Bravus Blend Factory

NOTA GERAL: 2.4/5

Rua Marília de Dirceu, 182 – Lourdes – Belo Horizonte – MG | Tel: (31) 2555-9966

Localização e Ambiente: 5/5

Nossa, esse ano estamos só falando dos lugares que foram transformados em outros lugares, não é mesmo? Pois bem, lá vem mais um. Havia um restaurante espanhol em BH que era uma delícia (chamado El Toro). Sua paella era deliciosa, seu tempero era divino e seu preço era super justo. Como – quase – tudo que gostamos fecha, ele também fechou no final do ano passado e deu lugar a uma, adivinhem? (dica: não é espeteria) Hamburgueria. A velha febre que ainda não passou está aí, lotando os bairros de burgers, alguns bem legais (outros nem tanto), e que, de qualquer forma, estão transformando a cena de BH num grande repeteco. Falando de ambientes, sua nova cara continua decorada em cores quentes, sendo ainda dividida em uma compacta área interna e uma também singela varanda. Internamente temos um balcão escuro e uma parede estilizada em vermelho, onde são feitos os vários drinks da casa. Os desenhos mexicanos e as brincadeiras com o dia dos mortos deram abertura a decorações mais sóbrias com destaques em neon bastante chamativos, tudo, claro, dentro do novo tema de hambúrgueres. Ah sim, destaque para o Facebook da casa que, muito bem gerido, sempre posta fotos maravilhosas, nos deixando bem afim de provar qualquer uma das novidades.

Atendimento: 3/5

Hum, não sabemos se eram os mesmos garçons da última casa (talvez alguns sim, mas com certeza não todos), mas a verdade é que não havia tanto amor naquele trabalho quanto víamos no El Toro. Não que suas funções fossem mal executadas, de forma alguma, todo mundo trabalhava super bem (apesar de certos momentos sem ninguém por perto mesmo num espaço tão compacto), acertando nos pedidos e trazendo tudo só um pouquinho atrasado. A questão é que faltava aquele bom humor gostoso, aquela paixão pelo que faz e pelo que serve, que com certeza deixaria nossa visita ainda mais agradável.

Gastronomia: 1.6/5

Como já sabem, a casa é focada em burgers, com algumas opções também de sanduíches, entradinhas e sobremesas. Não há nada de muito diferente nos ingredientes, apesar de termos encontrado algumas combinações bem curiosas. Os burgers acompanhavam batatinhas, que poderiam ser palito, chips, doces, ou rústicas. E é bom dizermos também que todos os pães servidos no dia haviam sido grelhados num óleo com sabor de alecrim, o que trazia um belo toque diferenciado em cada mordida.

Mozzarella sticks (palitos de mussarela empanados): 2/5

Mozzarella sticks

Bom, os sticks (uma entradinha muito gostosa que nos lembra as steak houses americanas) vieram com uma apresentação simpática. Compostos a partir de um queijo bastante ok, a entradinha vinha com sabor de menos e textura um pouco mais borrachuda do que a expectativa. Sobre os palitos de queijo um empanado grosseiro, não tão sequinho como gostaríamos e sem qualquer sabor a adicionar ao conjunto, deixando com que aquela varetinha de queijo congelado (por mais tempo que deveria, diga-se de passagem) fosse unicamente responsável pelo sentimento de desilusão. Seu molho de barbecue e mostarda era satisfatório, apesar de sua textura excessivamente líquida.

O clássico (pão tradicional, burger blend de 170g, queijo especial, alface, tomate e picles): 2/5

O clássico

Começamos pelo basicão. Afinal, acertando nesse, já partimos para os próximos com grande otimismo (apesar de que, se errarem nesse, a recíproca é verdadeira). Bom, o pão era gostoso, bem macio e alto, a carne era ok, nada demais, com uma boa textura, um sabor super básico e apagado (nenhum tempero diferenciado ou blend especial para trazer novos paladares), e a temperatura do todo estava bastante abaixo do desejado. Seu nomeado queijo especial não era especial, e caía no mesmo problema da carne: faltava gosto. Se existe algo em todo o sanduíche que merece algum pequeno destaque era sua conserva que, apesar de não parecer nada artesanal, provavelmente havia sido comprada num bom fornecedor ou de uma marca não tão econômica assim. Um clássico pra lá de sem graça, que se tornava enjoativo após duas ou três mordidas e nos fazia perguntar porque diabos o prato em questão estava frio. Ah sim, falando em temperaturas, mais um grito de socorro para as batatas chips que escolhemos para acompanhar, igualmente frias, grudadas e desapontantes.

Sunshine (pão de brioche, burger blend 170g, telha de parmesão, manteiga de tomilho, trufa negra e ovo frito): 1/5

Sunshine

Ousando, saímos – decepcionados – do clássico para tentar algo mais elaborado. A promessa da trufa negra (aquele pontinho que mais parece uma piada bem ao centro do ovo) foi logo quebrada (já que a foto do cardápio mostrava uma quantidade bem mais generosa do item). Ok, confrontos de expectativa e realidade a parte, acompanhando a nula quantidade da iguaria existia também a completa ausência do sabor trufado no sanduíche, que poderia ter sido proveniente de óleos essenciais ou azeites temperados, mas o fato era que, do início ao fim, o prometido paladar ficava apenas no papel. Para completar, uma mesma carne fria e sem sabor e um pão aceitável, todos acompanhados de um ovo de baixíssima qualidade (para não dizermos o mais baratinho do mercado), servido num ponto débil. Ali no meio, um tanto quanto escondida, tínhamos também uma “telha de parmesão” que nada mais era do que um punhado de queijo ralado, sem qualquer preparo adicional e absolutamente nenhuma crocância. Para essa opção, pegamos as batatas fritas doces, que foram as melhores que provamos na casa. Ainda assim – e que novidade – vieram frias.

Tio Sam (pão tradicional, burger blend 170g, cebola caramelizada, bacon, cheddar, alface e tomate): 2/5

Tio Sam

Antes de começar vamos explicar uma coisa: o bacon veio separado porque solicitamos, então não estranhem ele estar ao lado do burger. Feito a partira da mais tradicional montagem já criada no planeta Terra, o sanduíche com queijo cheddar e cebola caramelizada conseguia bons resultados, principalmente quando comparados à completa desgraça de seus irmãos. Seu queijo processado (juro que tínhamos a expectativa de usarem cheddar inglês, por mais raro que isso seja) não era de todo ruim, e sua cebola era verdadeiramente boa, docinha e bem ponderada, para combinar com o salgado da carne e do bacon. Uma pena o hambúrguer ser carimbado com um selo de baixa qualidade que parecia ser o padrão da casa, já que até aí todos estavam passando a mesma (má) impressão. Montado a partir de uma carne boba, sem gosto e fria, o sanduba tinha também um péssimo bacon de parceiro, beirando o queimado tanto na textura dura quanto no paladar de cinzas. Uma tristeza que, se não fosse pela cebola, certamente detonaria toda a experiência. Ah, aqui pedimos as batatas onduladas mais industrializadas da história, que tinham um paladar assombroso de supermercado.

Bravus (pão de batata doce, burger blend 170g, maionese trufada, alface, tomate assado, cebola crispy, bacon caramelizado e queijo emental): 1/5

Bravus

O gigantão da casa era impossível de se comer com a mão (na foto fica bem claro o porquê). Sua cebola crispy, normalmente uma versão empanada e frita que fica bem crocante, estava, adivinhem, decepcionante, não sendo nada “crispy” e se encontrando completamente fria. Sobre a carne (que acompanhava o selo de qualidade da casa já citado) um queijo emental de fato agradável, que infelizmente só conseguia dar o ar de sua graça quando você, o cliente, desmembrava o sanduíche para isoladamente dar uma garfada na iguaria, uma vez que seu sabor sutil se tornava inexistente em meio a tantas coisas robustas. Mantendo o padrão da noite, tudo que saia da cozinha deveria se encontrar numa temperatura entre o morno e o gelado, deixando ainda mais abismal o paladar de seu bacon caramelizado queimado. Destaque mesmo para a maionese, essa sim, muuito boa, com sabor de fato trufado e textura simplesmente sensacional. Uma pena todos os demais ingredientes não conseguirem nem de perto acompanhar o fabuloso molho.

Custo Benefício: 1/5

Uma casa que, como está, simplesmente não vale a pena. O Bravus é a personificação do raio gourmetizador, sanduíches assombrosamente normais, com ingredientes econômicos e qualidade contestável, que por serem servidos numa casa bonita e super bem localizada são vendidos por um valor assombrosamente alto mediante ao que foi servido no estabelecimento. Sua entradinha – que era pequena e bem abaixo da média – custava R$28, seus burgers iam de R$22 a R$30, e, apesar de grandes, eram muito, muito sem graça. Um estabelecimento com muito a evoluir, que tem um posicionamento sensacional (como vimos no Facebook) e que não condiz com o que promete, muito menos a um ticket médio de R$50 por pessoa.

Dicas:

Hum, quem sabe uma fatia de brioche com a maionese trufada da casa? Essa sim seria uma bela dica! 🙂

post and review by Eduardo Boaventura & Path Aun Tôrres
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