La Traviata – RW 2016, 1ª edição

NOTA DO JANTAR: 3.5/5

Sobre o La Traviata:

Esse é outro dos clássicos de BH que acabamos lembrando de sua existência e visitando exclusivamente por conta do Week! A super simpática casa foi recentemente reformada, mantendo seu estilo antigo e seus toques italianos e apenas escondendo um pouco uma parcela da cozinha e bar (que antes eram abertos ao público). Mesmo com a suposta modernização, seu ambiente continua acolhedor, tradicional e com aquela cara de casona de vó. Destaque extra para o atendimento que, com uma equipe bem treinada e bem presente (são muitos garçons, garantindo que ninguém fique abandonado!), continuava trilhando o caminho para a sensação aconchegante. Para conferir mais do estabelecimento basta clicar aqui!

Gastronomia:

O italiano é especializado naquilo que (quase) todo mundo gosta: massa e pizza! Para o Week, resolveu mostrar mais o seu lado trattoria, deixando as redondas de lado e nos apresentando uma combinação de pratos tradicionalmente italianos, porém com um toquinho brasileiro, algo de fato bastante fiel ao tema (clássicos com toque brasileiro) do festival.

Entradas:

Bruschetta de ragu de carne seca com queijo canastra: 5/5

Bruschetta de ragu de carne seca com queijo canastra

Hum, que começo acertado! Um pão gostoso, muito crocante por fora e macio por dentro, na espessura ideal, e com uma boa dosagem de ingredientes. O gosto da carne seca era ótimo, talvez com um toque a menos de sal que o esperado, o que felizmente era compensado pelo queijo presente e bastante afiado. Se até então o prato era só alegrias, imaginem então que esta fina fatia de pão era molhada no molho de tomates delicioso da casa, dando aquele toque e sabor de uma boa de pizza artesanal e trazendo boas sensações levemente defumadas.

Tortinha de bacalhau com taioba e creme de limão: 4/5

Tortinha de bacalhau com taioba e creme de limão

A segunda entrada era bem mais elaborada, porém ficava bastante empatada com a outra no quesito sabor. A tortinha era boa e ainda que sua temperatura não brincasse tanto com nossos paladares, se mantendo num constante amornado entediante, a quantidade de peixe era surpreendentemente farta, e seu creme de limão gerava uma parceria mística para o bacalhau. Um prato super bem ponderado, com distintas texturas e um sabor instigante, especialmente quando combinado com a enorme folha de taioba e um confit de tomates nada menos que incrível!

Pratos principais:

Risoto de linguiça com pimenta biquinho e crispy de couve: 2/5

Risoto de linguiça com pimenta biquinho e crispy de couve

Bom, se as entradas brilhavam, os pratos nem tanto. Seu arroz, que definitivamente não parecia mesmo de risoto (poderia até ser, porém numa qualidade terrível) tinha passado anos-luz do ponto (totalmente fofo e empapado). Para completar, seu tempero com a linguiça era falho, apresentando apenas alguns nacos aqui e ali de carne grosseiramente destrinchada. Por cima de tudo, o totem da falta de criatividade: um amontoado de couve-crispy que, apesar de gostosinha, só nos fazia relembrar que certamente este prato não recebera tanto amor de seu criador.

Filé café de Paris acompanhado de mil folhas de mandioca: 3/5

Filé café de Paris acompanhado de mil folhas de mandioca

Partindo de uma boa carne, num ótimo ponto e bastante macia, a primeira parcial do prato certamente agradava! Porém, era logo ali do lado, um pouco perdido no prato (e parecendo sangue) que uma poça de aceto balsâmico e mel começava a levantar nossas sobrancelhas de estranhamento, completada por um bloquinho de manteiga saborizada que acabava chovendo no molhado – já que o mil-folhas em questão também carregava considerável paladar de manteiga. Falando em mil folhas, eis aí outro responsável por suspiros desanimadores. Não que ele fosse ruim, mas ele era simplesmente um bloco de folhas de mandioca secas e sem sal, tornando o conjunto esquecível. O resultado era um prato que, infelizmente, não chegava lá.

Sobremesas:

Petit gateau de goiabada com sorvete de queijo: 4/5

Petit gateau de goiabada com sorvete de queijo

Não foi surpreendente na escolha, mas foi uma alegria na execução. Com um bolinho simplesmente delicioso, de textura perfeita e muito, muito sabor de goiaba, a sobremesa brilhava sem se tornar exageradamente doce. Nossa única tristeza, quem nem era tão grande assim, ficava por conta do sorvete de queijo, que infelizmente quase não tinha gosto de queijo, acrescentando apenas um paladar aleitado ao conjunto.

Mousse de chocolate com sorvete de cupuaçu: 3/5

Mousse de chocolate com sorvete de cupuaçu

O belo prato chamava a atenção em suas cores e texturas interessantes, porém não comparecia muito em sabores. O sorvete aqui, diferente de seu companheiro anterior, era forte, muito forte, e acabava mascarando por demais o paladar simples e delicado de uma mousse. Ainda assim a combinação era boa, o amargor do chocolate combinava bem com a acidez do sorvete, além dos pedacinhos de chocolate incrementarem uma mudança legal de textura, porém tudo era (apesar de bem executado) uma sobremesa bastante sem graça.

Dicas:

Hum…não foi dessa vez, né? Quem sabe partir para provar o cardápio tradicional? Cof.. Cof.. especialmente algumas pizzas da casa. 😀

post and review by Eduardo Boaventura e Path Aun Tôrres

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