Alma Chef – RW 2016, 2ª edição

NOTA DO JANTAR: 4.0/5

Menu JANTAR

Sobre o Alma Chef:

Já fomos no Alma algumas vezes, e com certeza várias delas foram durante o Week. O primeiro menu que provamos no festival ganhou nossos corações e ficou entre os melhores da cidade. Por isso, sempre temos a expectativa de provar daquela experiência novamente. O restaurante é super bonito e sofisticado, ficando num ponto bem estratégico em Lourdes. Seu menu contemporâneo preza pela execução primorosa em um cardápio sucinto e interessante. Para ver o que já falamos desse simpático espaço basta clicar aqui.

Gastronomia:

Hum, o menu do Week, que esse ano promete SEDUZIR (lembrem-se que o tema é Culinária de Sedução) trouxe carne vermelha, peixe, lagostim e um brulée que não vamos esquecer tão cedo. Tudo tinha a cara da casa e estava bem gostoso: melhor que na última edição, mas ainda não tão triunfalmente quanto na primeira que participaram.

Entradas:

Salada BeGreen defumada com gastrique, amêndoas e lardo: 5/5

salada

A entradinha era super interessante, trazendo uma salada com texturas bem diferentes. As plantinhas eram boas e levemente defumadas, o que trazia um sabor novo de fato sedutor. Extremamente bem temperadas e com uma proporção ótima de sal e molho, as plantas eram carinhosamente pinceladas logo antes de ir até a mesa. Para completar, um bom parma, que apesar de falhar em atrair qualquer destaque para si, completava bem o prato adicionando alguma proteína, além é claro das sutilmente desnecessárias lâminas de amêndoa, que apesar de adicionarem um tom crocante super importante ao prato, falhavam em adicionar qualquer sabor.

Fettuccine de Pupunha com Alma: 4/5

pupunha

O clássico prato nacionalmente conhecido pela sua versão do famoso D.O.M. era bom, bem pequenininho, e com sabores interessantes. Era algo como uma releitura do tradicional carbonara, com um creme de gemas e queijo bom e um crocante de bacon ótimo. Sua única tristeza, além do mínimo tamanho, era justamente sua massa por demais ressecada e consideravelmente dura. Ah sim, um outro chamado para a temperatura amena do conjunto, já que o exemplar servido seria melhor degustado se a casa tivesse desprendido um maior cuidado com o aquecimento da louça, evitando assim que a temperatura em questão se perdesse nos instantes entre sua montagem e degustação.

Pratos principais:

Beef Angus ao Poivre com Batatas Dominó: 5/5

beef

Feito a partir de uma ótima carne , extremamente macia e servida no ponto ideal, o prato merecia ainda mais aplausos pelo seu molho de pimenta. O creme em questão não tinha aquele exagerado e enjoativo perfume de pimentas, mas também não se mostrava incapaz de entregar o sabor robusto das iguarias, criando um encorpado molho que, sem arder demais, realçava os sabores do angus de forma sensacional. Ah, as batatinhas eram excelentes e estavam muito bem temperadinhas, podendo apenas ser mais crocantes para que explodissem de prazer a boca de qualquer um que as molhasse no caldinho do prato.

Peixe do Dia com farofa de Lagostim: 3/5

lagostin

O peixe era muito bom, simplista, mas bom, e seu molho, bem esse era EXCEPCIONAL! O que temos aqui então, um prato com base numa farofa ok, sem muito gosto de nada ou diferencial relevante, que funcionaria pareada com basicamente qualquer coisa. Sobre ela um lagostim inteiro, pequeno, tímido, frio e fora do ponto, que com certeza era um chamarisco na descrição no prato (chamando a atenção dos que estavam escolhendo), mas que também era uma incrível decepção quando chegava à mesa. Para completar, uma decoração de coentro duvidosa, que acaba tornando cada garfada onde havia coentro uma verdadeira explosão de sabores, cortanto toda a elegância do prato até então – com a exceção do lagostim – bem ponderado. O resultado era decepcionante, principalmente porque o bom peixe e o excelente molho de peixes oferecidos poderiam brilhar muito, mas muito mais se melhores acompanhados do que por conta de qualquer outros problemas.

Sobremesas:

Brulle de Doce de Leite: 5/5

doce-de-leite-brulee

Nossa, sensacional! O exemplar que lembra muito o priminho do Trindade (feito com doce de leite Viçosa) era delicioso, com gosto bem presente de doce de leite, docinho e não enjoativo, com a crostinha perfeita e um salzinho que era o toque final. Excelente.

Goiabada em crosta crocante de castanhas, alecrim e sorvete de cambuci: 2/5

goiabada-cambuci

Hum, essa promessa era tão linda. Mas, na execução, não nos ganhou. Feito a partir de uma goiabada aquém do ok, pareada com um queijo bastante normal, e com uma crosta meio defumada não tão gostosa ou crocante assim, o prato era uma bola fora. A única surpresa aqui era o sorvete, um tapa na cara da sociedade, que funcionaria muito melhor puro (numa taça de refrescância e delicadeza), do que mal acompanhado. Certamente a melhor coisa do prato, pena que em pouca quantidade.

Dicas:

A dica é ir e pedir um grande pote de sorvete de cambuci! Não, sério, optem pela saladinha (ou macarrão), pela carne vermelha e fechem com o clássico creme brûlée, que não tem como não sair do Alma sorrindo. Humm, a não ser que eles realmente sirvam o pote de sorvete, daí se sim, acho melhor alguém nos avisar para que nós mesmos possamos voltar lá correndo numa noite quente. ❤

post and review by Eduardo Boaventura e Path Aun Tôrres

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