Toscanini

NOTA GERAL: 4.1/5

promenade.com.br/toscanini/
Rua Arturo Toscanini, 61 – Santo Antônio – Belo Horizonte – MG | Tel: (31) 3064-2200

chefs club

Localização e Ambiente: 5/5

Localizado dentro do Hotel homônimo, o Toscanini tem um ambiente super aconchegante, ideal para um almoço de domingo. Quando entramos, nos deparamos com um bar/ante-sala, onde se encontra um simpático balcão de bebidas e cafés, com uma bancada listrada, algumas luminárias que pendem do teto, banquetas e mesinhas de espera (que também podem ser usadas por aqueles que têm a intenção apenas bebericar alguma coisa). Sua lateral é toda em pedra, desde o bar até a parede dos fundos, onde vemos um jardim vertical simpático acima de um revestimento em madeira. Do lado oposto das pedras uma ampla cozinha, e mais ao fundo uma varandinha coberta com varetas que se assemelham a bambus, criando um gostoso ambiente com luz natural e mesinhas sobre um pequeno deck. É interessante notar que em nenhum momento se percebe que se trata de um restaurante de Hotel. Sua elegância, sofisticação e mesmo descontração fazem com que os clientes se sintam em um elegante restaurante de rua, o que é combinado com o bom atendimento (do qual falaremos a seguir). A mobília é estilosa, puxando mais para o rústico e, no meio do salão, deparamo-nos com uma bela mesa posta, com algumas entradinhas que são cortesia da casa (que também falaremos mais depois). 🙂

A localização é muito boa, central porém ainda assim discreta e silenciosa. O hotel fica próximo ao encontro das Avenidas do Contorno e Getúlio Vargas, posicionado bem no encontro dos bairros Santo Antônio e Savassi. Sua entrada fica em uma rua de um quarteirão só, onde é bem tranquilo de estacionar. Como está no meio de tudo, para os turistas é um excelente ponto, sendo possível caminhar para vários lugares interessantes de BH.

Atendimento: 4/5

Os garçons eram poucos para o movimento da casa, mas estavam dando conta do recado. Conseguiam ser simpáticos, presentes, educados e davam boas indicações do cardápio quando solicitado. Seu conhecimento da carta era ótimo, e seu interesse legítimo de atender o cliente era melhor ainda. Mesmo com a casa cheia para o número de atendentes disponíveis, eles conseguiam entregar rapidamente os pratos, mantendo uma boa comunicação com a cozinha e garantindo um excelente ritmo na refeição.

Gastronomia: 3.7/5

O cardápio tem um estilo internacional (bem esperado de um restaurante de hotel), com várias opções de massas, risotos e pratos montados com carne e acompanhamentos diversos. As entradinhas variam do estilo salada até o estilo petisco, podendo ser suficientes para um happy hour ou para uma refeição mais elaborada.

Entrada:

Creme de moranga com pães: 4/5

Mesa de entradas

Creme de moranga com pães

Como citamos anteriormente, havia uma mesa com entradas que eram cortesia da casa, algo bastante diferente que ainda não tínhamos visto rolando aqui em Belo Horizonte. A mesa que é disposta sempre nos almoços da casa era uma composição de um caldo e vários acompanhamentos, entre azeites, condimentos, pães e etc. O interessante era, em primeiro lugar, que o creme em si servido no buffet não ficava num rechaud aquecido, e sim numa panela sobre uma pedra morna que era eventualmente aquecida na cozinha, evitando que o molho fervesse e, consequentemente, reduzisse durante seu período de exposição, o que modificaria seu sabor. O creme de moranga era bom, saboroso e interessante, de boa textura para acompanhar um bacon frito em cubinhos, uns miúdos de pães, croutons e até o mais mineiro de todos, o queijo. Quando bem dosados, esses itens eram capazes de levantar o caldo com um toque extra salgado que era formidável. Do lado de tudo, duas opções de pães: uma focaccia que acreditamos utilizar de dois tipos de fermento, químico e biológico (por isso um pouco embuchadinha, mas bem temperada com alecrim e sal) e uma torrada de baguette com queijo (muito bem dosada, por sinal). Por fim, uma entradinha que era uma simpatia, encantando os clientes e garantindo que esses não passassem fome no restaurante.

Mini-caçarola de Filé ao Molho de Mostarda Ancienne: 4/5

Mini-caçarola de Filé ao Molho de Mostarda Ancienne

A entradinha que pedimos (estávamos satisfeitos com o creme com pães, mas queríamos provar algo dessa parte do menu para poder avaliá-lo) veio com uma carne em um bom ponto, cortada em tamanho ideal e devidamente acompanhada de um molho extremamente bem temperado, com um toque de pimenta de alegrar a boca. Para acompanhar, alguns pãezinhos semelhantes àqueles da mesa de entradas (uma vantagem pois podíamos pegar mais a qualquer momento) que combinavam com tudo (molho e carne) de maneira sensacional. A única tristeza se dava por conta do gosto inexistente da mostarda, tão anunciada, esperada e não percebida, perdendo a oportunidade de agregar aquele avinagrado extra que faz tanta diferença.

Pratos principais:

Peixe da Estação com Batatas ao Murro e Molho Mediterrâneo: 2/5

Peixe da Estação com Batatas ao Murro e Molho Mediterrâneo

Começamos pela opção branca da carta, com um prato muito bem servido e bem apresentado, com uma grande peça de peixe empilhada sobre as batatinhas e coberta de tomatihos e azeitonas. O peixe estava sem sal, porém em um bom ponto. Faltava tempero (claro que quando provamos os ingredientes juntos, a azeitona traz um salgadinho extra, mas o peixe isolado não tinha nada que agregasse em seu sabor tão neutro), carecendo daquele “quê” criativo que até agora o restaurante entregava com louvor. A impressão piora especialmente quando levamos em conta o cuidado (ou a falta dele) no preparo da peça que, levemente engordurada, atrapalhava a degustação do prato. Junto com a carne, alguns acompanhamentos verdadeiramente bem feitos como os tomatinhos e sua linda textura, as azeitonas salgadinhas e as intocadas alcaparras.

Salmão ao Molho Teriaki e Purê de Batata Doce com Wassabi: 3/5

Salmão ao Molho Teriaki e Purê de Batata Doce com Wassabi

Um prato também bem servido, com um salmão que, infelizmente, havia passado do ponto. A combinação de sabores era legal, ainda que o purê doce com o molho doce se tornavam uma espécie de chuva no molhado. O prato conseguia se desvincular um pouco justamente pelo bom toque de wassabi, que quebrava o adocicado das guarnições e combinava muitíssimo bem com a escolha do peixe.

Trofie Liguri com Ragu de Linguiça Picante e Cogumelos: 4/5

Troile Liguei com Ragu de Linguiça Picante e Cogumelos

O nome complexo nada mais representava que um penne com cogumelos e linguiça, muito bem apresentado e, novamente, bem servido. A massa em questão (que não era a prometida) estava apenas ok, encontrando-se um pouco fora do al dente desejado. Se o pequeno macarrão não surpreendia, seu molho conseguia agradar, especialmente com aquele toque de carne na medida e sua textura cremosa nada enjoativa. A linguiça era muito bem tratada e ajudava bastante no sabor, ainda que seu tempero de pimenta (novamente prometido) fosse por demais discreto, o prato era no geral agradável, e consequentemente uma boa pedida. Definitivamente uma escolha segura, que certamente não desagradaria ninguém, mas que também não surpreenderia os mais ávidos por sabor, em especial pela escolha do estabelecimento de adicionar creme de leite ao seu molho, o que, por mais que tivesse o objetivo de suavizar o prato, acabava amenizando demais os sabores, nivelando tudo ao mais monótono paladar.

Risoto Milanês com Ragu de Ossobuco: 5/5

Risoto Milanês com Ragu de Ossobuco

Como a massa – que é muito mais simples de se acertar o ponto – não estava naquele ideal desejado, temíamos pelo risoto. E não é que seu ponto estava incrível? Dotado de um tempero delicioso, a quantidade de queijo estava excelente e o creme de ossobuco também mantinha-se super gostoso. O interessante da combinação clássica são os condimentos complementares, desde o toque mais terroso da carne, com seus nacos bem desfiados – trazendo apenas uma textura mais firme em meio à cremosidade o prato – até o toque suave do arroz contrastado com o açafrão, normalmente bem presente e memorável. Como colocamos, era sensível o queijo do risoto, o que, no estado onde moramos, é uma super vantagem, completando maravilhosamente o sabor do grão e da cúrcuma com as nuances deliciosas do parmesão.

Sobremesa:

Panna Cotta com coulis de frutas vermelhas: 4/5

Panna Cotta com coulis de frutas vermelhas

A sobremesa simpática era um exemplar muito bem feito da iguaria italiana, com consistência e textura perfeitas, e uma ótima quantidade da calda de frutas vermelhas. Seu creme (e acreditem que nunca imaginamos escrever isso na vida) estava forçado demais na baunilha, fazendo com que a panna cotta ficasse relativamente enjoativa se comida pura. Felizmente, a calda de frutas vermelhas era bem ácida, ajudando nesse possível cenário e compondo muitíssimo bem os sabores do prato. No final, um alegre encerramento de almoço.

Custo Benefício: 4/5

Um preço super justo pelo que é oferecido. As entradas ficam em torno dos R$35 (ah, mas temos a mesa de cortesia, hein?),  enquanto os pratos variam de R$40 até aproximadamente R$60. As sobremesas beiram os R$20, e no final o ticket médio fica nos R$75, para entradas e sobremesas rateadas, sem bebidas. Muito válido para um ambiente encantador, comida bem feita, e atendimento de primeira.

Ah, e a delícia não acaba por aí: AQUI TEM CHEFS CLUB, que deixa a conta bem mais gostosa.

chefs club

Dicas:

O almoço de domingo tem a cara do Toscanini. Para uma saída em família, em casal ou entre amigos, ou mesmo uma pequena comemoração, vale a pena conhecer esse espaço simpático e desfrutar de uma culinária muito gostosinha deste que, ouso dizer, seja atualmente o melhor restaurante de hotel da capital mineira.

post and review by Eduardo Boaventura & Path Aun Tôrres
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