Duke’n’Duke – RW 2016, 1ª edição

NOTA DO ALMOÇO: 2.8/5

Sobre o Duke:

Opa! O Duke voltou para o Week! Depois de ficar uma edição sumido (que nos deixou ávidos por novas criações da casa), ele voltou para essa edição. Uma coisa muito importante sobre a casa antes de começarmos a crítica propriamente dita: um histórico. Conhecemos o Duke logo que inaugurado, e nos apaixonamos pela casa. Sandubas maravilhosos, com pães incríveis, boas combinações de ingredientes, boas carnes, um ambiente ótimo e um preço… gourmet. Não nos leve a mal, ele continuava valendo super a pena, mas definitivamente ele era gourmet. No Week, o Duke sempre trouxe burgers incríveis (criados para o festival) que acabaram ficando no cardápio oficial, tamanho era seu sucesso. O problema do festival era: como os burgers da casa nunca foram baratos, havia uma clara economia na entrada e na sobremesa, o que nos deixava revoltados ao degustar de um hambúrguer sensacional, acompanhado de uma folha de salada, ou de 1 mini-ingrato (micro tubete recheado) e uma bola de sorvete. De qualquer forma, sempre foi um dos melhores (senão o melhor) burger da cidade (sorry, bang bang). Porém o tempo passa, a fila anda e hoje em dia, a história é um pouco diferente. O Duke perdeu grande parte de seu cuidado e de seu perfeccionismo na montagem e nos ingredientes (talvez pela troca de equipe?), mantendo-se apenas na média contra outros burgers da cidade.

Gastronomia:

A notícia boa foi: o Duke voltou e com entradas e sobremesas de verdade! A casa criou dois burgers para o festival (de forma bem interessante ao considerarmos o tema), voltando aos “toques brasileiros” e trouxe à mesa o que sabe fazer de melhor. E completou com começos e encerramentos aceitavelmente complementares, o que fez desse seu primeiro verdadeiro menu degustação. Após essa nota 10 no conceito, passemos para os sabores, shall we?

Entradas:

Salada Dkn: Mix de folhas, broto de feijão, tomate cereja, molho tonkatsu e croutons: 2/5

salada

Hum, começamos com saladinha, e dessa vez não era nada de “inha”. O conjunto era um combinado farto, bonito e agradável de alface, brotos de nabo muito bem ponderados e um molho levemente picante agradável. Os croutons traziam um crocante legal como em qualquer salada e os poucos tomatinhos adoçavam o conjunto dando um contraponto ao molho exageradamente salgado. O problema então era justamente esse, o molho exageradamente salgado, a base de peixe e ostras com shoyu que, apesar de saboroso e quase um pecado quando combinado com os brotos, era uma clara agressão ao volume de sódio no prato, deixando a entradinha um pouco forte ao ser devorada.

Polenta frita com geléia de pimenta biquinho e dedo de moça: 4/5

polenta

Partindo para a segunda entrada: outra surpresa agradável. Novamente a porção era farta, idealmente desenvolvida para um menu de 3 passos. A polenta – para nossa alegria – era caseira (juro que ficamos com medo de chegarem aqueles bastões duros que compramos congelados no supermercado), com formato simpaticamente disforme e sabor fresquinho. O gosto era super agradável, o crocante estava excelente, com ótima proporção de casquinha e cerne, e o molho combinava lindamente. Ok, ok, o prato estava sim um pouco engordurado, mas mesmo assim, para pessoas não-fãs de polenta, como nós (já que quase tudo que vemos por aí são versões congeladas e completamente sem gosto), era um dos melhores exemplares que já havíamos provado. Uma sugestão? Quem sabe um molho com cara de menos pimenta e mais de geleia, para que fique mais suave e dê mais espaço ao conjunto?

Pratos principais:

Chico (Hamilton): Pão de sal, burger de frango, requeijão de raspa, mostarda com semente e crispies de couve: 3/5

burger frango

O primeiro burger que provamos era de carne de frango, feito com o que deveria ser o pão de sal da casa, mas que na verdade era o pão de batata (que, sinceramente, estava maravilhoso, superando outras fases nas quais o de sal era o melhor pão da casa). Recheando o pão uma carne de frango simples e deliciosa! Super bem feita e moída na ponta da faca, o ingrediente principal de qualquer burger se encontrava naquele ponto levemente crocante por fora mas ainda suculenta por dentro. Para completar qualquer combinação com frango em minas, um requeijão muito gostoso, que adicionava certo teor rústico ao conjunto e uma matadora textura aveludada. Uma verdadeira pena era mesmo sua moderada quantidade, pois certamente faria uma grande diferença no conjunto se estivesse em proporção maior. Para completar uma mostarda em grãos e uma couve crispy bacanas, trazendo um azedinho, um amargo e texturas novas ao prato, mas que falhavam em adicionar alguma outra dimensão mais arrojada… um bacon, ou algo defumado talvez?

George (Benson): Pão de sal, burger de carne, alface, queijo canastra maçaricado e molho de goiaba: 2/5

burger carne

Passando para a carne vermelha, não tivemos uma impressão tão positiva quanto a anterior. A verdade era simples, a carne do sanduba simplesmente não era boa (que é toda a alma de um sanduíche desses, né?), com paladar rançoso trazido pelas menos bem vistas partes do boi. Envolvendo tudo um pão de sal (esse sim era de sal) ok, com ares de que este já havia visto dias melhores (provavelmente quatro dias atrás, quando foi fabricado). Já para os acompanhamentos, a alface não fazia muita diferença nos sabores, trazendo apenas uma texturinha que faltava realmente no hambúrguer, e o molho de goiaba, apesar de gostoso, era doce demais e com gosto de goiaba de menos, deixando com que o sabor de pimenta biquinho sobrepusesse todo o gostinho do fruto. Ah sim, o queijo novamente era ótimo mas, também mantendo o padrão, estava em porção mini.

Sobremesas:

Stick Toffee Pudin: Torta de tâmaras, com molho “pegajoso” de açúcar caramelizado e servido com creme de natas: 3/5

toffee

O cheesecake (que era a outra opção de sobremesa) para nossa infelicidade estava indisponível no dia de nossa visita, chuif. Falemos então do “pudimzinho”. Era pequeno sim, não era farto como as entradas, mas estava num tamanho ótimo para um encerramento de menu como esse. O que dizer do prato então? Seu bolinho era bom, sua textura deveria ser semelhante à de um pudim e, bem, de pudim não tinha nada, mas no final podemos dizer que o que importa atendia: ele era gostoso. Sobre o montinho, um chantilly verdadeiramente delicioso, fresco e artesanal, trazendo uma textura espetacular para o conjunto, e sob ele, uma calda que era… estranha. Como quase todos os doces ingleses ela era doce e ao mesmo tempo salgada, mas nessa versão em questão nem seu ponto, aqui menos cremoso que o normal, nem seu sensível paladar de manteiga, aqui quase inexistente, permitiam que ela agregasse positivamente ao bolo, se tornando rapidamente enjoativa e consequentemente sendo deixada de lado no prato.

Dicas:

Bom, por ser menu de almoço, o preço com certeza é o mais barato possível para uma refeição no Duke, portanto, dessa perspectiva, talvez possa valer a pena. Só tomem cuidado com a questionável qualidade das carnes vermelhas da casa.

post and review by Eduardo Boaventura e Path Aun Tôrres

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