Maurizio Gallo – RW 2016, 2ª edição

NOTA DO JANTAR: 2.8/5

Menu JANTAR

Sobre o Maurizio Gallo:

Esse restaurante é um clássico de Belo Horizonte, graças aos muitos anos de experiência na casa original, localizada num espaço bem intimista na Avenida Nossa Senhora do Carmo. Para esse Week, visitamos a unidade mais nova, localizada no bairro de Lourdes, em uma casa bem estilosa. Falemos então da unidade que visitamos: a casa de dois andares era super simpática, com um estilo bem cantina familiar, toalhas xadrezas, mesas e outros móveis em madeira escura, muitos quadros e adornos (mas nada exagerado), um bar no segundo andar e também uma arejada e gostosa varanda. Nosso atendente era educado, mas não parecia lá muito satisfeito com seu trabalho, economizando sorrisos e interações mais calorosas. Eficiente, de qualquer forma, e com uma boa comunicação com a cozinha, a casa agrada em sua relação com o cliente.

Gastronomia:

O italiano é bem italiano mesmo, focando somente na gastronomia mais de raiz e não fundindo suas técnicas com aquelas mais contemporâneas ou de países ao redor. O menu então é recheado de massas de todos os tipos, com uma grande variação de acompanhamentos e carnes, além de um rol de entradas bem variado. Para o Week, foram de crostini, bruschetta e apresentaram massas (que acreditamos ser artesanais) em apresentações bem distintas.

Entradas:

Crostini de lingüiça caseira ao creme de queijo ao forno: 4/5

crostini

O crostini era bem gostoso, com molho delicioso e bastante temperado no alho (isso também é bom!), o queijo derretido sobre o todo era ótimo, trazendo uma suavidade e uma textura puxenta que contrapunha o crocante da torradinha saborosa. No mais uma entradinha simples e agradável, como comidinha de vó.

Bruschettas de pesto de manjericão / de tomate seco / de queijo parmesão: 2/5

brusqueta

Nossa, o que tinha de bom na primeira entrada, acabou decepcionando na segunda. O pão era embatumado e murcho, parecendo velho, o que transformava cada mordida numa aventura bem chata. Em compensação, o molho sobre eles era ótimo, especialmente o pesto que, mais forte, instigava e combinava bem quando intercalado dos demais ingredientes. Seu queijo era pouco envelhecido, daqueles parmesões não curados que só encontramos no Brasil e, quando pareado com o aceto balsâmico, acabava deixando ainda mais imperceptíveis as características do pobrezinho.

Pratos principais:

Penne ao molho sugo de tomate (molho de tomate pelado italiano com ervas finas) com filet em tiras aceto balsâmico: 2/5

penne

Nosso primeiro prato era esse picadinho com penne, novamente a simplicidade máxima em ação. Sua carne bastante acebolada era bem gostosa, estava macia, no ponto correto (para um picadinho ok?) e com sabor bem presente. Acompanhando, tínhamos um penne gostoso, além do al dente desejado, e um molho de tomate que, apesar de portar uma textura perfeita, tinha um sabor fraco e um gosto perceptível de açúcar, geralmente utilizado para mascarar a acidez oriunda de um menor período de cocção que o correto.

Cappelete quatro queijos com molho Alfredo (molho branco com mascapone e manteiga): 4/5

capeletti

O segundo prato, sem carne, era bem bom, com uma massa em partes também além do ponto, e em partes aquém deste. Para acompanhar aqui, um molho realmente muito bom, com textura aveludada e sabor presente (talvez com um toque um pouco forçado de alho). Ah sim, seu recheio era ótimo e tudo era mais uma vez simples, porém agora eficiente.

Sobremesas:

Tiramisú: 3/5

tiramissu

Para finalizar, começamos com o clássico italiano: o tiramisú. A sobremesa estava boa, com um creme de queijo excelente, porém com proporções de biscoito e café que pecavam um pouco. Uma verdadeira infelicidade, afinal era justamente graças à essa inconstância de camadas que tínhamos algumas garfadas de pura alegria quando o creme estava mais presente, e outras, digamos, não tão felizes assim.

Panacotta italiana com calda de morango: 2/5

pannacotta

Outro clássico italiano, esse mais refrescante e menos chocolatudo, nossa amiga pannacota. O que dizer, seu creme estava ótimo, saboroso e de textura realmente boa. No entanto, para completar nossa amiga gelatinosa e coroar o prato, a casa optou por uma inexplicável calda de morango super-industrializada, com sabor nada fresco e bastante artificial, puxando a boa pannacota para baixo.

Dicas:

Um bom lugar para quem curte o simples e clássico italiano, em uma casa que é pura simpatia.

post and review by Eduardo Boaventura e Path Aun Tôrres

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