UOL Burger Fest 2016 – Parte 1

O ONDEcomo adora cobrir as gordices de BH! E em 2014 e 2015 cobrimos um dos festivais mais gordinhos de todos: o Burger Fest! Começou bem avacalhadinho (sorry), com uma divulgação esquisita e uma seleção de casas também estranha. Ainda assim, trouxe sabores que nunca esqueceremos, como a coalhada seca do Trindade e o famoso cafetão do Dub.

Esse ano, apareceu o UOL Burger Fest. Se é o mesmo? Parece. Se está mais organizado? Com certeza. Isso significa que os burgers estarão melhores? Não necessariamente.

A questão é que o festival voltou, de cara nova, cardápio fofinho (cada casa tem um livrinho com seu burger, suuuper simpático) e com um novo patrocinador: a Friboi (deixando para trás a Hellmann’s de outrora). Além disso, agora ele rola simultaneamente em várias cidades do Brasil. A única coisa que não mudou para melhor foi o prazo. Gente, sério, 13 dias não é tempo suficiente para provar todas as casas! Você teria que ir em mais de uma por dia todos os dias, e isso em BH, imaginem em São Paulo!

Não custa deixar um mês na cidade para que você possa dar uma geral? Não custa.

Mas enfim, confiram os 3 primeiros burgers que provamos e o que achamos desse festival UOL que mal conhecemos e já consideramos pacas.

Pocket Burger

Esse cantinho da Savassi já é nosso conhecido. A Pocket é uma hamburgueria estilo Subway Gourmet. A ideia é escolher tudo (claro, eles têm algumas opções já montadas), desde o pão até o acompanhamento. São vários tipos de pão (brioche, batata, australiano, de sal, etc), de carne (frango, boi, porco, etc), de queijo (gorgonzola, prato, emmenthal, canastra, catupiry, etc) e de extras, que podem ir desde uma saladinha básica até um bacon caprichado. Seu espaço é bastante fast food, com mobília simples e sofazinhos fixos, além de mesas externas. Ainda assim, tudo é feito na hora, o que faz toda a diferença. Além disso, para acompanhar você escolhe entre chips, fritas ou nuggets. Interessante, né?

Pocket Angus (R$35,90) hambúrguer com blend de cortes da raça Angus, mussarela de búfala, maionese, alho frito, cebola caramelizada, bacon, alface americana e tomate maçã, servido no pão de gergelim: 2/5

pocket

O burger desse ano tinha um bom conceito. Os ingredientes combinavam, a carne prometia e ele veio tão bonito que ficamos tão ansiosos para provar que quase ficamos sem foto! A tristeza porém era simples, sua execução não era boa. A carne estava mal passada e meio fria (o que estragava qualquer experiência). Completando essa infelicidade vinha essa nova moda de comprar um péssimo corte de Angus, se escondendo atrás da etiqueta do “Blend” para poder encher a boca falando da raça do boi, e por vezes negligenciando o fato de que o sabor da carne não depende somente da raça. É, isso entristece de verdade qualquer amante de hambúrguer. Para acompanhar um pão também frio e uma salada e molho completamente gelados. O resultado era um sanduíche frio e muito, muito sem graça.

Jack’s Big Burger

Essa casa também é nossa velha conhecida. E que hamburgueria não é, não é mesmo? (rs) As duas unidades do Jack’s ficam na Rua Paraguai, no Sion, num espaço bem simpático porém bem escondido; e no Vila da Serra, na avenida mais movimentada do bairro. Seu ambiente é decorado em estilo clássico dos anos 50 (sofás vermelhos, elementos retrôs, uma combe na porta, esse tipo de adorno), porém o conceito da casa vai além do clichê. Eles criaram uma cidade, e os hambúrgueres são seus moradores. Então não estranhe se vir alguém pedindo um Sr. Prefeito com carne mal passada do seu lado. Com parcerias de vários desenhistas, tudo na casa é lindo, principalmente o cardápio. Recentemente, lançaram o burger do Valente, personagem canino do talentoso Vitor Cafaggi, levando novos traços para a casa.

Jebediah Bullhog (R$28,50) hambúrguer de fraldinha, pernil e bacon no pão de batata coberto com gergelim, manteiga de Jack Daniel’s, mel e páprica, acompanhados de palitos de mussarela empanada e cebola frita: 3/5

jacks

O hamburgão era feito com um pão bom e um bacon delicioso. Seu toque salgadinho era perfeitamente contraposto pelo toque adocicado perfeito do mel, ao passo que a páprica bastante suave completava o todo com um sabor delicioso e levemente picante. A ideia de se utilizar os sticks de queijo e não o queijo em si também é simplesmente genial, adicionando aquele sabor do empanado frito excelente. A saladinha era justa (talvez dispensável, mas sabemos que algumas pessoas adoram salada no hambúrguer) e o único defeito (que infelizmente não era tão pequeno) era a carne. Ela foi feita com variados cortes que resultavam numa combinação de pontos e texturas completamente aleatórias, perdendo a fluidez e a harmonia que haviam sido tão bem conquistados pelo prato.

Deli Handmade

A casa em uma das regiões mais movimentadas do Lourdes é simpática, aconchegante e, claro, vive lotada. Seu espaço é compacto, cabendo talvez 5 ou 6 mesas internamente e mais 4 na calçada. Sua decoração é linda, porém nada diferente do que vemos em hamburguerias por aí. O interessante é o ambiente à meia luz (que gera fotos alaranjadas como essas), que deixa tudo mais intimista e menos “fast food”. Vale falar que o atendimento, ó céus, beira o inexistente, não sendo raro ser ignorado múltiplas vezes.

Big Daddy (R$40,90) dois discos de blend de Red Angus 300g, queijos gruyère e cheddar, bacon, ovo frito, alface americana, tomate grelhado, maionese de páprica picante, servido no pão tradicional, com batata frita rústica ou chips de batata doce: 4/5

deli

Diferente de sua casa irmã, o Pocket, aqui começamos com uma carne muito boa e um queijo melhor ainda. Seu sabor era incrível, numa mistura de gostos e texturas verdadeiramente agradáveis. O ovo, pela primeira vez na história da casa dentro de festival, conseguia agregar sabor e textura, não se tornando dispensável como em outros anos. A tristeza do sanduíche ficava pelo toque apimentado de páprica doce que, quando não muito bem dosada se torna enjoativa e bastante chata. Ah sim, é sempre bom notar que a carne, apesar de deliciosa, era (e como) exagerada, tornando o burger difícil de comer e massacrando os outros sabores mais suaves. Com certeza seria melhor se fosse um disco só, sem tanta pimenta e com a mesma quantidade de queijo. Ah, destaque para a salada da casa, que feita a partir de um tomate levemente cozido, era nada menos que ótima! As fritas que acompanhavam também eram bem gostosas, como sempre são na casa.

Porky (R$30,90) pão francês, blend suíno, spicy vinagrete, queijo coalho, bacon, geleia de tangerina e crispy de taioba: 3/5

deli aproxima

Primeiramente, essa opção não era do Burger Fest. Ela era especial do Circuito Aproxima. Mas, como provavelmente o Burger Fest estava fazendo mais sucesso, a casa decidiu colocá-los juntos no menu do BF, e foi assim que acabamos com essa beleza na nossa mesa (rimou, hein?). Harmonicamente falando, esse exemplar era bem melhor que seu amigo, o paizão. Em primeiro lugar, ele não era gigantesco e nem tinha carne o bastante para se acabar com a fome da Etiópia, o que de cara já o tornava bem mais elegante. Sua carne era muito boa, certamente enjoativa, mas ainda assim boa, e quando combinada com os outros ingredientes se tornava um deleite. A parcela de queijo coalho era deliciosa, apesar de mal distribuída e em quantidade pequena para todas as mordidas. Sua taioba era completamente ignorável e seu vinagrete acrescentava aquele gostinho avinagrado que ia de mão dada com o porco. Para completar, uma geleia que acabava se mostrando o grande trunfo e a grande tristeza do Porky. Certamente ela unia todos os itens dali, potencializando o burger de forma excepcional com sua textura e seu toque adocicado e cítrico imbatíveis, mas, diferente da crença da casa, ela não era o bastante para molhar o sanduíche, fazendo com que o resultado final ficasse seco. Ademais, seu toque doce não combinava com a pouca quantidade de queijo (mais salgado), deixando o sanduíche alguns passos mais perto do resultado já enjoativo. Ah sim, o pão era duro (parecia torradíssimo!) e simplesmente terrível de se comer de uma forma tal que se tornava complicada de se esquecer.

post & review by Eduardo Boaventura & Path Aun Tôrres

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