UOL Burger Fest 2016 – Parte 2

Não deu pra parar cedo com a gordice, então trouxemos mais 3 burgers do Burger Fest para vocês conhecerem! Borá lá?

J’s Fine Burger

A casa na Pampulha é o que se chama de sucesso absoluto de público. De crítica… Nem tanto. O lugar é simples e fica numa esquina que se tornou movimentada graças à abertura do estabelecimento. Segundo nossa experiência, é praticamente impossível não pegar fila pra entrar (e lá não é tão pequenininho não, viu?). O ambiente tem uma decoração simples estilo hamburgueria e uma parte externa descaracterizada. O atendimento não é bom nem ruim (é difícil ser visto, na verdade), mas a cozinha é extremamente eficiente. O cardápio é GIGANTE, então que bom que já tínhamos uma opção escolhida.

Mandela (R$27,90): 160g de hambúrguer preparado com picanha, salada marroquina, creme de queijo com alho e cebola, bacon crocante, alface, tomate, molho rosé com orégano e molho Barbecue, servido no pão branco com gergelim: 1/5

js

Um belo burger, que mantinha os sanduíches do J’s no topo da cadeia estética da capital, mas que de paladar, bem, não chegava lá. A infeliz verdade era que este certamente foi o pior exemplar provamos na edição (ficando junto ao Pocket na metade inferior da tabela). Então o que tínhamos aqui? Bom, seu pão era bom, porém grande demais, seu bacon exagerado (acredite, isso pode acontecer), meio sem gosto e seco por demais. Para contrastar com a sensação pouco suculenta até agora, um molho de queijo péssimo, gelado e sem gosto, e um barbecue que aparecia apenas na descrição do sanduíche. Coroando tudo uma salada que também não ajudava, já que ela molhava o sanduíche com mais uma leva fria de alface e algo rançoso que parecia um cuscuz empapado. Para completar o destaque do sanduíche, a pior parte de todas era a carne que, ausente de qualquer gosto de carne (cof cof, congelada), não apenas estava fora do ponto como acrescentava mais um toque frio ao conjunto. Ah sim, importante notar que o hambúrguer acompanha patéticas 13 unidades da pior batata frita congelada da história, que deixa aquela pergunta na ponta da língua de como alguém consegue estragar batata congelada ainda mais? Vai saber.

NY Burger & Drinkeria

Essa foi uma novidade no festival, e no nosso blog também! A NY era uma hamburgueria sem cara de anos 50 (yes!!!), com estilo mais rústico e bem descontraído (lembrando bastante uma versão do nosso amado Dub). Seu cardápio é bem mais sucinto, mas ainda assim bem variado. Além dos burgers, ela tem várias opções de sobremesas e, como o nome já entrega, uma bela carta de drinks! Sua localização é boa, talvez um pouco escondida, mas quase na esquina de uma rua bem movimentada da região da Pampulha. Seu atendimento era excelente, rápido, eficiente e acertado. Os garçons conheciam a carta, o festival e faziam de tudo para que o cliente se sentisse em casa. Um amor!

Miami (R$35,90) 200g de hambúrguer de picanha, recheado com queijo cheddar , bacon crocante, alface, tomate e molho NY Honey (da casa), servido no pão preto com fubá: 4/5

ny

Que surpresa boa! O pão preto com fubá (o primeiro que vimos!) era bem gostoso, macio e saboroso. O queijo era bom e tinha uma ótima textura, apesar do gosto levemente exagerado de creme de leite. Sobre tudo, uma porção grande de um bacon excelente, super crocante e com gosto de defumado. Para temperar uma mostarda agradável (sem gosto do prometido mel, obrigado!). E claro, por fim, o protagonista da festa lacrava o veredito: o burger de picanha era realmente excepcional. Macio, bem feito, no ponto ideal e super saboroso, provavelmente um dos exemplares do festival que mais tinha gosto de verdade. Além disso, batatinhas ótimas para completar. Uma ótima participação e com certeza um lugar para voltarmos! 🙂

OBS: Apesar de ser um dos burgers mais caros, era um dos maiores, melhores e acompanhava refrigerante ou suco! 😉

Bistrô Burger

Essa é das antigas! Conhecemos essa casa no primeiro Burger Fest que cobrimos (em 2014), e tentamos sempre voltar para ver o que há de novo. Não sei se se lembram, mas em nossa última visita, em 2015, eles haviam mudado o esquema de atendimento, transformando-se num slow-food de balcão. Ou seja, não havia mais garçons e os pedidos deveriam ser feitos – e pré-pagos – no caixa. Isso piorou bastante a experiência na casa, já que não agilizou o atendimento e nem barateou os burgers, se tornando somente uma perda na experiência ao invés de uma mudança de posicionamento. Maaaaas, esse ano, eles voltaram ao normal! Agora eles atendem nas mesas, bonitinhos, dão sugestões, têm um novo cardápio e estão bem mais alinhados com o restante das casas do festival. Brilharam!

Wimpy Burger (R$31,00): 200g de blend da raça Red Angus, molho de ervas, queijo cheddar inglês Joseph Heller e bacon artesanal empanado, servido no pão artesanal de brioche: 3/5

bistro burger

Acreditem, quando lemos “cheddar inglês”, dirigimos como loucos para provar essa maravilha. Estamos acostumados a provar o requeijão sabor cheddar, ou os processados que vemos por aí, que tem pouco do queijo original, por isso vimos uma oportunidade e tanto no burger do Bistrô. Nos surpreendemos com uma carne ótima, macia e no ponto perfeito, além dum pão excelente, super fresquinho e saboroso. Sobre tudo um bacon ok, bem feito e crocantíssimo, mas sem aquele algo a mais. Do lado do sanduíche vinha ainda um copinho com o molho, bastante ignorável, perdendo espaço frente aos sabores tão marcantes que vimos por ali. Mas e o queijo, o tão famoso? Então, era só uma amostra, um carpaccio da iguaria tão pequeno e ignorável que servia apenas para adicionar ainda mais gordura ao conjunto, uma verdadeira decepção. 😦

Faltava aquele algo mais, entendem? Entendemos o minimalismo e somos fãs, mas por R$31 o micro sanduíche (era bem pequeno mesmo) sem qualquer acompanhamento parecia uma maneira da casa de lucrar com as pessoas que normalmente não seriam clientes do estabelecimento. Claro, sabemos que os ingredientes eram caros, mas o queijo vinha em quantidade ínfima e todo o burger era em tamanho mini. Ah, poderiam ter tratado o queijo para que ele se tornasse mais cremoso e mais agradável (e poderia haver um acompanhamento, né, vamos combinar).

post & review by Eduardo Boaventura & Path Aun Tôrres

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s