68 La Pizzeria – RW 2016, 2ª edição

NOTA DO JANTAR: 4.0/5

Sobre o 68:

A pizzaria que fica no coração da cidade também está no coração da gente. Simpática, espaçosa, elegante e super bem localizada, a 68 é a prova de que é possível se fazer um ponto e um público muito fiel (que só cresce, por acaso). Suas pizzas são deliciosas, seus preços são justos e o atendimento é sempre encantador. Sem dúvidas um dos maiores sucessos da cidade (esse, por mérito próprio e não por tradição vazia ou investimento absurdo em marketing) não poderia ficar de fora do Week. Para ver o que já falamos sobre a casa, basta clicar aqui. Mas não deixe de ler abaixo o que falamos sobre essa edição do Week.

Gastronomia:

O tema da vez é a Culinária de Sedução, e nisso a 68 é especialista. Trouxe ao Week lasanha, peixe, pizza e, claro, seu inesquecível semifreddo.

Entradas:

Pão de calabresa (feito com a massa da pizza, envolvido com muzzarela e calabresa finalizado com parmesão): 5/5

pao-de-calabresa

Um dos pratos clássicos do menu da casa que leva simplicidade e alegria às mesas. Feito de forma simples e tradicional, o prato enrola na massa de pão quantidades exorbitantes de calabresa e queijo, para depois crescerem e aí sim serem assados no forno de pizza. Com um sabor forte e ótima textura, a mistura do embutido com o pão levemente úmido pela gordura do queijo é uma verdadeira tentação, se tornando uma surpresa a cada mordida. Para completar o prato um acompanhamento de azeitonas pretas que não poderia ser melhor, quebrando qualquer possível sensação de enjoativo que as mordidas poderiam adquirir e gerando uma nova dimensão ao prato.

Pratos principais:

Lazagna Riale (lasanha de carne, mozzarela de búfala, molho branco e vermelho, gratinada em forno a lenha): 5/5

lasanha

Novamente a casa alegra com uma ótima lasanha que se embasava na simplicidade. Muitíssimo bem servida, ela se iniciava sobre uma boa massa, um toque extra de mussarela gratinadíssima bastante gostosa, e uma harmonia de molhos fascinante. Tínhamos então entre os recheios uma dualidade: de um lado um molho branco com um toque de queijo excelente, que não se tornava enjoativo, mas também não deixava apenas para a porção de queijo responsável pelo gratinado do prato a função de alegrar os mineiros (viva!), enquanto doutro lado o bolonhesa se encontrava na medida, permitindo que os sabores mais suaves – como do molho branco e dos tomates – ainda tivessem vez quando combinados com a carne.

San Remo (molho de tomate pellati, mozzarela de búfala, tomate cereja, molho pesto,queijo parmesão e manjericão): 3/5

san-remo

Essa pizza é um primor. Nada menos que uma versão gourmet da clássica marguerita, dessa vez com tomatinhos cereja, pesto, muçarela de búfala e nosso querido parmesão. Estava muito boa, com os sabores bem evidentes e os ingredientes bem selecionados, macios e complementares (além de ainda contar com folhinhas frescas de manjericão que davam aquela quebrada). Existia, no entanto, um par de infelicidades aqui, primeiramente pelas proporções exageradas tanto do óleo do pesto quanto da quantidade de manjericão, que deixavam o prato um tanto quanto enjoativo, e finalmente pelo sabor ainda que sutil de farinha crua vinda da massa que, apesar do gosto, estava muito bem assada, indicando que o disco havia – em algum momento do caminho entre o forno e a finalização – entrado em contato com alguma superfície contaminada pelo trigo crú, num triste descuido.

Sobremesa:

Semifreddo (sobremesa italiana de chocolate branco com preto gelada e cremosa): 5/5

semifreddo

Assim como na edição passada, a sobremesa de mesmo nome era a alegria dos viciados em doce. Sua única variação se dava por conta de seu formato que, ao invés de simplista e linear, exibia semi círculos dos diferentes cremes, uma agradável adição ao olhar que – apesar de gerar um trabalho extra em seu preparo – certamente trazia um sorriso aos lábios de quem a via. Ah sim, propositalmente ou não, era fato que agora a parcela de chocolate escuro tinha lascas de chocolate muito bem vindas.

Petit Gateau: 2/5

petit-gateau

A infeliz sobremesa que virou “lugar comum em BH” não só é altamente superestimada como, nesse caso, era decepcionante. Seu bolinho era amargo, de ponto errado e bordas queimadas, seu sorvete era blasé e sua combinação (como a de quase todos os exemplares da cidade) tinha muito o que evoluir.

Dicas:

A dica é… IR! Mas vamos indicar exatamente o que vocês devem pedir: se ainda não conhecerem comecem pelo pão de calabresa (por favor, não nos decepcionem), em seguida passem pela lasanha (ok, ok, não experimentamos todos os pratos, mas depois daquela massa, acho difícil uma outra opção tão com gosto de casa) e finalmente, é claro, o triunfal semifreddo. Taraaam! Um menu apaixonante!

post and review by Eduardo Boaventura e Path Aun Tôrres

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