Drummond – RW 2016, 1ª edição

NOTA JANTAR: 2.8/5

Sobre o Drummond:

O Drummond é o restaurante do hotel Holiday Inn, localizado na Savassi, próximo à avenida do Contorno. Como devem imaginar, esse também entra pra lista de novos hotéis que inauguraram próximos à Copa do Mundo de 2014, se mantendo no padrão agradável de um satisfatório hotel internacional. Para completar, a localização não poderia ser melhor, perto de onde tudo acontece porém não tão perto assim para o movimento se tornar um problema. Seu restaurante é super simpático, com espaço muuuuito amplo (conseguimos imaginar aquelas mesas lotadas no café da manhã após uma conferência que durou anos), um longo sofá em uma das paredes, e um buffet do outro lado. A cereja do bolo no entanto acaba se tornando o atendimento, nada menos que fantástico, com garçons super simpáticos, presentes e hiper cordiais.

Gastronomia:

O Drummond é um internacional, como esperado de basicamente qualquer restaurante de hotel. Tem várias opções de carnes e massas, além de saladas, entradinhas e sobremesas, todas bem relacionadas no ipad, onde fica o cardápio do local. Bebidas também são diversas, entre vinhos, cervejas e outras variações alcoólicas e não alcoólicas. Para o Week, ostentaram e foram de pato e filet wellington, deixando-nos com MUITA água na boca e altíssimas expectativas.

Entradas:

Involtini à Moda Drummond: 2/5

Involtini à Moda Drummond

Pensamos em rolinhos. Afinal, um involtini deve envolver alguma coisa, certo? Nesse caso, não exatamente. A combinação trazia à mesa um amontoado de folhas, um belo presunto cru e simpáticas bolinhas de melão. O que dizermos então de um prato tão estranhamente montado? Bom, sua fruta estava boa, molhadinha e macia, e o pesto que coroava suas redondas marcava um tom refrescante bacana para o prato. Para acompanhar, uma dupla de tomates secos ok e uma bela fatia de parma que, não me levem a mal, era a melhor coisa do prato, mas definitivamente não o bastante para surpreender.

Salada Caesar com Frutas Tropicais: 5/5

Salada Caesar com Frutas Tropicais

Hum, se na primeira opção de entrada a sensação era de um bolinho de ingredientes jogados aqui e acolá, o segundo prato não só era bonito como também era ousado. Mantendo a ideia da primeira entrada (carnes + frutas adocicadas), essa salada era a versão abrasileirada da clássica Caesar, que nada mais é que a versão normal porém com muito, muito menos molho. Para completar a saladinha, um punhado de frango e o formidável amontoado de frutas. Bastava então um bom par de garfadas para olharmos intrigados para o resultado e querermos mais, seus morangos, suas uvas e finalmente sua manga acrescentavam um pesado tom doce enquanto o molho relativamente salgado contrapunha o todo. Minha única tristeza foi a utilização de uvas com caroço, e mesmo assim, quem se importa?

Pratos principais:

Filé Wellington recheado com Queijo Minas e Manjericão e Risoto de Tomate Fresco: 3/5

Filé Wellington recheado com Queijo Minas e Manjericão e Risoto de Tomate Fresco

Admito que esse é um dos nossos pratos preferidos, afinal, como não amar a combinação de carne, farinha e manteiga? Sua carne, como podemos ver pela foto, estava em um ponto INCRÍVEL, derretendo na boca mas ainda com aquele sabor único de um filé bem selado. Sinceramente, a peça de cerne vermelho hiper ultra macio por si só era o bastante para saltarmos de alegria. Para completar, uma boa massa folhada que, infelizmente sem muito gosto, pecava em conseguir trazer o toque amanteigado ao todo, além de um teórico queijo minas e manjericão que, sinceramente, nunca deram as caras. O resultado então, apesar de bom, deixava margem para melhorias, como acrescentar uma nova dimensão ao conjunto com algum creme (geralmente cogumelos) além de um novo auê com uma carne mais forte (cof cof, presunto cru), deixando este que poderia ser um exemplar maravilhoso de Filé Wellington apenas na faixa do ok. Para acompanhar, um bom molho e um risoto, que juntos aveludavam cada uma das mordidas. Seu sabor de tomate e seus pedacinhos eram encantadores, porém o paladar ficava um pouco perdido no prato, não coroando a carne como deveria.

Magret ao Molho de Limão Capeta e Batatas com Especiarias: 2/5

Magret ao Molho de Limão Capeta e Batatas com Especiarias

O magret era a alternativa ao Filé Wellington, e definitivamente sua apresentação era de encher os olhos. Porém, visuais de lado, a verdade era que sua carne não impressionava… como podemos colocar isso? A capa de gordura do pato era grossa demais, resultando em cortes muito profundos que acabavam fragilizando a peça. Para completar, a gordura não havia sido devidamente frita, não derretendo na medida desejada e não acrescentando aquele sutil crocante ao prato. O resultado, além de uma peça enjoativa de tanta gordura, era uma carne dura que provavelmente não havia sido aquecida numa velocidade rápida o bastante para evitar que ela cozinhasse durante seu aquecimento. Compondo o prato tínhamos também um molho de limão muito gostoso e um punhado de batatinha deliciosas, muito bem temperadas e muito bem preparadas. A grande questão era a desconexão, afinal, o molho era bom, mas não combinava com as batatas, as batatas eram boas, mas em nada combinavam com o pato. Ou seja, um prato bom em algumas individualidades, mas que não funcionava como um todo.

Sobremesas:

Kulfi de Açaí: 2/5

Kulfi de Açai

O que visualmente parecia um suspiro de açaí, mas definitivamente tinha pinta de sorvete artesanal (ok, não sabíamos o que era um kulfi até então) tinha MUITO gosto da fruta e, portanto, pouca cara de sobremesa. Era um prato no geral até agradável, mas de paladar simples, único, direto e predominante do creme de açaí. Algo que estamos tão acostumados, deixando com que essa sobremesa se transformasse apenas numa tigelona de açaí da lanchonete da esquina.

CheeseCake com Calda de Goiabada Cascão: 3/5

CheeseCake com Calda de Goiabada Cascão

Ahn, primeiramente um comentário óbvio: cadê a goiabada cascão? Cascão, para nós mineiros, é aquela goiabada grossa, escura, com pinta de meio queimada e é claro, com pedaços da casca, que combinamos com queijo canastra e mandamos pra dentro. Enfim, quebra de expectativas a parte, nossa caldinha de goiabada da mais suave possível de forma alguma decepcionava além da quebra de expectativas. A sobremesa em questão era montada a partir de uma massa ótima, genuinamente boa, crocante, firme e bem saborosa, completada por um creme pra lá de reforçado no quesito queijo, com um quê de ricota (e não mascarpone ou cream cheese) e uma textura de suflê divertida. Nossa tristeza era ainda mais reforçada quando pareada com uma calda que, como falamos, era boa, mas sem aquele chute rústico que esperávamos na cara.

Dicas:

O Drummond gera emoções mistas, mas definitivamente promete. Sua carne estava fantástica, a salada também e, apesar das sobremesas não terem sido um sucesso para nós, estavam sim bem executadas. Além disso, o lugar é lindo e pode ser um ótimo espaço para um pequeno-médio evento de negócios.

post and review by Eduardo Boaventura e Path Aun Tôrres

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