do que imaginávamos, sua massa era um estilo de bolinho frito, recheada de ingredientes picadinhos perfeitos para a alegria da garotada. A combinação de sabores era de fato surpreendente, juntando em um modelo “vinagrete” um punhado de cebola roxa, abacaxi, provolone e uma quase inexistente linguiça. Com um tom apimentado muito feliz, os problemas da entradinha eram simples e poucos: em primeiro lugar é sempre bom demonstrar certo descontentamento pelas ínfimas quantidades do queijo e da carne, que chegavam a se perder sutilmente frente aos fortes concorrentes como a cebola roxa e o abacaxi. Ainda assim nada muito preocupante, especialmente quando o toque incrível da acidez do abacaxi combinava tão bem com a já citada pimenta. O real problema no entanto se dava por conta da temperatura do prato que, servido naquele morninho triste, de fato chateava a clientela.

Croquetas de jamón y pollo (croquetes de presunto ibérico e frango): 3/5

Croquetas de jamón y pollo (croquetes de presunto ibérico e frango)

Os bolinhos podem entrar para o rol dos mais sequinhos já servidos, com uma textura tão longe do engordurado que fazia você pensar por um minuto se eles eram realmente fritos (e esse é o momento em que você percebe que nada não frito ficaria tão bom). Sua massa era incrível, super crocante por fora e muito macia por dentro. Uma verdadeira pena seu recheio não acompanhar toda a euforia da massa, com sabores confusos e gosto de parma de segunda. A percepção final é de que eles eram tão simples comparados ao restante da carta da casa, que nos faziam sentir falta de um toque mais inusitado. Ah, sim! O limãozinho era uma boa solução cítrica para quebrar uma vibe meio enjoativa, mas ainda não era suficiente para implorarmos por mais.

Paella bucanera (paella de marisco, tierra ou mestiza, en arroz español com granos de bico y pimientas de bico, uvas passas blancas, alcaparras, huevos de codorniz y cheiro verde): 4/5

Paella bucanera (paella de marisco, tierra ou mestiza, en arroz español com granos de bico y pimientas de bico, uvas passas blancas, alcaparras, huevos de codorniz y cheiro verde)

Essa foi uma das sugestões do garçom que acatamos e, nossa, que paella! Era impressionante como aquele era de fato o melhor exemplar de uma verdadeira paella abrasileirada! O gosto era forte, muito presente e os ingredientes eram bons, tanto os clássicos quanto os incomuns. Ok, ok, concordamos que poderíamos ter mais daqueles ovinhos de codorna espalhados por ai, que combinam tanto com a coleção de sabores e texturas ali disposta, mas a gente sobrevive, né? Bastava uma garfada para sentir bem a pimenta biquinho e mergulhar nessa montanha russa de nacionalidades, passando dos frutos do mar muito bem servidos, para o limão siciliano pouco ácido e fechando nos diferentes nachos folhados. O único defeito aqui era realmente o ponto do grão (que também não parecia muito espanhol), se encontrando macio demais e, consequentemente, confundindo-se com as várias texturas da panela.

Sobremesa:

Volcano a la mora (volcano de gianduia de leche con paçoca y flor de sal, cubierto de nachos en azúcar de canela y paleta de chocolate): 3/5

Volcano a la mora2

Uma boa sobremesa, de preço pra lá de salgado. O prato que era uma espécie de massa de bolo crua abarrotada de pralinês, caldas e um picolé tinha tudo para causar algum impacto (e uma boa diabetes), porém acabava decepcionando. Parte por seu gosto débil de farinha crua, já que este merecia sem dificuldade 10 a 15 minutos a mais no forno para chegar naquele ponto mais agradável de um bom grand gateau, parte pela sua pouco criativa combinação de doces sobre doces acompanhados de doces e decorado com doces e, finalmente, parte por sua calda de chocolate “licorzada” que, sinceramente, não estava incrementando muito o conjunto no dado momento. O resultado era ruim? Não exatamente, mas oferecia uma extensiva margem para melhoras.

Custo Benefício: 4/5

Como pedimos um pratão para 4 pessoas, ficou hiper em conta. Para comermos bem (entradinhas divididas e uma super paella), não passamos de R$40 por cabeça, valor que, com 40% off, ficou até engraçado. Para comer bem, quer você fique só nos petiscos ou faça uma super refeição, não se gasta mais que R$50, super justo para uma experiência tão diferente e saborosa.

AQUI TEM CHEFS CLUB, que deixa a conta bem mais gostosa.

chefs club

Dicas:

Corra para lá e devore o cardápio. São opções para todos os gostos, em todos os tamanhos, numa ótima localização. Fica a dica para os bocadillos e a paella, além é claro das enormes sangrias!

post and review by Eduardo Boaventura & Path Aun Tôrres
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