Djalma – RW 2016, 1ª edição

NOTA DO JANTAR: 4.0/5

Sobre o Djalma:

Opa! Faz tempo que não falávamos dessa casa por aqui! O Djalma é um bar super gostosinho, quase na beiradinha da Lagoa Seca, no Belvedere. Diferentemente do estilo pomposo da região, o Djalma é bem descontraído, se encontrando bem no meio termo entre um restaurante e um bar, com aquele agradável ar carioca e comida boa. Para completar o alegre ambiente, um atendimento simples e primoroso, que mesmo de casa cheia se mantém eficiente e satisfatório. Já falamos bem do bar aqui, e você pode conferir mais detalhes clicando agora.

Gastronomia:

O estilo boteco com parrilla está super presente na casa, então não faltam cervejinhas, petiscos, carnes e porções ideais para uma boa prosa em grupo. Para o Week, aproveitando o tema Clássicos com toque brasileiro, a casa foi a loucura e trouxe coisas bem gostosinhas para a mesa.

Entradas:

Brusqueta do chef: 5/5

Brusqueta do chef

Nossa, e fale em começar com o pé direito. A brusqueta era deliciosa – aliás, as duas eram – abrindo muito bem o festival. Comecemos pela de tomates: tomates maravilhosos, super vermelhinhos, frescos, macios, na temperatura ideal e bem temperados com azeite e o amado – e cheiroso – manjericão. O pão era incrível, saboroso, na grossura certa (sem amolecer), com casquinha crocante e centro macio. Criando um contraponto ao frescor do tomate, uma opção de queijo igualmente agradável, com uma medida correta e não muito exagerada de gorgonzola maravilhosamente derretido. Para completar, algumas lascas de amêndoas pontuais que traziam aquele crocante inesquecível e um gosto diferenciado.

Ceviche: 4/5

Ceviche

Segundo prato do menu e outra delícia arrebatadora! O ceviche era ótimo, vinha com bastante polvo e uma quantidade apenas ok de peixe. Temperando o todo, uma porção maravilhosa de cebola roxa (que pontuava bem a entrada trazia uma textura e picância memoráveis), uma quantidade além da conta de limão e uma aquém de leche de tigre. Apesar disso, o prato tinha uma harmonia maravilhosa e tinha um equilíbrio memorável, principalmente quando combinado espetacularmente com o chips de batata doce, que quebrava qualquer esboço de monotonia que o ceviche poderia criar.

Pratos principais:

Steak angus e rizzoto do Djalma gorgonzola com shitake: 2/5

Steak angus e rizzoto do Djalma gorgonzola com shitake

Composto a partir de uma carne simplesmente ótima, no ponto certo, altura ideal, quantidade maravilhosa e tempero suave, o prato mostrava afinal o que a casa sabe fazer. Seu cerne estava rosado e o exterior era bronzeado e firme. Uma verdadeira pena aqui era o potinho simpático de arroz, gorgonzola e shitake, uma combinação teoricamente agradável que simplesmente não conseguia chegar lá. Fosse pelo cogumelo mal limpo ou pela textura de areia encontrada ali e aqui, pelo seu paladar ilusório do queijo (tão bem ponderado na entrada) ou pelo golpe final: o terrível ponto dos grãos que, muito além do macio, se transformavam numa verdadeira papinha. O fato era que o arroz não tinha gosto de cogumelo, nem de queijo ou manteiga, se tornando apenas um atraso para a formidável carne.

Lombo e tropeirinho do Djalma: 5/5

Lombo e tropeirinho do Djalma

Hum, lembra do pecado do último acompanhamento? Pois a gente até esqueceu dele ao provar esse tropeirinho do Djalma. Meu Deus. É difícil descrever a qualidade desse prato com algo que não gemidos. O tropeiro era sensacional, certamente um dos melhores da cidade, com bastante bacon, o famoso torresmo de barriga da casa (estupendo!) e um lindo ovinho que, apesar de estar um pouquinho além do ponto (cade minha gemazinha escorrendo?!) se encontrava super bem temperado. Para completar aquilo que sozinho já seria um sucesso, temos ainda uma peça considerável de lombo que, apesar de excessivamente fina e ressecada, conseguia com seu tempero exagerado de sal de alho completar magnificamente o feijão. Um prato para se comer de joelhos e se aplaudir de pé.

Sobremesas:

Mousse de chocolate: 4/5

Mousse de chocolate

Gente! E não é que terminamos tão bem quanto começamos? Fora o risoto (tentamos ignorá-lo, mas não deu), tudo na casa foi surpreendente. Um menu super harmônico, gostoso sem ser pomposo, bem executado, caprichado, enfim, lindo. Para finalizar com um sorriso (e umas calorias a mais), a mousse era super gostosa. De textura ótima e paladar bastante “chocolatudo”, com toques meio amargos deliciosos e nada enjoativos a sobremesa, pecava somente na escolha de seu crocante não tão crocante assim, coco ressecado (afinal queríamos mais chocolate!), e em sua quantidade, um pouco pequena para aquela vontade de quero (muito) mais.

Dicas:

Ahn… corra? O menu do Djalma está maravilhoso e não é todo dia que se come tão bem por R$52,90 o menu. Então, o que você está esperando?

post and review by Eduardo Boaventura e Path Aun Tôrres

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