Inka – RW 2016, 1ª edição

NOTA ALMOÇO: 2.5/5

Sobre o Inka:

O Inka é um mix de Peru e Japão, muito bem localizado em um grande imóvel no Luxemburgo, próximo ao Shopping Woods. Seu estilo com toque informal não deixa de ter um tom refinado, com um longo ambiente cheio de mobílias escuras e um igualmente longo balcão, onde conseguimos ver o preparo de algumas bebidas e pequenos detalhes. Já falamos do Inka no último Week, como você pode conferir aqui.

Gastronomia:

Como citamos, a casa mistura influências do Peru – sua culinária principal – com preparos ou ingredientes japoneses, criando um menu repleto de peixes, temperos e algumas friturinhas. Seu toque latino aproxima os brasileiros da casa, e o lado oriental previne certos exageros, criando excelentes fusões num cardápio provavelmente grande demais. Felizmente, para o Week, só havia 6 opções, tornando mais factível nossa tarefa de escolha. Vale mencionar que, para essa edição, eles usaram bem dos pratos quentes, buscando trazer – talvez – uma clientela mais tradicional.

Entradas:

Ceviche Tangerina: delicioso ceviche de salmão e tangerina: 3/5

Ceviche Tangerina

Uau, um shot de peixe, não? O que dizer do clássico revisto? Bom, sua ideia era ótima, porém a quantidade de molho definitivamente se encontrava algumas casas além da normalidade, perdendo a oportunidade de combinar diferentes sabores harmonicamente e deixando tudo com um gosto por demais linearizado. Como ingrediente principal, um bom peixe, com toque de pimenta perfeito que conseguia manter viva ali dentro uma parcela do sabor do pescado. Para completar, um chips industrializado relativamente dispensável, que apesar de adicionar em textura pecava no paladar.

Tequenos de camarão: 4/5

Tequenos de camarão

Nossa, vamos falar a verdade. Todas as expectativas que o outro prato criou, esse conseguiu entregar. Os tequenos eram nada mais que alguns enroladinhos de camarão em massa de pastel. Seu recheio era bem pontual, com um creme levemente ácido que se escondia no meio da massa e do peixe, completando o conjunto e criando um sabor eficiente. Para completar o prato um molho à base de shoyu e gengibre que o transformava de maneira surpreendente, dando aquele quê picante e uma sensação maravilhosa de variedade.

Pratos principais:

Macarrão de Vô: suculento molho de bolonhesa de linguiça fresca, servido com espaguete e parmesão: 1/5

Macarrão de Vô suculento molho de bolonhesa de linguiça fresca, servido com espaguete e parmesão

Esse prato estava meio desconexo do menu. Não parecia peruano, nem japonês, nem brasileiro nem nada. Não parecia sequência de nenhuma das entradas e, enfim, estava meio que deslocado em vários sentidos. Sua massa, apesar de num ponto aceitável, não passava do ok, enquanto seu molho de linguiça destrinchada era decepcionante, fosse pela carne sem graça, pelo extrato de tomates utilizado ou pela quantidade estranhamente exagerada de alho, a verdade era que o resultado não conseguia sequer trazer um sorriso aos nossos rostos, especialmente quando combinados com aquele queijo ralado que, de tão pouco curado, estava mais pra mussarela que para parmesão.

Pato Selvagem: Macio Magret de pato acompanhado de arroz cremoso com banana e o marcante barbecue: 3/5

Pato Selvagem Macio Magret de pato acompanhado de arroz cremoso com banana e o marcante barbecue

O belo prato (esse sim conectado ao menu da casa) trazia um pato em um ponto ótimo, acompanhado por um molho delicioso, aveludado e marcante, com toques de mel incríveis e um conjunto bastante gostoso. O amontado de risoto de banana era super interessante, trazendo um adocicado que combinava com o molho da carne, mas não obtinha aquele contraste esperado com os temperos e a carne em si. O resultado era um bom jogo de sabores que, apesar de agradável, poderia sim ser ainda mais intenso, perdendo um pouco de seu balanço pela escolha de um péssimo arroz de risoto.

Sobremesas:

Domingo: Pudim de Leite Condensado e caramelo de limão: 1/5

Domingo Pudim de Leite Condensado e caramelo de limão

Fomos num domingo. E a sensação é que esse pudim ia nos trazer aquela sensação que esse dia nos traz: a doçura de não precisar levantar cedo para trabalhar/estudar, e o toque azedo de ter que encarar a segunda-feira braba em seguida. Porém a realidade era outra, seu creme não era agradável (estamos sendo simpáticos, porque a textura rançosa e seu ponto granulado estava num nível tão tenso que muito nos impressiona o fato da casa ter coragem de serví-lo), o sabor era puramente de ovos e o conjunto não conseguia chegar naquela tom do clássico, restando apenas aquela textura débil e uma calda rala. A combinação do caramelo azedinho com o toque doce do pudim provavelmente seria arrebatadora, porém o prato se encontrava tão desandado que sinceramente se tornava impossível de ser admirado.

Espefruta: Espeto de frutas com creme de Coco e chocolate: 3/5

Espefruta Espeto de frutas com creme de Coco e chocolate

Lindo prato, não? Diferentemente do nosso pudimzinho, essa sobremesa era de se comer com os olhos. As frutas eram agradáveis, os cremes eram bons, e tudo ficava em um nível bem estável. Nada mau, claro, porém nada excepcional também. Ao menos era bonito e com sabores bem construídos.

Dicas:

Nossas dicas são simples, vá à casa e pergunte o que eles têm de melhor. Certamente os tequenos (de variados sabores) e as causas serão uma melhor introdução ao Inka que o cardápio oferecido para o festival.

post and review by Eduardo Boaventura e Path Aun Tôrres

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